1987-1991
Saber e Compromisso Social - Extensão.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Pró-reitoria de Extensão
SABER E COMPROMISSO SOCIAL
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE ALAGOAS
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
Ponte em mão dupla UFAL-SOCIEDADE
EXTENSÃO
SABER E COMPROMISSO SOCIAL
1987/1991
A EXTENSÃO
NA UFAL
1987/1991
HONRA AO MÉRITO
AOS CONSTRUTORES
DA EXTENSÃO
NA UFAL
Profª Ana Maria Ávila de Medonça
Profª Maria Cristina de A. Nolasco
Profª Judith Feitoza de Carvalho
Tec. Ad. Eliezel Alves dos Anjos
Prof. Almir Huilhermino
Profª Zilta Nogueira
Profª Heliane Garcia Agreda
- Programa Cidadania
- Programa Periferia
- Programa Vida e Saúde
- Programa Vida e Saúde
- Programa Cultura e Lazer
- Banco a e Dados
- Coordª Núcleos Permanentes
CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Francisco Amorim da Silva
Vandete de Almeida Barros
Elson de Souza Silva
Fátima Ma Ramalho Vespasiano
José Cosmo Medeiros Rodas
Izabel Cristina B. de Oliveira
Antônio Tavares Simões
Ernande França
José Freitas dos Santos
José Lima
Vera Regina Cabral Barros
Maria Delma P. Melo
João Romão de Oliveira
Antônio Davi Santos
Agildenice Carol Araújo
Givanildo Lopes Machado
Rubenita dos Anjos
Audenízio Gregórui Albuquerque
Eva Ucy Miranda S.Soto
José Ciríaco da Silva
Margarida Batista G. Correia
Verônica Barros Florêncio
"Quem construiu a Tebas das sete portas?"
A todos aqueles que, na comunidade acadêmica, acreditaram no
Compromisso Social da Universidade, a homenagem do povo do Brasil.
Prof. Salomão Almeida de Barras Lima
Pró-Reitor de Extensão
SUMÁRIO
DO GABINETE DA REITORA
A Universidade sai do casulo
05
INTRODUÇÃO
07
TRAJETÓRIA DA EXTENSÃO NO BRASIL
Política Nacional de Extensão
Caminhada Histórica da Extensão no Brasil
FÓRUM DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
FÓRUM NORDESTE:
. Criação e Instalação do Fórum de Pró-Reitores de Extensão
das Universidades Públicas do Nordeste (Aracaju, 1987)
. Carta de Fortaleza. IIo Encontro de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas do Nordeste (Fortaleza, 1987)
FÓRUM NACIONAL:
. Iº Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Brasília, 1987)
. IIº Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Belo Horizonte, 1988)
. IIIº Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Belém do Pará, 1989)
. IVº Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Florianópolis, 1990)
. Vº Encontro Nacional de Pró-Reitores de. Extensão das Universidades Públicas Brasileiras(S. Luís do Maranhão, 91)
II. A UFAL SAI DO CASULO
Em busca do Compromisso Social
Seminário UFAL/Sociedade
Diretrizes Políticas da Extensão na UFAL
Fórum de Extensão da UFAL
Plano de Ação da PROEX. Metodologia e Programas
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III. A EXTENSÃO NA UFAL
Delineamento e Configuração de uma Trajetória
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A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EXTENSÃO NA UFAL
. CONSU Res. 09/88 - Cria Campus Vicinal
. CEPE Res. 12/89 - Regulamenta Atividades de Extensão
. CONSU Res. 42/91 - Cria o Espaço Cultural Universitário
Regimento Interno do Espaço Cultural
. CEPE Res. 33/90 - Cria o Departamento do Saber Acumulado
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CAMPUS VICINAL
Uma Experiência Piloto de Extensão na UFAL
. Uma Aproximação da Realidade
. Fórum Política e Cidadania
Um Encontro com a Sociedade Civil Organizada
. Estágio Curricular no Campus Vicinal
. Implementação de Projetos Prioritários
ESPAÇO CULTURAL UNIVERSITÁRIO
"A Arte em Terreno Fértil"
. Objetivos do Espaço Cultural Universitário
. Programas Prioritários
. Fórum das Nações (Casas de Culturas Estrangeiras)
BANCO DE DADOS DA PROEX
Subsídios para a Elaboração de Projetos de Extensão
. Cadastro de Proj. apresentados ao Comitê Assessor de Extensão
. Cadastro das Associações de Moradores do Campus Vicinal
. Cadastro de Serviços Públicos:
. Unidades de Ensino
. Unidades de Saúde
. Representação Gráfica dos Dados
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COMITÊ ASSESSOR DE EXTENSÃO
. Como Fazer Extensão na UFAL
. Processo da Prática Extensionista na UFAL
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IVº PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
UFAL e Comunidade na Caminhada do Amanhã
133
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Do Gabinete da Reitora
Ao apresentar "EXTENSÃO, SABER E COMPROMISSO SOCIAL"
aproveito para dar o testemunho do esforço, do empenho e da dedicação de
toda a equipe da PROEX e órgãos vinculados. Nesse quadriênio, 87-91, no
Campus Vicinal do Tabuleiro do Martins e no Espaço Cultural
Universitário, a Universidade Federal de Alagoas, ao identificar seu
compromisso social, rompe os muros e se legitima no seio do povo
alagoano.
Releve-se a dimensão do esforço para alicerçar o futuro na busca do
encontro entre os saberes popular e acadêmico.
Retrata-se nesse documento retraços da caminhada - percurso apenas
delineado - dadas a grandeza e ousadia do trabalho.
Por sua leitura remonte-se à reflexão da construção cotidiana e coletiva
graças à determinação política e ao trabalho persistente.
assim, motivo de orgulho e satisfação apresentar este documento. Maior
orgulho ainda de, na gestão "A Universidade somos nós" termos contado
com os companheiros da PROEX.
Profª Delza Leite Goes Gitai
Reitora
UNIVERSIDADE
SABER E COMPROMISSO SOCIAL
“A única finalidade da ciência é aliviar a miséria humana”
(B. Brecht)
INTRODUÇÃO
Não se pode pensar a Universidade no vazio, pois ela está situada no contexto da
vida dos homens que a produziram. Neste contexto, ao longo do processo histórico, os
homens buscaram o SABER para se apropriarem do PODER capaz de libertá-los de suas
necessidades diante da Natureza e da História para construírem o seu “Reino de Liberdade”.
Assim, a Universidade, situada, deve ser uma instância critica, desempenhando suas
funções de conquista e ampliação do patrimônio do saber, que vem sendo construído pela
humanidade para possibilitar a existência humana no mundo da natureza que a cerca c, ao
mesmo tempo, produzir o cidadão para o pleno exercício de sua liberdade e consciência.
Toda esta relação Homem-Mundo-História se faz pela mediação do trabalho, como
práxis, transformando a natureza c as relações sociais, num movimento contínuo de açãoreflexão-açáo. Isto se dá na Universidade, como instância privilegiada.
Hoje, a UFAL, no contexto da existência humana, reflete a crise da sociedade
brasileira, onde está inserida, buscando ingressar no movimento da história recente do país.
Numa sociedade em transição, também a UFAL está em transição. Transição na UFAL não
deve ser caos ou apatia, nem tarefa de uma administração, mas balizamento, numa perspectiva
de futuro por onde outras gerações trilharão o caminho na direção do pleno desenvolvimento
do SER-HOMEM, numa Universidade em constante busca de aperfeiçoamento, pois "o
caminho se faz caminhando".
Numa região conturbada por problemas crônicos, espera-se da UFAL o repensar a
razão do seu existir e de sua função. Ilhar-se no vazio, fora do contexto social, político,
econômico e cultural, seria sua condenação para a inutilidade. O seu repensar também não
deve ser "uma crítica de arquibancada daqueles que não querem sujar as mãos no que fazer da
História" isolados na torre de marfim do pensamento puro e a-histórico, enquanto protegidos
funcionalmente pelos muros da Universidade. O repensar a Universidade deve ser a busca
constante de uma UTOPIA, não no sentido de uma ilusão, mas de um real ainda não presente,
mas possível. Uma utopia concreta.
Nesta perspectiva de uma sociedade em transição, a EXTENSÃO
UNIVERSITARIA tem papel importante a desempenhar. A Extensão na UFAL não quer ser
a mão extendida do que sabe para levar migalhas do saber ao que não sabe. Ao contrário, deve
ser o processo de inserção da Universidade no que fazer da História, construindo a "ponte em
mão dupla, onde o saber acadêmico se encontrará com o saber popular para produzir o saber
transformador". Pela Extensão, a UFAL abre seus ouvidos para o grito e as angústias de nosso
povo. Pela Extensão, como processo constante de oxigenação da vida acadêmica, a Pesquisa e
o Ensino serão realimentados, no contexto da vida social.
O refrão da sabedoria popular "a teoria na prática é outra" reflete o fracasso da
postura positivista, ao separar a teoria da prática, numa universidade de bacharéis. Agora, ao
consolidar a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e extensão, a Constituição Brasileira
aponta o caminho da prática acadêmica para a formação do profissional compatível com as
necessidades do país, onde o confronto da sala de aula e do laboratório de pesquisa com a
realidade deve ser um dos critérios de avaliação da produção universitária.
Ao término de um mandato como Pró-Reitor de Extensão, cumpre-nos mostrar o
caminho andado na UFAL e apontar as trilhas do futuro no emaranhado da crise que se
avoluma no país. Apesar de todos os obstáculos, a comunidade acadêmica dispõe de otimismo
e vontade para construir um Brasil melhor a partir de sua reflexão-ação, numa universidade
competente comprometida com a região. A Política de Extensão estará sempre aberta às
mudanças decorrentes de sua práxis, da crítica da comunidade acadêmica e das necessidades
concretas da população, onde a regência da realidade estará sempre acima da crítica
"iluminada" dos que não mergulhar no que fazer da História.
Maceió/UFAL, 28 de novembro de 1991
Prof. Salomão Almeida de Barros Lima
Pró-Reitor de Extensão
I.TRAJETÓRIA DA EXTENSÃO NO BRASIL
POLÍTICA NACIONAL DE EXTENSÃO
A nível nacional, a Extensão, apesar de ser proclamada já, há bastante tempo, ao lado
do Ensino e da Pesquisa, como constitutiva do tripé da Universidade, tem ela sofrido uma
indefinição, no meio acadêmico, por falta de diretrizes básicas e por injunções da política
educacional brasileira, sobretudo a partir de meados da década de 60. De extensão
assistencialista a uma mera transmissão de informações, em cursos desvinculados dos
interesses da população tem sido a extensão uma presença estranha e, muitas vezes inútil, no
processo educativo brasileiro. Invadindo o espaço cultural das populações mais carentes, a
extensão ressaltou os vícios do seu caráter antidialógico. Em vez de se estabelecer canais de
comunicação com a sociedade, a Universidade oferecia apenas comunicados, numa
perspectiva de dominação A trajetória histórica da extensão, no entanto, nos aponta para
outros caminhos.
CAMINHADA HISTÓRICA DA EXTENSÃO NO BRASIL
O Prof. Roberto Mauro Gurgel, em seu trabalho: "EXTENSİÃO UNIVERSITÁRIA
Comunicacão ou Domesticação", analisa as vertentes históricas da extensão universitária
brasileira, que incidiram direta ou indiretamente em todas as propostas relativas à extensão
universitária, que se conhece presentemente ou que existiram em outras épocas. São elas:
I. AS UNIVERSIDADES POPULARES surgiram na Europa, no século XIX, com o objetivo
de disseminação de conhecimentos técnicos para o povo. No Brasil, o eco das preocupações
de Além-Mar já reverberavam por aqui, devendo ser relembradas:
1. A UNIVERSIDADE POPULAR DO RIO DE JANEIRO, fundada em 1900 por um
grupo de intelectuais que sentia a “necessidade imperiosa da ação e da luta contra a
mentira, a hipocrisia, o roubo e a iniquidade imperante". Eles se lançaram
decididamente no movimento social, freqüentando os centros operários, realizando
conferências populares, fundando periódicos e revistas. A Universidade Popular do Rio
de Janeiro tinha como meta "a instrução superior e a educação social do proletariado".
2. A UNIVERSIDADE POPULAR DO MARANHÃO, fundada em 1906, funcionava nas
noites de terça-feira, visando colocar o conhecimento científico e literário ao alcance de
todos, ministrando igualmente conhecimentos de ordem prática.
3. A UNIVERSIDADE POPULAR DE SÃO PAULO, como estrutura vinculada ao
sistema de ensino superior aparece no Brasil com a criação da Universidade Livre de São
Paulo, em 1912. Seu surgimento diretamente relacionado a uma instituição de ensino
superior, foi certamente a primeira experiência de extensão universitária do país. Na
Universidade Livre de São Paulo foi definida a primeira formulação extensionista do
país: "OS CURSOS DE EXTENSAO. Estes, ainda hoje, representam a prática
extensionista mais conhecida nacionalmente.
4. MOVIMENTOS ESTUDANTIS. A idéia da universidade popular ressurgiu no país em
1938 com a UNE, brasileiros assimilaram a idéia a partir do MANIFESTO DE
CORDOBA (1918), que foi a expressão da primeira manifestação estudantil de
significação acontecida na América Latina. O Movimento de Córdoba iniciou o
questionamento da universidade latino-americana tradicional, propiciando uma
confrontação entre uma instituição de ensino superior arcaica e fechada em si mesma com
uma sociedade que procurava novos caminhos pela via da modernização.
A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, no documento de Córdoba, é vista como
objetivadora do “fortalecimento da universidade, pela projeção da cultura universitária ao
povo e pela maior preocupação com os problemas nacionais”. A partir de Córdoba, a questão
do COMPROMISSO SOCIAL DA UNIVERSIDADE passou a constar efetivamente dos
discursos oficiais e das propostas dos segmentos componentes da estrutura universitária. No
desempenho da missão social, far-se-ia com que o estudante tivesse a oportunidade, não
somente de
“familiarizar-se com os problemas de seu meio e de entrar em contato com o
povo, mas também, de devolver em forma de serviços parte do beneficio que
significa pertencer a una minoria privilegiada, que tem acesso a uma educação
superior, em última instancia pago pelo esforço de toda a comunidade”
5. A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA. Em
agosto de 1937 a Casa do Estudante do Brasil convoca o primeiro Conselho Nacional dos
Estudantes e em dezembro de 1938, com a participação de oitenta organizações
universitárias do país, foi escolhida a primeira diretoria da UNE e lançado o "Plano de
Sugestões para uma Reforma Educacional Brasileira". Neste documento, onde definem as
funções que a universidade brasileira deveria ter, ressalta-se:
“propiciar a difusão da cultura pela integração da universidade na vida social
popular" “promover e estimular a transmissão e o desenvolvimento do saber e de
métodos de estudo e pesquisa, através do exercício das liberdades de pensamento,
de cátedra, de imprensa, de crítica e de tribuna, de acordo com as necessidades e
fins sociais.”
6. A UNE e a DECLARAÇÃO DA BAHIA (1961). Este foi o documento bem mais
trabalhado e analítico, sendo resultado de um encontro de caráter nacional, onde se
encontraram as lideranças estudantis progressistas do país, traçando o esboço da
“missão de una universidade existencialmente estendida, comprometida com: as
necessidades concretas do povo brasileiro, universidade historicamente datada e
sociologicamente situada na segunda metade do século XX, num país em fase de
desenvolvimento”.
Ao analisar a situação da universidade brasileira, fala-se ser imprescindível sua relação
com a sociedade que a cria e com seu meio:
“universidade e sociedade se interpenetram e influenciam iniludivelmente. Uma
sociedade deformada conterá, certamente, uma universidade mutilada e,
reciprocamente, uma universidade infiel a suas responsabilidades históricas
estará conformando uma sociedade incapaz de auto-superar-se, insensível à
aurocrítica, vedada à evolução"
As diretrizes da reforma propugnada pela UNE destacam a intensa relação
universidade/sociedade, explicitando formas de extensão universitária que deveriam ser
acionadas:
"abrir a universidade para o povo e colocá-la a serviço das classes desvalidas
com a criação de escritórios de assistência judiciária, médica, odontológica
técnica (habitação, saneamento de vilas e favelas), etc. Que isto não seja
realizado paternalisticamente, a titulo de esmola, concorrendo para atenuar os
males sociais e indiretamente solidificando a estrutura iníqua em que vivemos. É
necessário, sobretudo despertar a consciência popular para seus direitos.
Entretanto, enquanto se vai lutando, não podemos deixar que milhares de pessoas
morram do nosso lado”
7. AS EXPERIÊNCIAS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (Início da década de 60). O
início da década de 60 assiste ao aparecimento de toda uma série de experiências no
sentido de um relacionamento entre a universidade e a sociedade. Das formulações
existentes que podem ser caracterizadas como extensão universitária, três assumiram
maior dimensão:
O CENTRO DE CULTURA POPULAR. (1962)
O MOVIMENTO DE CULTURA POPULAR (MCP) e o SERVICO DE
EXTENSÃO CULTURALDA UNIVERSIDADEFEDERAL DEPERNAM
BUCO (1960)
A UNIVERSIDADE VOLANTE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PARANÁ (Contestada por estudantes e aproveitada pelo Governo, depois de
1964)
II. O MODELO EXTENSIONISTA NORTE-AMERICANO é associado à idéia de extensão
como prestação de serviço e teve larga influência nas Escolas de Agronomia e Veterinária. Já
em 1926, foi realizada a experiência no sentido de levar assistência técnica aos agricultores.
Esta experiência representa a primeira forma de extensão sistematizada de acordo com o
modelo norte-americano, na linha de prestação de serviços no meio rural, desenvolvida no
Brasil influência do modelo norte-americano de extensão somente se faz sentir mais
intensamente na década de 50, quando a extensão rural passa a ser considerada como um
instrumento eficaz pelo Estado.
Na década de 60, após o movimento militar, a extensão sofreu profundo golpe,
quando o compromisso social do saber foi escamoteado por um mero assistencialismo. Com a
chegada ao Brasil de Rudolph Atcon, responsável pela constituição do Conselho de Reitores
das Universidades Brasileiras (CRUB) e seu primeiro secretário executivo (1965-68), no
interior dos Acordos MEC/USAID, a extensão universitária começa a tomar outros rumos. A
partir da Lei n 5.540 se define o novo perfil da universidade brasileira e a extensão assume
seu lugar dentro da estrutura universitária, ao lado do ensino e da pesquisa. Novas formas de
extensão são criadas a serviço de um Estado repressor e assistencialista:
CRUTAC (Centros Rurais Universitários de Treinamento e Ação Comunitária) 1969
CODAE (Coordenação de Atividades de Extensão) MEC 1974
PROJETO RONDON. Ministério do Interior (anos 70)
OPERAÇÃO OSVALDO CRUZ. Ministério da Saúde (anos 70)
OPERAÇÃO DA AÇÃO CÍVICO-SOCIAL. Ministério do Exército
OPERAÇÃO MAUÁ (OPEMA). Ministério dos Transportes
Mecanismos privados estimulados pelo Governo:
INSTITUTO EUVALDO LODI
CIE-E (Centro de Integração Empresa-Escola
MUDES (Fundação Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e
Social).
Vale destacar, ainda, que os programas e projetos elaborados a partir de 1968 sempre
articulam a extensão universitária com a ação junto às populações carentes e apresentam o e
comunidades como metodologia de trabalho. Tais propostas enfatizam que idades
extensionistas viabilizam formas de participação da universidade em seu meio e
desenvolvimento de modo recíproco, propiciam a presença do povo na instituição de ensino
superior. Os "CAMPI AVANÇADOS" e os "CRUTAC" foram indubitavelmente
reconhecidos como as formas mais expressivas de extensão pelo MEC.
A partir das experiências da década de 70, com o processo de abertura do processo
político brasileira e a emergência dos Movimentos Sociais organizados no Brasil, se começa a
repensar a função da extensão como ponte para realimentacão da estrutura acadêmica,
funcionando como elemento provocador de mudanças a nível interno da universidade e da
sociedade de um modo geral.
O ponto alto da Política de Extensão, no Brasil, foi a constituição do FORUM DE
PRO-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PUBLICAS BRASILEIRAS. A
semente desse Fórum foi o I° Encontro de Pró-Reitores de Extensão das Universidades
Públicas do Nordeste (maio de 1987), em Aracajú, para implementação do Projeto CUCA
(Circuito Cultural Universitário), com a presença do Pró-Reitor de Extensão da Federal de
Minas Gerais (UFMG) e todos os outros das universidades nordestinas. Depois de frutuosos
debates e encaminhamentos ficou definida a criação de um FÓRUM DE EXTENSÃO DAS
UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO NORDESTE. A idéia foi tão carregada de entusiasmo
pela vida acadêmica que, logo, foi assumida pelos Pró-Reitores de Extensão da UNB, UFMG
e UFMA, no sentido da criação de um FÓRUM NACIONAL DE EXTENSÃO. A
Universidade de Brasília (UNB) sedeou o I° Encontro Nacional (1987) e, a partir dos Fóruns
subsequentes as Universidades Públicas Brasileiras reassumiram o seu compromisso social
histórico, numa nova visão das atividades extensionistas.
Nas próximas páginas, encontram-se os Anais do Fórum Nacional de Extensão com
seus documentos finais. Antes, porém, num resgate da História, vale a pena apresentar
também o Documento Final aprovado no I° e IIº Encontros de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas do Nordeste, que foi a semente do Fórum Nacional.
FÓRUM DE
EXTENSÃO
DAS
UNIVERSIDADES
PÚBLICAS
BRASILEIRAS
FÓRUM DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS DO NORDESTE
DA CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DO FÓRUM DE PRÓREITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS DOS NORDESTE
(Aracajú, 29/04/1987)
Os Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas do Nordeste reuniram-se
em Aracaju, no dia 29 de abril de 1987, sob os auspícios da Universidade Federal de Sergipe,
para criar e instalar o Fórum de Pró-Reitores de Extensão do Nordeste, tendo como objetivos:
1) contribuir para a formulação de diretrizes básicas de uma política de extensa que
seja comum às Universidades da Região;
2) gerenciar meios que possam garantir melhor integração das ações extensionistas
das Universidades, através das Pró-Reitores de Extensão ou equivalentes.
Durante o encontro, o Prof. Aldyr Mello de Araújo, Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Estudantis da Universidade Federal foi eleito e empossado primeiro presidente do
Fórum, a quem coube a atribuição de organizar o órgão e sistematizar os seus trabalhos.
Naquela oportunidade, foram tomadas as seguintes deliberações:
1) criação de uma Comissão para elaboração do Regimento do Fórum;
2) realização do II Fórum de Pró-Reitores de Extensão do Nordeste em Fortaleza,
sob os auspícios da Universidade Federal do Ceará, no decorrer do segundo semestre de 1987.
(Ata de criação e instalação do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas do Nordeste)
FÓRUM DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS DO NORDESTE
FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS
UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO NORDESTE
(Fortaleza, 17 e 18 de setembro de 1987)
CARTA DE FORTALEZA
Os trabalhos do II Foram de Pró-Reitores de Extensão do Nordeste, realizado na
cidade de Fortaleza, nos dias 17 e 18 de setembro de 1987, desenvolveram-se a partir de uma
reflexão sobre o atual estágio da extensão universitária na Instituição de Ensino Superior da
Região.
Entende-se que, através da extensão, a universidade possa chegar à plenitude do seu
papel social. Esta preocupação, no entanto, não tem representado a consciência da instituição
universitária no país, perdurando, ainda, a dissonância entre as funções acadêmicas.
Não tem a Universidade Brasileira procurado orientar suas ações dento de um
sistema integrado para o Ensino, Pesquisa e Extensão. Esta última função não ocupa o mesmo
plano de interesse das outras componentes, por compreende-la como secundária, desligada do
todo e sem o caráter de função projetiva das demais.
Não é de admirar que, por isso mesmo, a Extensão seja sempre questionada
largamente discutida, mas nunca realmente viabilizada, urna vez que ainda não se incorporou
ao espírito universitário brasileiro a conscientização de que, sem o trabalho extensionista, o
Ensino Superior não conduz as IES ao nível de sua verdadeira dimensão social.
Dentro de um contexto geral, esse fato nos leva a reconhecer que a educação em
nível de terceiro grau, no país, não vem assumindo um comprometimento mais profundo com
a nossa realidade, no sentido de fazer que as TES se tornem autênticos agentes de
transformação social. Esse fato, igualmente, parece ser mais perceptível no Nordeste, onde há
a ausência de uma ação continua coordenadora e coerente, capaz de integrar as universidades
numa promoção conjunta que se oriente pelas determinantes da vocação regional.
Não é que as universidades estejam indiferentes ao seu papel. É que grandes e
louváveis esforços são, não raro, desperdiçados, por falta de informação, articulação,
entrosamento troca de experiências entre as IES responsáveis pelo desenvolvimento sócioeducativo da Região.
Isso, aliás, também se reflete em todo o país, que se ressente de uma política de
educação que, nos diversos níveis de ensino/aprendizagem, possa, com base numa filosofia
voltada efetivamente para a realidade brasileira, compatibilizar as vertentes culturais da
diferentes regiões e permanentemente responder aos anseios e interesses comuns da
nacionalidade.
Decorre daí, em acentuada conseqüencia, a ausência de política a nível das
Instituições de Ensino Superior, permitindo que a ações das universidades, quando não
alienadas em certa escala, possam parecer descompassadas diante do que lhes vem a exigir a
sociedade. Sob esse ângulo, cabe à Extensão exercício do relacionamento
Universidade/Sociedade, propiciando a que a competência acadêmica estenda-se ao uso
comum. Não obstante este propósito, a Extensão pouco tem significado para o próprio
contexto universitário. Sua prática não tem sido a resultante das atividades acadêmicas como
um todo, podendo-se observar que tem faltado às próprias IES a legitimação da ação
extensionista.
A não institucionalização da Extensão pelas próprias IES tem restringido o seu papel,
e essa é a questão fundamental que o Fórum de Pró-Reitores do Nordeste discute no
momento. Para solucioná-la, vem buscando meios consistentes, fundamentando-se na política
de valorização da Extensão na Região Nordeste.
Para que não continuemos no plano do puro questionamento, sem que se ultrapasse o
nível do discurso e da teoria, faz-se necessária uma tomada de posição definitiva através da
qual se tracem claras estratégias de ação como as que são aqui propostas:
1. valorização da Extensão no âmbito interno das Universidades, através da areal
institucionalização das ações desenvolvidas a partir dos Departamentos,
possibilitando trabalhos interdisciplinares com vistas à formação de recursos
humanos e produção de conhecimentos e tecnologias alternativas que atendam às
necessidades sócio-econômicas e culturais da sociedade.
2. Financiamento da Extensão como medida prioritária para sua efetivação. Nesse
sentido, propõe-se a implementação de um fundo de apoio à Extensão, com
disponibilidade orçamentária capaz de garantir o fomento de projetos e de atividades
extensionistas, além de bolsas equivalentes às já tradicionais bolsas de iniciação
científica e de Pesquisa.
3. Estabelecimento de um sistema de aferição do produto extensionista universitário,
através de indicadores que traduzam a importância da Extensão, comparativamente
com as demais funções universitárias, conferindo-lhe status de dignificação perante o
universo acadêmico.
4. Estímulo à divulgação de toda a produção na área da Extensão, através de
publicações de livros, revistas, artigos e periódicos.
5. Fortalecimento de Encontro e Fórum regionais de Pró-Reitores de Extensāo
criação de um Fórum Nacional, como instrumentos que possibilitem a troca de
experiências e circulação de informações, e que se constituam força de pressão e de
representação dos interesses da área, junto aos organismos oficiais responsáveis pela
educação superior no país, bem como a outras instituições, oficiais ou não envolvidas
com as questões de desenvolvimento sócio-econômico cultural, científico e
tecnológico.
6. Inclusão da Extensão como item de preocupação habitual e programática perante
o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras CRUB, garantindo assento e
voz à representação dos Pró-Reitores de Extensão, a exemplo do que vem ocorrendo
com outras funções acadêmicas.
7. Finalmente, entendem os Pró-Reitores de Extensão do Nordeste que a valorização
da Extensão passa, necessariamente, pela criação ou reativação, no próprio MEC, de
um organismo forte, capaz de se tornar instrumento de referência e apoio a uma
política extensionista, no seu verdadeiro sentido.
Fortaleza, 18 de setembro de 1987
(ass) Pró-Reitores de Extensão do Nordeste
FÓRUM NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE
EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS.
Iº ENCONTRO NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE
EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.
Brasília, 4 e 5 de novembro de 1987
Foi realizado na Universidade de Brasília, no Distrito Federal, nos dias 4 e 5 de
novembro de 1987, o Encontro de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas
Brasileiras. Participaram do evento 33 universidades públicas, representadas por seus próreitores ou ocupantes de cargo similar nas instituições.
Neste documento, são apresentadas as conclusões aprovadas nas sessões plenárias do
Encontro.
I. CONCEITO DE EXTENSÃO
A extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o
ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a
universidade e a sociedade.
A Extensão é uma via de mão dupla, com trânsito assegurado à comunidade
acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade da elaboração da práxis de um
conhecimento acadêmico. No retorno à universidade, docentes e discentes trarão um
aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento. Este
fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizado acadêmico e popular, terá como
conseqüência: a produção de conhecimento resultante do confronto com a realidade brasileira
e regional; e a democratização do conhecimento acadêmico e a participação efetiva da
comunidade na atuação da universidade.
Além de instrumentalizadora deste processo dialético, de Teoria/Prática, a extensão é
um trabalho interdisciplinar que favorece a visão integradas do social.
II. INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EXTENSÃO
Como um processo que permeia o ensino e a pesquisa, integrando ussas atividades, a
extensão deve ser parte indispensável da rotina universitária, institucionalizando-se tanto do
ponto de vista administrativo como da prática acadêmica.
A institucionalização da prática extensionista, na medida em que reduz a distância
que atualmente separa a atividade acadêmica dos interesses concretos da população, deve ser
visualizada como um instrumento básico da recuperação da função social da universidade e
restauração de sua credibilidade.
A institucionalização da extensão implica na adoção de medidas e procedimentos
necessários ao direcionamento das atividades acadêmicas às questões de relevância social.
Essas medidas e procedimentos podem ser classificados em três grandes grupos:
- medidas e procedimentos de ordem metodológicas
- medidas referentes à estrutura universitária
- medidas para valorização da extensão a níveis regional e nacional.
2.1. MEDIDAS E PROCEDIMENTOS DE ORDEM METODOLÓGICA
As medidas e procedimentos de ordem metodológica dizem respeito à forma como as
ações acadêmicas devem ser desenvolvidas, visando maior integração da universidade na
sociedade. Neste contexto, devem ser enfatizadas no processo extensionista os seguintes
enfoques e ações:
1. As Instituições de Ensino Superior Públicas/IES orientarão sua política de
extensão objetivando prioritariamente a transformação social que implique na
melhoria das condições de vida para a maioria da população.
2. Serão consideradas atividades de extensão, exclusivamente aquelas referenciadas
nas diretrizes conceituais deste documento.
3. Os estágios curriculares e extra-curriculares estarão inserido na política
extensionista definida pela Universidade
4. Será garantida a participação das comunidades envolvidas com os trabalhos, na
elaboração execução e avaliação dos projetos de extensão das Universidade
5. Serão fomentadas ações que propiciem a sensibilização da comunidade acadêmica
às atividades de interesse social.
6. A divulgação dos trabalhos de extensão será estimulada através de publicações e
outros meios de comunicação.
7. Recomenda-se que as universidades desenvolvam mecanismos de avaliação
permanente da pesquisa e do ensino, do ponto de vista de suas importâncias para a
sociedade.
2.2. MEDIDAS REFERENTES À ESTRUTURA UNIVERSITÁRIA
1. O órgão de extensão em cada IESP deverá se ater exclusivamente a este tipo de
atividade, ocupando, na estrutura organizacional, o mesmo nível dos órgãos de ensino e
pesquisa. A este órgão deverá competir: propor normas e políticas aos conselhos competentes,
a partir de ampla discussão com a comunidade acadêmica; fomentar, acompanhar, avaliar,
articular c divulgar os trabalhos de extensão em cada IESP.
2. A política de extensão deve ser gerenciada de forma colegiada pelos responsáveis.
3. Caberá aos Departamentos acadêmicos a promoção e a execução das atividades de
extensão,de forma articulada às de ensino e pesquisa.
4. A extensão deverá ter representação específica nos órgãos colegiados superiores
de cada IESP, já responsáveis pelas atividades fins.
5. As atividades de extensão deverão ser computadas na carga horária semanal
mínima do departamento, bem como constar do plano individual de trabalho dos professores.
6. O trabalho de extensão também será computado para concessão de regime de DE,
de acordo com os planos aprovados por cada Departamento.
7. Deve ser observado o grau de envolvimento de cada departamento em atividades
de extensão, para fins de atendimento às solicitações de contratação de pessoal.
8. Também deve ser considerada, para efeito de contagem de pontos, a experiência
extensionista dos candidatos aos concursos públicos nas IESP.
9. Nas avaliações para a progressão dos docentes, deve-se considerar o seu
envolvimento nas atividades de extensão para efeito de pontuação.
10. Deve-se definir mecanismos que incentivem e garantam a participação dos
discentes no planejamento e execução das atividades de extensão
11. Deve ser assegurada a participação de representantes de organizações populares
nos conselhos decisórios da universidade
2.3. MEDIDAS PARA A VALORIZAÇÃO DA EXTENSÃO A NÍVEIS
REGIONAL E NACIONAL
1. Na estrutura organizacional do MEC, deverá existir um órgão de caráter
representativo responsável pela extensão.
2. Deve-se buscar uma participação formal de representação da área de extensão
junto ao CRUB
3. Criação e fortalecimento dos Fóruns Regionais c Fórum Nacional dos Pró-Reitores
de Extensão das Universidades Públicas
RECOMENDAÇÃO
Que se busque uma integração efetiva entre os Pró-Reitores de Extensão, de Ensino c
de Pesquisa e Pós-Graduação a níveis regional e nacional, através de encontros periódicos.
III. FINANCIAMENTO DA EXTENSAO
1. Obedecendo o princípio de descentralização de alocação de recursos, é
imprescindível que sejam reservados recursos do tesouro para extensão, através de destaque
orçamentário ou outro mecanismo que garanta disponibilidade permanente de verbas para os
programas/projetos de extensão, de modo a assegurar continuidade de atividades.
2. Além dos recursos orçamentários, as IESP deverão captar recursos junto a
agências e/ou fontes financiadoras para os projetos de extensão.
3. Criação, no MEC,
Programas/Projetos de extensão.
de
um
fundo
especial
para
financiamento
de
4. Restabelecimento do sistema de bolsas de extensão do MEC, nos mesmos níveis
das bolsas de iniciação científica, de monitoria, além das bolsas próprias já existentes em
algumas IESP ou bolsas oferecidas por outras agências.
5. As agências de fomento e financiamento deverão financiar também
programas/projetos de extensão, como atividades acadêmicas.
FÓRUM NACIONAL DE EXTENSÃO DAS
UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
II Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas Brasileiras.
Belo Horizonte, 23 a 24 de maio de 1988
Os participantes de II Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão da
Universidades Públicas, realizado em Belo Horizonte, de 23 a 24 de maio de 1988, discutiram
sobre o tema: Estratégias de Articulação com o Ensino e a Pesquisa.
Sub-temas:
Extensão/Pesquisa e Compromisso social
O conceito de Sala de Aula
Extensão/Estágio e Crédito Curricular
Projeto/Atividades de Extensão
I EXTENSÃO/PESQUISA E COMPROMISSO SOCIAL
O compromisso social da Universidade é inserir-se nas ações de promoção e garantia
dos valores democráticos, da igual e desenvolvimento social, notadamente resgatando a
cidadania como valor norteador da práxis universitária e priorizando as atividades
direcionadas à luta contra a dependência econômica, cultural e política.
A Universidade deve dirigir seus interesses e preocupações para a questão social.
Para tanto, cabe-lhe buscar junto à própria comunidade subsídios que lhe permitem detectar
seus anseios, numa postura de convivência e horizontal.
A Extensão como prática acadêmica visa interligar a Universidade em suas
atividades de ensino e pesquisa com as demandas da sociedade, buscando respeitar o
compromisso social da Universidade.
O conteúdo da Extensão deve ser definido a partir das diretrizes políticas da
Universidade, onde se há de considerar a relação entre realidade institucional e o processo
histórico. Dessa forma, o projeto extensionista poderá ser uma resposta permanente aos
anseios da sociedade.
A relação entre extensão e pesquisa ocorre sobretudo pelo papel que esta passa a
desempenhar enquanto criadora e recriadora de conhecimento, enquanto seja capaz de
contribuir para a transformação da sociedade.
A questão da relação entre pesquisa e compromisso social tem, como núcleo central,
saber-se o que deverá ser pesquisado e para quais fins e interesses se buscam os novos
conhecimentos.
A mobilização da comunidade acadêmica na direção das necessidades sociais requer
uma mudança estrutural do comportamento acadêmico não só nas bases (docente, discente e
técnico-administrativo) como também numa nova visão de integração das Pró-Reitorias,
colegiados e administração superiores das Universidades.
II O CONCEITO DE SALA DE AULA
Na realidade recente das Universidades Brasileiras, o conceito de sala de aula pode
ser entendido em uma dimensão tradicional e crítica.
Na dimensão tradicional, tem sido um espaço de elaboração teórico-abstrata,
substanciada na ruptura teoria e prática, trabalho intelectual e trabalho manual. Aqui, não se
dá a sistematização da relação homem-mundo, sujeito-objeto. Dá-se uma prática acadêmica
alienante, confirmadora do "status quo", através de uma mera transmissão de informações.
A dimensão crítica do conceito emerge à medida que a ação da extensão, articulando
ensino e pesquisa, pressupõe a produção de conhecimento e a formação de recursos humanos
em confronto e como resposta aos desafios da realidade. Aqui, professores, alunos e
população são atores, sujeitos no ato de aprender, de produzir conhecimentos e formar
recursos humanos. Não se restringe mais ao espaço físico da dimensão tradicional, mas diz
respeito a todos os espaços dentro e fora da Universidade, em que se realiza o processo
histórico-social com suas múltiplas determinações. Deixa de ter caráter exclusivamente
unidisciplinar e passa a expressar um conteúdo interdisciplinar/transdisciplinar, como
exigência decorrencial da própria prática. Além disso, se alicerça no conceito da relação
teoria-prática, consciência/auto-consciência, enfim, como expressão de uma práxis
acadêmica.
III EXTENSAO/ESTÁGIO E CRÉDITO CURRICULAR
O Estágio Curricular, na medida em que é momento da prática profissional, da
consciência social e do compromisso político, é também um dos mais adequados instrumentos
para viabilizar a extensão universitária.
Entretanto, da maneira como vem sendo desenvolvido, não atende suficientemente
aos objetivos da universidade nem contribui para o desenvolvimento da sociedade.
Entre as dificuldades que o estágio curricular enfrenta, destaca-se sua inexistência no
currículo de alguns cursos e sua oferta ao aluno, numa etapa do curso cm que sua preparação
acadêmica está praticamente concluída, além de distante do contexto social.
Consequentemente não proporciona subsídios adequados à formação profissional e a
transformação social. Face a esta situação, sugere-se:
1. A obrigatoriedade do estágio curricular para todos os cursos, respondendo às
questões sociais, dimensionadas em debates universidade/comunidade. O estágio
deveria, ser desenvolvido sempre que possível, desde os primeiros semestres.
2. O estágio curricular deve integrar projetos decorrentes dos Departamentos,
priorizando sobretudo, a contribuição à solução de problemas sociais.
3. A participação dos discentes em projetos e atividades de extensão deve ser
computada para integralização curricular. Os mecanismos de operacionalização deste
processo deverão ser definidos por cada universidade.
4. As universidades a médio prazo, devem reformular seus currículos, de modo a
garantir que a prática vivenciada no estágio integre crítica e mais comprometida,
capaz de propor alternativas de soluções para os problemas sociais.
Atentou-se, ainda, para o caso de atividades impropriamente denominadas "estágios",
fora do controle das universidades e que vêm atendendo a interesses empresariais. Esta
evidente distorção dos estágios tem ocorrido sobretudo, quando da intermediação dos
chamados de organismos de integração empresa/universidade, a despeito da norma legal
existente.
IV PROJETOS/ATIVIDADES DE EXTENSÃO
Entende-se como projeto de extensão aquele que contemple, pelo menos, as
seguintes dimensões:
a. articulação com o ensino, especialmente na graduação;
b. previsão, de alguma forma, de ações de pesquisa;
c. colaboração na transformação da sociedade, através de formas diretas de atuação;
d. consideração do conhecimento socialmente adquirido e o desenvolvimento dos
movimentos;
e. organizações populares.
Quanto à questão financeira, faz-se necessário que os projetos de extensão sejam
viabilizados pela universidade, com recursos do seu próprio orçamento. Entretanto, pode-se
buscar o apoio de agências financiadoras a partir do momento em que a indissociabilidade
ensino/pesquisa, se torne o ponto de partida para a prática acadêmica e, sempre que possível,
estabelecer mecanismos q viabilizem a integração interinstitucional.
V CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A ESTRATÉGIA DE
INTEGRACÃO DO ENSINO E DA PESQUISA ATRAVES DA EXTENSÃO
Uma condição essencial identificada para se viabilizar a extensão como prática
acadêmica é a de que, no âmbito de cada universidade, fosse discutida sua proposta de ação
global, definindo suas linhas de ensino e pesquisa, em função das exigências da realidade. Tal
discussão teria a participação de todas as Pró-Reitorias e órgãos similares, departamentos,
unidades, cursos, professores, alunos e população.
Uma outra medida fundamental seria a revisão do próprio modelo estrutural da
universidade.
Estas medidas, de caráter mais amplo e global, teriam como uma das decorrências o
reconhecimento curricular programático-administrativo das atividades de docentes e alunos,
numa expressão orgânica de ensino e pesquisa articulada pela extensão.
Neste contexto, o próprio estágio curricular não significaria um momento único de
expressão da relação dialética teoria-prática, sendo que esta seria um componente a permear a
concepção e o funcionamento dos recursos e da universidade, enquanto um todo.
As Pró-Reitorias de Extensão ou órgãos similares teriam sua existência vinculada a
uma ação tática de articulação, sensibilização c coordenação, no contexto estratégico de
construção processual da abertura e do confronto universidade-sociedade.
VI RECOMENDAÇÕES/SUGESTÕES
1. Que os próximos encontros nacionais de Pró-Reitores de Extensão expressem
caráter processual, constituindo-se momento de reflexão sobre a prática ocorrida ou
ocorrente em cada universidade.
2. Que as conclusões e resultados dos encontros dos Pró-Reitores de Extensão sejam
encaminhados aos fóruns de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduaçāo, Ensino e
Planejamento.
3. Que seja destinado tempo específico, nos próximos encontros, ou promovidos
eventos específicos, em que se viabilize a discussão das experiências de extensão
ocorrentes no âmbito de cada universidade.
4. Que seja criada uma publicação de âmbito nacional pelo Fórum de Pró-Reitores de
Extensão, tendo por finalidade divulgar e facilitar o debate de temas relacionados à
extensão universitária.
5. Que seja intensificada a articulação e a ação conjunta entre os vários Fóruns de
Pró-Reitores
6. Que se aprofunde, em um próximo encontro a questão aluno/mercado de
trabalho/compromisso social da universidade.
7. Que se considere a avaliação universitária como uma oportunidade significativa
para integrar as ações do ensino e do pesquisa, através da extensão, recomendando-se
o incentivo e a participação das Pró-Reitorias de Extensão nos processos avaliativos
em desenvolvimento ou que venha a ser realizados.
8. Que se reafirme a necessidade de existir na estrutura organizacional do MEC, um
órgão de caráter representativo, responsável pela Extensão.
9. Que se realizem Seminários Regionais entre a Universidade e o Projeto Rondon,
programados e organizados pelas Coordenações Regionais do Fórum de Pró-Reitores
de Extensão e Coordenações Estaduais da Fundação Projeto Rondon.
FÓRUM NACIONAL DE EXTENSÃO DAS
UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
III. Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas Brasileiras
Belém, 23 a 25 de julho de 1989
a) INTERDISCIPLINARIDADE
Os participantes do III Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas ao discutirem a questão da "INTERDISCIPLINARIDADE"
posicionaram-se a respeito do tema entendido que a questão da interdisciplinaridade é ao
mesmo tempo um problema e um desafio exclusivamente de ordem interna ao ambiente
acadêmico, intrínseco ao processo da produção e transmissão de conhecimento já que a
realidade concreta não se apresenta em si própria dividida em categorias. Nesse sentido, a
extensão deve ser considerada como um dos espaços estratégicos para promover atividades
acadêmicas de caráter interdisciplinar, integrar do grupos de áreas distintas do conhecimento
e, mediante os resultados dessas novas práticas, contribuir à modificação progressiva da
forma de fazer ciência e da transmissão desse tipo de saber, revertendo a tendência
historicamente dominante de compartimentação do conhecimento da realidade.
Pelo exposto recomendam que haja continuidade dos estudos e debates nas
universidades públicas brasileiras acerca da questão da interdisciplinaridade, objetivando:
1. buscar maior institucionalização da interdisciplinaridade e como decorrência da
ação, operacionalizar condições mais favoráveis à prática da extensão;
2. integrar as várias Pró-Reitorias, de forma a obter uma atuação consistente em
relação a um projeto acadêmico integrado;
3. promover modernização administrativa coerente com as necessidades de atuação
interdisciplinar, dentro da extensão, de forma a permitir avanço e inovação;
4. criar espaços nos diversos cursos regulares para atividades interdisciplinares.
ANEXO
CONCLUSÕES DO III ENCONTRO NACIONAL DE PRO-REITORES DE
EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS REALIZADO, NO PERÍODO DE 23
A 25 DE JULHO DE 1989,
a) A QUESTÃO DA "INTERDISCIPLINARIDADE"
Os participantes do III Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas, ao discutirem a questão da "Interdisciplinaridade" consideram de
fundamental importância que, durante os estudos e debates nas universidades haja reflexões
sobre:
1. Vantagens da ação interdisciplinar
. oportunizar aos alunos uma atuação conjunta com profissionais de outros campos
de conhecimento em projetos coletivos;
. promover a vivência de alunos através de trabalho junto às comunidades,
possibilitando a problematização e o questionamento do ensino e da ciência realizada
pela universidade.
2. Problemas relativos à ação interdisciplinar
. desarticulação entre atividades fim e meio;
. descompasso entre a administração universitária e as propostas inovadoras;
. desconhecimento das atividades de extensão de caráter interdisciplinar como
atividade regular acadêmica;
. descontinuidade das atividades de extensão em função da ausência de projetos
acadêmicos que contemplem a interdisciplinaridade;
. insuficiência de suporte administrativo especialmente para sustentar propostas
interdisciplinares.
b) “RELAÇÃO UNIVERSIDADE/SOCIEDADE A QUESTÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS”
Os participantes do III Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas, realizado em Belém do Pará, de 23 a 25 de julho de 1989, discutindo
o tema “Relação Universidade/Sociedade - a questão da prestação de serviços”,
I. Identificaram que:
. a prestação de serviços é hoje uma realidade nas universidades públicas brasileiras;
. a concepção de prestação de serviços, contudo não é vista de modo unitário: na
grande maioria delas há predominância de atendimento às demandas sociais
imediatas pela via de serviços como um fim em si mesmo, remunerados ou não
Cocrentes com a concepção de extensão definida pelo Fórum de Extensão, há
segmentos que a entendem como momento do processo acadêmico global que
envolve o ensino e a pesquisa. As duas abordagens tem levado a resultados
concretos e em direções diferenciadas, o que denota concepções distintas de
Universidade.
Assim, diante de tal realidade,
II. Deliberaram pela:
. reafirmação das diretrizes políticas da extensão universitária já discutidas e
aprovadas nos Encontros Nacionais anteriores (Brasília/1987 e Belo
Horizonte/1988), com redirecionamento da prestação de serviços nas universidades
de acordo com a nova concepção de extensão1. Redirecionamento este que deve ser
coordenado pelas Pró-Reitorias de Extensão ou similares de modo que:
1
A Extensão universitária é um processo educativo, cultural e
cientifico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável
e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a
sociedade.
A Extensão é uma via de mão dupla, com trânsito assegurado à
comunidade acadêmica que encontrará, na sociedade, a oportunidade da
elaboração da práxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à
Universidade, docentes e discentes trarão um aprendizado que,
submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento.
Este fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizado
acadêmico e popular, terá como consequência: a produção de
conhecimento resultante do confronto com a realidade brasileira e
regional e a democratização do conhecimento acadêmico e a
participação efetiva da comunidade na atuação da universidade.
Além de instrumentalizadora deste processo dialético de
teoria/prática, a extensão é um trabalho interdisciplinar que
favorece a visão integrada do social (Encontro de Brasília)
. os serviços sejam concebidos segundo dimensão emancipatória, não assistencialista
. os serviços sejam assumidos em plano institucional, superando-se os interesses
que comprometem o projeto político acadêmico das universidades
. os serviços se insiram numa proposta pedagógica que os integre no processo
educativo, desenvolvido com competência técnico-científica e comprometida com
a realidade social.
Além disso, convém ressaltar que as questões relativas a remuneração sejam
claramente definidas, de modo a não se criar precedente que venha a justificar futuramente
qualquer intento da responsabilidade do Estado frente ao ensino superior público e a
autonomia da Unversidade.
III. Decidiram ainda recomendar que:
Haja continuidade dos estudos e debates nas universidades públicas brasileiras acerca
da prestação de serviços, com vistas a sua definição ou conceptualização, bem como sua
normalização operacional.
Seja procedida, pelas Universidades Públicas, uma avaliação criteriosa a respeito das
prestações de serviços executadas pelas Fundações de apoio.
ANEXO II
Os participantes do III Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades
Públicas, realizado em Belém do Pará, de 23 a 25 de julho de 1989, discutindo o tema
"RELAÇÃO UNIVERSIDADE/SOCIEDADE - a questão da prestação de serviços",
decidiram indicar os seguintes pontos para reflexão, quando do debate do tema:
distinção conceitual sobre:
a. a prestação de serviços e comércio de serviços;
b. assistencialismo e assistência;
c. paternalismo e prestação de serviços;
d. relação com setor produtivo e atrelamento ao setor produtivo;
e. atender demandas e ofertar serviços;
f. reagir ao mercado e criar campos de atuação (influenciar no mercado)
g. substituição do Estado e potencialização da população para obtenção dos serviços que lhe
cabem de direito;
h. reforço ao paternalismo/assistencialismo do Estado e reforço aos Movimentos e
Organizações Populares;
i. atividade fim e atividade meio.
FÓRUM DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS BRASILEIRAS
IV. ENCONTRO NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE
EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS
Florianópolis (SC), 06 a 09 de maio de 1990
TEMA 1: Extensão Universitária: As Perspectivas nos anos 90
Os marcos referenciais teóricos resultantes dos trabalhos desenvolvidos nos três
Fóruns de Pró-Reitores de Extensão se constituem em diretrizes para formulação de uma nova
concepção de Universidade.
Ao longo desse período, reconhece-se que inúmeros avanços foram conquistados,
tais como
1. a afirmação de um novo conceito de extensão, entendido como um processo
educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma
indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade;
2. maior institucionalização das atividades de extensão que, através de processos
diferenciados, permite uma enriquecedora troca de experiência interinstitucionais;
3. a criação de novos espaços de colaboração acadêmica via projetos e ações
interdisciplinares.
Tais conquistas apontam para a necessidade de continuidade dos esforços
empreendidos, tendo em vista a consolidação da trajetória percorrida. Neste sentido, impõese:
1. maior articulação entre as atividades-fins universitárias, privilegiando a
institucionalização da extensão enquanto atuação permanente de programas e
práticas de integração da pesquisa com o ensino, que não se esgota em sua
regulamentação formal;
2. progressiva socialização do conhecimento, entendida como democratização da
informação e apropriação do saber gerado e sistematizado pela Universidade;
3. maior compromisso da Universidade com a produção de um conhecimento
científico para a busca de soluções dos problemas sociais do país em relação às
demandas populares.
O cumprimento desses requisitos garantirá a real inserção da universidade na
sociedade - um dos grandes desafios a serem vencidos durante a próxima década.
Com esta perspectiva, reivindica-se ao Ministério da Educação que:
I. considere as deliberações dos 4 (quatro) Encontros de Pró-Reitores de Extensão
como expressão legítima da comunidade acadêmica quanto à política de extensão, incluindo
representantes do Fórum nas comissões de estudos a serem criadas pelo Ministério para
avaliação de temas e proposições de medidas atinentes à educação superior nacional;
II. reconheça o valor e o papel da extensão universitária, institucionalizando na
estrutura do Ministério, setor e recursos de apoio específico.
TEMA 2: Universidade: Educação e Alfabetização
No cumprimento da sua função social, a Universidade Pública Brasileira vem
demonstrando efetividade no trato da questão da alfabetização, através de pesquisas que
abordam o fenômeno (linguagem) na formação de recursos humanos para a educação, na
formulação de políticas e estratégias de ação conjunta com a sociedade. Fruto desse esforço
acumulado, o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas entende que a
alfabetização de crianças, jovens e adultos insere-se nas contradições estruturais da sociedade
brasileira e como tal, não pode campanhas e planos de curto prazo, uma vez que as análises e
estudos disponíveis demonstram o fracasso destes procedimentos.
Esta afirmativa é confirmada ao longo dos últimos 30 anos pelas estatísticas oficiais
que apontam o crescimento do analfabetismo no país.
Por tudo isso, a Universidade Pública Brasileira considera prioridade a recuperação
imediata do sistema regular de educação do país como base para a superação dos problemas
afetos à educação.
Neste sentido, a contribuição da Universidade Pública Brasileira para a alfabetização
de crianças, jovens e adultos precede da consolidação de sua AUTONOMIA no
gerenciamento de suas funções de Pesquisa, Ensino e Extensão, enquanto instância crítica e
revitalizadora da sociedade.
Para a atuação no processo de alfabetização no Brasil a Universidade Pública
Brasileira deve:
1. estabelecer uma direção de trabalho comprometida para erradicar as causas do
analfabetismo;
2. insistir que os programas de fomento para erradicar as causas do analfabetismo
sejam feitos nas Universidades Públicas através de programas institucionais;
3. garantir que os projetos componentes dos programas de erradicação do
analfabetismo gerenciados pela Universidade Pública, sejam feitos com o envolvimento das
instituições comunitárias responsáveis pela alfabetização;
4. articular, nos programas de erradicação das causas do analfabetismo, a
PESQUISA E O ENSINO Universitário;
5, valorizar os cursos de licenciatura como requisito básico para a recuperação da
qualidade e condições do trabalho docente, restaurando o prestígio e o crédito do magistério.
TEMA 3: Metodologia em Extensão
O desafio de discutir metodologia em extensão coloca em aberto a própria visão e
perspectiva que se tem não apenas do trabalho acadêmico, mas da Universidade, pois implica
em concebê-la na sua relação dinâmica com a saciedade mais ampla a qual serve e da qual é
produto. Este desafio implica numa opção ideológica definida em relação ao papel político e
social que a Universidade deve cumprir e assumir perante os desafios históricos inerentes às
diversas conjunturas que marcaram a trajetória da sociedade.
Neste sentido, a expressão metodológica da extensão resulta do exercício da
autonomia da Universidade Pública através da gestão democrática e nos esforços rara a
socialização do conhecimento.
Desta forma, entende-se que a seleção das metodologias a serem aplicadas em
programas/projetos de extensão, deverá ser orientada pelos seguintes princípios:
a) explicitação da Teoria que fundamenta a prática;
b) afirmação de um compromisso filosófico e prático sustentado numa concepção de
Universidade, claramente explicitada;
c) inserção na realidade social a partir das necessidades do conjunto da população e
das perspectivas de mudança.
Fundamentadas nestes princípios, as metodologias a serem utilizadas deverão
privilegiar as seguintes diretrizes operacionais:
a) adoção de uma atitude dialógica da universidade em sua relação com a sociedade;
b) planejamento participativo, envolvendo os vários segmentos da sociedade;
c) organização na forma de programas institucionais, articulando a pesquisa e o
ensino e oportunizando espaço para o exercício interdisciplinar;
d) capacitação para o trabalho acadêmico, envolvendo o aprendizado de processos
básicos para tornar o conhecimento existente acessível a todos
PROPOSTAS
Os Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, reunidos em
Florianópolis (SC) no IV Encontro Nacional do Fórum de Pró-Reitores, considerando a atual
conjutura política nacional, suas repercussões no setor educacional do país e, particularmente,
nos destinos das Universidades Públicas, vem a público manifestar que:
1. urge, por parte do Ministério da Educação, uma explicitação de suas intenções
quanto à formulação de uma política para a educação pública superior do país;
2. qualquer projeto nesse sentido deve respeitar os princípios constitucionais de
manutenção e consolidação do ensino público, gratuito e de qualidade, com garantia
de orçamento real e adequado ao desenvolvimento da pesquisa, ensino e extensão;
3. na formulação dessa política, devem ser considerados interesses e a participação
de setores representativos da comunidade acadêmica, que amadureceu, ao longo das
últimas décadas propostas de melhoria da educação superior;
4. a afirmação e efetivação da autonomia das Universidades não pode nem deve
implicar num esvaziamento dos investimentos materiais (orçamentário e financeiro)
conferidos pelo Estado para a educação superior pública, pelo contrário, no seu
reforço e consolidação, resguardando se o compromisso de manutenção desse
patrimônio nacional que é a Universidade Pública e sua melhoria de qualidade;
5. é necessário o governo garantir recursos humanos e materiais para de fato se
efetivar a interiorização das Universidades, conforme determinação do Art. 6o das
Disposições Transitórias da recente Carta constitucional;
6. o problema do analfabetismo no país, entendido como produto das contradições
estruturais da sociedade brasileira, deve ser tratado nas suas causas, no cumprimento
do prečeito constitucional, de fortalecimento do sistema regular de educação básica
pública e gratuita para crianças, jovens e adultos
7. os recursos públicos destinados à alfabetização
exclusivamente, pelas instituições públicas de educação;
sejam
gerenciados,
8. a necessidade de elaboração da LDB pelo processo de participação ativa dos
setores organizados da sociedade brasileira interessados na defesa da educação
pública e gratuita.
FÓRUM NACIONAL DE EXTENSÃO DAS
UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
V. ENCONTRO NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE
EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS
A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA EXTENSÃO NO
CONTEXTO DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA E
SUA GESTÃO DEMOCRÁTICA.
São Luiz do Maranhão, 12 a 14 de junho de 1991
Os participantes do V Encontro Nacional do Fórum cc Pró-Reitores de Extensão da
Universidades Públicas Brasileiras, realizado em São Luís-MA., no período de 12 a 14 de
junho 1991, tendo discutido o tema "A Institucionalização da Extensão no Contexto da
Autonomia Universitária c sua Gestão Democrática", concluíram que:
. a integração da Universidade às realidades conjunturais se expressa pelo seu
comprometimento com a sociedade que a mantém;
. quanto mais autônoma e democrática for uma Universidade, maior será a sua
criatividade no sentido de, juntamente com a sociedade, encontrar caminhos para a solução de
problemas;
. autônoma, hoje, é a Universidade que, em nome da autonomia, exerce a liberdade
acadêmica, que é o meio e não fim;
. no processo histórico de construção da Universidade democrática, o elemento
fundante é a referência ao social, pois o exercício da democracia não se esgota no processo
eleitoral e este não pode ser limitado pelas questões setoriais e corporativistas.
Assim, o tema discutido levou os participantes do V Encontro a fazerem as seguintes
recomendações:
1. Quanto às Diretrizes Políticas:
1.1. a política de Extensão de cada Universidade, no âmbito interno, deve
propiciar a participação da comunidade universitária, privilegiando ações
integradas com as administrações públicas, em suas várias instâncias, e com as
entidades da sociedade civil. Esta política deve respeitar o caráter da
indissociabilidade entre Ensino Pesquisa e Extensão, pois a atividade
extensionista expressa a função social da Universidade;
1.2. a atividade de Extensão deve ser submetida a um sistema de avaliação na
Universidade, de modo análogo às demais atividades fins, incluída a
participação de setores da comunidade externa envolvida nesse processo;
1.3. a atividade de Extensão deve ter tratamento isonômico com o Ensino e a
Pesquisa nos processos de avaliação funcional e institucional;
1.4. o Ensino, a Pesquisa e a Extensão devem receber o mesmo tratamento em
relação ao planejamento orçamentário das Universidades, respeitando-se as
características e necessidades específicas de cada área.
2. Quanto à Institucionalização:
2.1. a Institucionalização deve resguardar a competência dos Departamentos na
elaboração de projetos, incentivar a interdisciplinaridade da ação extensionista
e preservar as especificidades da atuação de cada Universidade;
2.2. a Extensão deve possuir o mesmo nível hierárquico que o Ensino e a
Pesquisa na estrutura administrativa universitária;
2.3. a definição de mecanismos de operacionalização do processo extensionista
nas estruturas do processo extensionista nas estruturas curriculares, a fim de
que a participação dos discentes em projetos e atividades de extensão seja
computada para integralização curricular;
2.4. as Pró-Reitorias de Extensão devem priorizar atividades que subsidiem ou
promovam o desenvolvimento de ações interdisciplinares.
3. Quanto às Estratégias de Ação:
3.1. criar mecanismos permanentes de interação com a sociedade civil e de
divulgação do trabalho acadêmico junto à sociedade;
3.2. promover eventos internos que sirvam de espaço para debates e avaliações
sobre Extensão pelas Unidades Acadêmicas;
3.3. promover estudos e programas de avaliação que permitam demonstrar à
sociedade a amplitude do trabalho extensionista;
3.4. fazer gestões, junto ao MEC, governos estaduais e outras entidades
públicas e privadas, no sentido de implementar programas nacionais de bolsas
de extensão.
4. Quanto às Questões Financeiras:
4.1. fazer gestões junto às agências de fomento públicas e privadas, nacionais e
internacionais, para consecução de recursos financeiros destinados à Extensão;
4.2. garantir, junto às Universidades, dotação orçamentária destinada a
atividades extensionistas, fixando-se percentuais nos orçamentos globais e
setoriais;
4.3. fazer gestões, junto ao MEC e Governos Estaduais, a fim de garantir
orçamentos globais para as Universidades Públicas;
4.4. definir os critérios de distribuição dos recurso gerados pela Extensão, que
deverão ser gerenciados pelos setores competentes de cada IESP
A EXTENSÃO NA UFAL
DELINEAMENTO E CONFIGURAÇÃO
DE UMA TRAJETÓRIA
II. A UFAL SAI DO CASULO
EM BUSCA DO COMPROMISSO SOCIAL
1987. A UFAL entra na maioridade os
26 anos de sua existência. Os ventos da
democracia que varrem o país levaram a
comunidade universitária a lutar por eleições
diretas para a administração superior. A equipe
comanada pela Prof Delza Leite Goes Gitai,
numa leitura da realidade brasileira, finca o
marco de sua primeira bandeira de luta por uma
universidade competente e comprometida com a
Região. Ao lado dos companheiros de equipe, o
Prof. Salomão Almeida de Barros Lima, eleito
Pró-Reitor de Extensão, tendo analisado
propostas de extensão em andamento nas
Universidades de Brasília (UNB) e Rio de
Janeiro (UFRJ) e dos primeiros Fóruns de PróReitores de Extensão das Universidades Públicas
Brasileiras, começa a delinear os primeiros
passos da UFAL em busca de uma práxis, na
realização do Compromisso Social da
Universidade. Foi uma longa caminhada que foi
se consolidando passo a passo.
2.1. SEMINÁRIO UFAL / SOCIEDADE
O Seminário UFAL/SOCIEDADE. foi o primeiro ponto de encontro da comunidade
universitária com a sociedade civil e política. Representantes de Órgão Públicos e de
Movimentos Sociais organizados, durante três dias, debateram as possibilidades e limites de
inserção da UFAL na problemática regional. Tendo como objetivo:
1. conhecer a realidade alagoana, tendo em vista a efetivação do compromisso social
UFAL;
2. sensibilizar a Universidade c a comunidade para a realização de ações integradas
voltadas para o desenvolvimento de Alagoas;
o Seminário atingiu suas metas, quando mais de 200 questionários foram respondidos pelos
participantes, propiciando o delineamento das diretrizes políticas e estratégicas, os programas
metas prioritárias de extensão para a UFAL, numa primeira tentativa de abrigar toda
propostas apresentadas, sob a égide da regência da realidade. Todos os debates brotaram
conferências e painés.
CONFERÊNCIAS:
Paulo Freire (UNICAMP)
Elimar Nascimento (UFPe)
das Classes Populares
Cristóvão Buarque (UNB)
O Problema da Educação no Brasil
Movimentos Sociais e Demandas
Uma idéia de Universidade
PAINÉS:
A Economia Alagoana (SEPLAN/AI) Dr. Mendonça Neto
(PRODUBAN) Dr. Manoel Garcia
(EMPRESÁRIO) Dr. Cândido Toledo
(UFAL)
Profª Viviane Figueiredo
A Educação em Alagoas (SED/AI)
Prof. Luciano Peixoto
(UFAL)
Prof. Luis Henrique
Cavalcante
A Saúde em Alagoas (SSSS/Al)
Dr. Ubiratan Pedrosa
(SUCAM)
Dr. Geraldo Vergetti
(SSSS/A)
A.S.Genilda Leão
(UFAL)
A.S.Ma Helena Calheiros
Movimentos Sociais
Mov.Sociais de Alagoas
Representantes dos diversos
2.2 DIRETRIZES POLÍTICAS DE EXTENSÃO NA UFAL
Os questionários lançados durante o Seminário UFAL/SOCIEDADE produziram as
condições para a elaboração das diretrizes políticas de extensão, que seriam adotadas pela
administração "A Universidade somos nós". O I° e IIº Fóruns de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas Brasileiras (Brasília 4 e 5 de nov. de 1987) c (Belo Horizonte 23 e 24
de maio de 1988) evidenciaram a nova face da extensão, mapeando diretrizes para que a
Universidade realizasse seu compromisso social para resgatar sua credibilidade, como
presença de ação-reflexão-ação, no seio da sociedade brasileira. Assim, a Pró-Reitoria de
Extensão da Universidade Federal de Alagoas propôs as diretrizes políticas norteadoras para
que a criatividade comunidade acadêmica, através de seus Departamentos, produzisse ações
concretas, em projetos de extensão. Estas diretrizes foram o fruto da reflexão universitária a
nível nacional, regional e local, nos encontros de Pró-Reitores de Extensão e nos debates com
a comunidade acadêmica.
EXTENSÃO COMO FUNÇÃO DO COMPROMISSO SOCIAL DA UFAL
"O compromisso social da Universidade é inserir-se nas ações de promoção e
garantia dos valores democráticos da igualdade e desenvolvimento social,
notadamente resgatando a cidadania como valor norteador da práxis universitária e
priorizando as atividades direcionadas à luta contra a dependência econômica,
cultural e política (IIº Fórum de Belo Horizonte).
EXTENSÃO COMO COMUNICAÇÃO DIALÓGICA ENTRE O SABER ACADÊMICO
E O SABER POPULAR
"A Extensão é uma via em mão dupla, com trânsito assegurado à comunidade
acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade da elaboração da práxis de
um conhecimento acadêmico. No retorno à universidade, docentes e discentes trarão
um aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele
conhecimento. Este fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizado-acadêmico
e popular, terá como conseqüência: a produção de conhecimento resultante do
confronto com a realidade brasileira e regional; e a democratização do conhecimento
acadêmico e a participação efetiva da comunidade na atuação da Universidade" (Iº
Fórum de Brasília)
A EXTENSÃO COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
A Extensão na UFAL procurará fazer a capacitação dos agentes da transformação
social contribuindo para a formação do Cidadão, como sujeito do processo histórico
nos diversos segmentos sociais e no âmbito interno da vida acadêmica.
"A Extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o
ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre
a Universidade e a Sociedade (Iº Fórum de Brasília).
A EXTENSÃO COMO PRESENÇA DA UFAL NO PROCESSO HISTÓRICO
A Extensão procurará ser a consciência crítica e presença atuante da UFAL, nas
Políticas Governamentais c nos Movimentos Sociais, onde se dará a oxigenação da
vida acadêmica.
“Não há que considerar perdido o tempo do diálogo que, problematizando, critica e,
criticando, insere o homem em sua realidade como verdadeiro sujeito da
transformação” (Paulo Freire, Extensão ou Comunicação. Rio de Janeiro, Paz e
Terra Ed. 1983).
A EXTENSÃO NAS ATIVIDADES DE CULTURA E TEMPO LIVRE
A Extensão na UFAL deverá dimensionar as atividades artístico-culturais de
desportos e tempo livre, numa perspectiva humanizadora. A Cultura Popular, as
Artes e todas as formas de expressão estética da humanidade, bem como o atletismo
e o uso do tempo livre devem ser o instrumento de humanização da Ciência e
Tecnologia.
A EXTENSÃO COMO ELO DA "INDISSOCIABILIDADE ENTRE AS ARTES, A
CIÊNCIA E A TECNOLOGIA"
Numa perspectiva de formação do Homem integral, enquanto cidadão-artistaintelectual-técnico e, considerando ser o Homem não apenas a manifestação de sua
racionalidade, mas também de suas emoções estéticas, a Extensão terá como meta
construir na Universidade a "Indissociabilidade entre as Artes, a Ciência e a
Tecnologia".
2.3. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS
A EXTENSÃO COMO PRESENÇA PERMANENTE NA VIDA DEPARTAMENTAL
Através do processo participativa em que professores, alunos e corpo técnicoadministrativo tomarão consciência da importância da Extensão, na vida universitária
a comunidade departamental definirá suas linhas prioritárias na prática extensionista.
Todos os projetos deverão ter como ponto de partida a decisão, a reflexão e a ação
dos Departamentos Acadêmicos da UFAL.
A EXTENSÃO COMO NOVA DIMENSÃO DO ENSINO E DA PESQUISA
Como "ponte em mão dupla", interligando a comunidade acadêmica e o contexto
social, econômico, político e cultural da região, a extensão deverá ser a outra
dimensão do ensino e da pesquisa, como processo metodológico da prática
acadêmica. Criando novo conceito de “sala de aula”, fora dos muros da
Universidade, o processo ensino-aprendizagem se dará na apreensão do real
concreto, produzindo um saber competente e comprometido a ser elaborado na
pesquisa, transmitido no ensino e socializado na extensão. O confronto com a
realidade deve ser, portanto, o critério de avaliação da prática acadêmica na
indissociabilidade das atividades fins da Universidade.
EXTENSAO NUMA ÁREA VICINAL PRIORITÁRIA
Evitando a dispersão de recursos e considerando a necessidade de uma experiência
piloto, a Extensão na UFAL definirá a área do Bairro do Tabuleiro do Martins como
AMPUS VICINAL", onde o processo de ação comunitária, de educação para a
cidadania e o trabalho, bem como a qualidade de vida c saúde da população será
configurado conjuntamente com a produção artístico-cultural, de desportos e tempo
livre, numa perspectiva humanizadora. O Bairro do Tabuleiro do Martins abriga hoje
uma população de mais de cem mil habitantes de baixa renda e um distrito industrial
sendo o HU/UFAL hospital de referência do distrito III do SUS/AL.
EXTENSÃO E ESTÁGIO CURRICULAR
"O Estágio Curricular, na medida em que é o momento da prática profissional, da
consciência social c do compromisso político, é também um dos mais adequados
instrumentos para viabilizar a extensão universitária, Deve-se garantir que a prática
vivenciada no estágio integre a temática curricular, objetivando uma formação mais
crítica e mais comprometida, capaz de propor alternativas de soluções para os
problemas sociais" (IIº Fórum Nac. de Belo Horizonte)
EXTENSÃO COMO DIÁLOGO UFAL/SOCIEDADE
A partir de propostas de Núcleos Temáticos e Programas de Atividades
Departamentais, a Extensão promoverá, em reuniões periódicas, o encontro do
Movimentos Sociais Organizados, dos Órgãos Governamentais, das Classes
Empresariais e Trabalhadora com professores, alunos e corpo técnico-administrativo
para reflexão e busca de soluções alternativas para os problemas não só do país com
também da região.
EXTENSÃO COMO DIÁLOGO UFAL/ARTE/CULTURA
A Extensão apoiará a ação departamental e de Núcleos Temáticos, promovendo, em
eventos periódicos, o encontro de professores, alunos e corpo técnico-administrativo
com os produtos de arte para engajar a Universidade na luta pela preservação de
nosso patrimônio artístico-cultural e motivar a comunidade acadêmica para a
produção destes bens em festivais, feiras e outras atividades.
EXTENSÃO NA DEFESA DA VIDA E DO MEIO AMBIENTE
Sendo a vida o bem primário de toda existência humana, a Extensão tentará integrar
a ação departamental, nas áreas de saúde, engenharia sanitária, biologia e ciências
sociais com representantes de Movimentos Sociais para organizar e conscientizar os
Grupos de Defesa da Vida e do Meio Ambiente para o estudo e a vigilância
permanente sobre as condições de saúde, da qualidade de vida e de agressão à
natureza e ao habitat urbano procurando viabilizar o binômio
"Desenvolvimento/Bem-Estar Social" de todos os homens e do homem todo.
EXTENSÃO COMO INTEGRAÇÃO DA TERCEIRA IDADE
A Extensão criará, ouvindo os Conselhos Superiores da UFAL, o Departamento do
Saber Acumulado, onde professores e funcionários, já aposentados, terão
oportunidade de participarem das atividades da UFAL nos campos de Extensão, de
Cursos para a Comunidade, na produção e consumo de bens artístico-culurais e
Núcleos Temáticos, onde se dará a colaboração dos aposentados, de forma livre, na
integração do ensino da pesquisa e da extensão.
Estas foram as primeiras trilhas, apontando para os caminhos da atividade de
extensão na UFAL, Os encontros da Equipe da Pró-Reitoria de Extensão com Professores e
Funcionários nos diversos Departamentos, ensejaram o esboço dos Programas que seriam
consolidados posteriormente com a realização do Iº Fórum de Extensão na Universidade
Federal de Alagoas.
FÓRUM DE EXTENSÃO DA UFAL
Saber e Compromisso Social
A Pró-Reitoria de Extensão, rebatendo as propostas dos Fóruns Nacional e Regional
Nordeste, realizou também Fóruns Internos de Extensão na UFAL para elaborar sua política
de extensão e sedimentar na comunidade acadêmica os caminhos para uma prática de
extensão compatível com as necessidades da população. Os Fóruns Internos de Extensão
foram o ponto de partida para a formulação das diretrizes políticas e os programas de extensão
que viriam a ser consolidados na UFAL. Todas as propostas foram debatidas pela comunidade
acadêmica c elaboradas a partir do questionários distribuídos entre os participantes que, com
suas sugestões, se codificaram as principais linhas de extensão na UFAL, também o roteiro de
Resoluções que posteriormente foram analisadas e aprovadas pelos Conselhos Superiores da
UFAL.
JUSTIFICATIVA
A integração do Ensino e da Pesquisa, através da Extensão, requer que essa
indissociabilidade seja discutida coletivamente, considerando:
a Extensão como instrumentalizadora do processo dialético teoria prática;
o processo interdisciplinar e transdisciplinar que favorece a visão do social;
o exercício da cidadania como valor norteador da práxis universitária.
OBJETIVOS
Analisar coletivamente a Extensão como prática acadêmica
Discutir o novo conceito de sala de aula
Articular Estágio e Extensão numa prática transformadora
PARTICIPANTES
Prof. Volney Garrafa. Decanato de Extensão da UNB
Prof. José Peixoto. Sub-Reitoria de Extensão da UFRJ
Jose Jerônimo Neto ACOMATAN (Campus Vicinal)
Jones Correia AMACB (Campus Vicinal)
Dra Terezinha Ramires CEDIM Al.
Além destes participantes contamos também com a participação de representantes da
Sociedade Civil (Fed. dos Trabalhadores Rurais, Fed. de Trab. da Indústria, Sindicato dos
Jornalistas, entre outros. Foi de grande importância também a representação das Políticas
Públicas, sobretudo da Secretaria do Trabalho e Ação Social, Secretaria da Saúde e Serviço
Social e Educação.
PLANO DE AÇÃO DA PROEX
METODOLOGIA E PROGRAMAS
UFAL < = = = = > SOCIEDADE
"SABER E COMPROMISSO SOCIAL"
"A Extensão colaborará para a formação de cidadãosartistas intelectuais-técnicos, capazes de pensar e agir
criticamente frente às exigências coletivas"(Reitor
Cristovão Buarque.UNB)
Respondendo às sugestões apresentadas no I° Seminário: UFAL/SOCIEDADE e no
I° Fórum de Extensão da UFAL, a PROEX estabeleceu seu Plano de Ação, definindo uma
metodologia de trabalho e seus programas de atividades. Para desenvolver uma ação integrada
entre os diversos programas foi preciso articular os elementos básicos de cada programa
(Objetivos, Metas, Projetos construindo uma matriz organizacional para a totalidade das ações
da PROEX. Com esta matriz organizacional a Pró-Reitoria de Extensão pode ter condições
administrativas para coordenar, articula e orientar o esforço de cada um daqueles que buscam
com entusiasmo uma nova prática acadêmica para a UFAL.
As alterações na estrutura
administrativa da PROEX, tiveram em
vista o aprimoramento da estrutura
existente, para integrar matricial mente
os diversos programas, consolidando a
Secretaria
interpenetração
e
interresponsabilidade entre gerentes e
coordenadores de programas e projetos.
O gerenciamento dos programas ocorreu
através de um modelo matricial de
administração
por
projetos.
A
participação
e
a
criatividade
departamental e, ao mesmo tempo, a
demanda do contexto sócio-econômico,
político e cultural da região guiaram as
atividades programáticas da PROEX e a
elaboração de seus projetos.
A Pró-Reitoria de Extensão desenvolve, portanto, seus programas e atividades,
seguindo suas diretrizes políticas e estratégicas, em consonância com as sugestões da
comunidade acadêmica e as decisões do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão.
PROGRAMA PERIFERIA
Ação comunitária na periferia de Maceió, articulando os Movimentos Sociais,
buscando soluções para as necessidades da população, priorizando a experiência
piloto do bairro do Tabuleiro do Martins.
OBJETIVOS:
1, CAMPUS VICINAL
Implantar um Campus Vicinal, no Bairro do Tabuleiro do Martins, onde se dará
prioritáriamente a retroalimentação da prática acadêmica.
Articular o plano departamental de extensão de cada Centro com os grupos e
associações existentes na periferia de Maceió e no Tabuleiro do Martins.
Integrar e dar condições para a implantação dos programas da PROEX no Tabuleiro
do Martins e periferia de Maceió.
Identificar as expectativas da população com relação à UFAL.
2. PESQUISAÇÃO
Realizar Pesquisação nos bairros da periferia de Maceió, em articulação com as
Associações de Moradores, tendo em vista a implantação de Núcleos Permanentes de
Extensão, numa perspectiva de intervenção co-participada.
. Identificar os Movimentos Sociais existentes
. Realizar reuniões com as Associações de Moradores
. Mapeamento dos bairros
. Estudar e debater com as Associações de Moradores
. condições de habitação
. saneamento e meio ambiente
. educação e saúde
. cultura e lazer, etc.
3. INTEGRAÇAO DOS CAMPOS
PERMANENTES DE EXTENSÃO.
DEESTÁGIO
NOS
NÚCLEOS
Articular os Departamentos e Coordenadorias de Cursos da UFAL para integrar os
Campos de Estágio nos Núcleos Permanentes de Extensão, visando a formação
profissional do corpo discente, num modelo de trabalho em equipe, onde os futuros
profissionais das diversas áreas possam fazer o confronto teoria/prática e a busca de
soluções para a população.
PROGRAMA CIDADANIA
A universalidade do conceito de cidadania coloca todos os indivíduos em condições
de igualdade perante a Constituição, entretanto, o que se põe é a ilusão da cidadania
concedida juridicamente, enquanto seu exercício permanece restrito a determinados grupos no
Estado Moderno.
Postular o direito da cidadania é trabalhar um conjunto de di eitos, o que significa
refletir a partir de algumas categorias:
. a cidadania no como processo de luta pela consolidação e ampliação de diretos,
afastado o fetiche da igualdade;
. a busca de formas alternativas que possibilitem à maioria da população condições
de cidadania no sentido de obterem os direitos estabelecidos juridicamente elou
outros a serem conquistados.
O PROGRAMA se articula em três instâncias:
a. Política de captação de recursos
b. Mobilização da Comunidade Acadêmica
c. Articulação com a Sociedade Civil e Política
OBJETIVO GERAL:
Contribuir para o exercício da Cidadania através de um processo educativo,
envolvendo questões relativas à educação, ao trabalho e a produção de tecnologias
alternativas.
OBJETIVOS:
1. Articular os diversos Movimentos Sociais, numa proposta de exercício da
cidadania.
2. Promover Cursos de Extensão, articulando a comunidade acadêmica com as
necessidades concretas da sociedade civil.
3. Promover um Programa de Educação Continuada e de Cursos à Distância.
4. Promover experiência piloto de alfabetização de adultos.
5. Propiciar ao corpo social da UFAL discussões com trabalhadores sobre a questão
da educação, da cidadania e o processo de trabalho, examinando conjuntamente
possíveis alternativas.
6. Desenvolver experiências de tecnologias alternativas com vistas à melhoria da
qualidade de vida das populações periféricas.
PROGRAMA VIDA E SAÚDE
O Programa Vida e Saúde dá realce às atividades educativas de promoção e de
proteção da saúde, realizadas por professores e alunos, no contato direto com o cotidiano das
populações periféricas, em particular no Campus Vicinal do Tabuleiro do Martins com
referência ao Hospital Universitário.
O Programa incentivará o desenvolvimento dessas atividades de forma
interdepartamental, com a integração multi-disciplinar, objetivando a formação de equipes
inter-profissionais.
OBJETIVO GERAL
Promover a melhoria da qualidade de vida e saúde da população do Estado,
priorizando a área de responsabilidade do Hospital Universitário no SUS.Al.,
desenvolvendo ações de saúde coletiva e tecnologias alternativas com a valorização
da Educação Física, como forma de construção da "mens sana in corpore sano".
OBIETIVOS:
1. Implementar o processo educativo com experiências vivenciadas nas
comunidades, no contato direto com a problemática sócio-econômica, cultural e de
saúde das populações.
2. Facilitar o engajamento dos estudantes da área de saúde nos Movimentos de Ação
Comunitária para que busquem soluções apropriadas às necessidades sentidas pela
comunidade, no campo da saúde.
3. Favorecer a inter-relação com as unidades do Sistema de Saúde do Estado de
Alagoas.
4. Realizar cursos, na área de saúde, que respondam uma demanda sentida pela
comunidade.
5. Realizar debates sobre temas relacionados com a saúde, que sejam do interesse da
UFAL e da Sociedade Civil
6. Organizar na área do Tabuleiro do Martins e posteriormente na periferia de
Maceió e do Estado GRUPOS representativos dos Movimentos Sociais em torno da
DEFESA DA VIDA E DO MEIO AMBIENTE.
METAS: O Programa Vida e Saúde atingirá prioritariamente:
. Prevenção e controle de doenças parasitárias
. Prevenção e controle de doenças transmissíveis
. Saúde da Mulher
Saúde Escolar Saneamento básico
. Saúde da Criança
Creches
Educação em Saúde
. Imunização
Saúde bucal
Apoio Nutricional
. Educação Física
............
........................
PROGRAMA CULTURA E LAZER
Preservação do patrimônio artístico-cultural da humanidade e da região, ressaltando a
riqueza da Cultura Popular e dando apoio e motivação para a produção e consumo de bens
culturais não só na comunidade acadêmica, como também em meio à população do Estado.
OBJETIVOS:
1. CULTURA POPULAR
(Resp, Museu Théo Brandão)
Grupo de Tradições Folclóricas Théo Brandão
Valorizar a Cultura Popular, através de estudos antropológicos e registros audiovisuais universitária.
Incentivar a manutenção de Grupos Folclóricos, formados por membros da
comunidade universitária
2. CULTURA ERUDITA
(Resp. Studium-Art)
Incentivar a Cultura Erudita através da instalação do Studium-Art com acervo áudio
visual de óperas, orquestras, ballet e músicas eruditas.
3. CULTURA ESTRANGEIRA
(Resp. Fórum das Nações)
. Casa de Cultura Britânica
. Casa de Cultura e Expressão Francesa
. Casa de Cultura e Expressão Alemã
. Casa de Cultura Luso-Brasileira
. Casa de Cultura Latino Americana
. Casa de Cultura Oriental
. Núcleo de Esperanto
Promover o intercâmbio cultural entre países estrangeiros, a difusão de suas culturas
expressão lingüística, através das Casas de Cultura.
4. CIRCO CULTURAL UNIVERSITÁRIO
Difundir a Cultura Popular e Erudita, bem como programas de educação, cidadania e
saúde nos bairros periféricos de Maceió, através de um espaço popular.
5. MEMÓRIA CULTURAL
Preservar a memória cultural do Estado, através de documentos audiovisual e escrita
sobre os artistas alagoanos, as manifestações regionais e os movimentos artísticos da
terra.
. Arquivos
. Hemeroteca
. Museu de Luz e Som
6. CRIAÇÃO ARTÍSTICA
Estimular o desenvolvimento da sensibilidade artística entre os universitários, através
do estímulo à criação, com promoções de festivais de arte e cultura, concursos
literários e galerias de artes plásticas.
CONSOLIDAÇÃO
INSTITUCIONAL
DA
EXTENSÃO
NA UFAL
III. INSTITUCIONALIZACÃO DA EXTENSÃO NA UFAL
Participação dos Conselhos Superiores da UFAL
A Universidade, como instituição dinâmica, inserida no processo histórico, se
ressente da imperiosa necessidade de constantemente adaptar seu código de normas ao fluxo
da realidade no contexto que a envolve. Parar, no tempo, amordaçada por conceitos e
normatização de uma época já passada, seria sua condenação ao imobilismo e estagnação.
Dessa forma, os egrégios Conselhos Superiores da UFAL têm desenvolvido, com
responsabilidade e competência sua tarefa ao definir as políticas adequadas para o bom
desempenho da prática acadêmica na UFAL, numa constante leitura da realidade e
conseqüente normatização de princípios.
Na UFAL, como nas demais universidades brasileiras, a extensão sofreu profundo golpe a
partir da década de 60, quando o compromisso social do saber foi escamoteado por um mero
assistencialismo. Hoje, num novo contexto de Brasil, as universidades repensam sua missão,
voltadas para a competência e o compromisso com a realidade.
Nos Conselhos Superiores da UFAL, ressoaram os ecos do que se ouvia pelo Brasil.
Os Fóruns Nacionais de Pró-Reitores de Extensão, os Fóruns Regionais Nordeste e os Fóruns
Internos de Extensão da UFAL prepararam os caminhos para que a Pró-Reitoria de Extensão
da UFAL pudesse apresentar uma proposta de consolidação da Extensão, como prática
acadêmica de igual direito na UFAL.
Amadurecendo assim, portanto, na prática real, em diversos programas já em
execução, os Conselhos Superiores da UFAL julgaram conveniente definir a Política de
Extensão para a Universidade Federal de Alagoas, esperando seja esta um marco para a
construção de uma Universidade competente e comprometida com a realidade.
RESOLUÇÕES APROVADAS
CONSU Res. n° 29/88 - Elege o Bairro do Tabuleiro do Martins como
Campus Vicinal da Universidade Federal de Alagoas
CEPE. Res. n° 12/89 - Dispões sobre as atividades de Extensão na UFAL
Campus Vicinal da Universidade Federal de Alagoas
CONSU.Res. n° 42/91 - Determina local para execução de atividades de Ação
Cultural da Universidade Federal de Alagoas e aprova Regimento
Interno do Espaço Cultural Universitário.
CEPE. Res. n° 33/90 - Cria o Departamento do Saber Acumulado da Universidade
Federal de Alagoas.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CONSELHO UNIVERSITARIO
Res. n° 09/88 de 29 de fevereiro de 1988
Elege o Bairro do Tabuleiro do Martins como Campus
Vicinal da Universidade Federal de Alagoas.
O CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, no
uso de suas atribuições legais e estatutárias, de acordo com a deliberação tomada em sessão
realizada em 29 de fevereiro de 1938 e,
CONSIDERANDO a nova dimensão dada à Extensão no Sistema Universitário
Brasileiro, como "ponte em mão dupla", onde o saber acadêmico encontrará o saber popular em busca
de um saber transformador,
sociedade civil,
CONSIDERANDO o compromisso social da Universidade diante da demanda da
CONSIDERANDO ser o Hospital Universitário, hospital de referência do Distrito III do
Plano Integrado de Saúde de Maceió,
CONSIDERANDO a carência de recursos da Universidade e a proximidade do bairro
do Tabuleiro do Martins para agilização de atividades de extensão,
CONSIDERANDO, a necessidade de implantação de um plano piloto para integrar as
ações extensionistas da comunidade acadêmica,
RESOLVE:
Art. 1° - Eleger o Bairro do Tabuleiro do Martins como CAMPUS VICINAL da
Universidade Federal de Alagoas.
Art. 2 - Esta Resolução entra em vigor nesta data.
Sala das Sessões do Conselho Universitário, em, 29 de fevereiro de 1988
Profª Delza Leite Goes Gitai
Presidenta
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
Resolução 12/89 de 19 de setembro de 1989
Regulamenta as Atividades de
Universidade Federal de Alagoas
Extensão
na
O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, reunido em sessão
extraordinária, aos 19 de setembro de 1989, tendo em vista proposta da Pró-Reitoria de
Extensão e visando dar coordenação e organicidade às atividades de extensão,
RESOLVE:
Título I
DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
Capítulo I
DOS PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1 As atividades de Extensão na Universidade Federal de Alagoas reger-se-ão
pela presente Resolução.
Art. 2 Para efeito desta Resolução a Extensão Universitária é o processo educativo,
cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a
relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade.
§ 1 Dentro desta concepção, considera-se que a Extensão:
I. representa um trabalho onde a relação escola-professor-aluno-sociedade passa a ser
de intercambio, de interação, de influência e de modificação mútua, de desafios e
complementaridade;
II. constitui um veículo de comunicação permanente com os outros setores da
sociedade e sua problemática, numa perspectiva contextualizada;
III. é um meio de formar profissionais-cidadãos capacita dos a responder, antecipar
c criar respostas às questões da sociedade;
IV. é uma alternativa de produção de conhecimentos, de aprendizado mútuo e de
realização de ações simultaneamente transformadoras entre Universidade e
Sociedade;
V. favorece a renovação e a ampliação do conceito de "sala de aula", que deixa de ser
o lugar privilegiado para o ato de aprender, adquirindo uma estrutura ágil e dinâmica,
caracterizada por uma efetiva aprendizagem recíproca de alunos, professores e
sociedade c ocorrendo, em qualquer espaço e momento, dentro e fora da
Universidade;
VI. estimula a vivência social, política e profissional dos professores, alunos e
funcionários, através de uma ação interdisciplinar, interdepartamental, inter
institucional, solidária e co-participada entre a Universidade e a população.
§ 2 Obedecendo ao preceito constitucional da "indissociabilidade entre ensino
pesquisa e extensão", os Departamentos elaborarão seus planos de atividades de extensão
dirigidas basicamente para uma ou mais das perspectivas acima.
Capítulo II
DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO
Art. 3 As atividades de Extensão na Universidade Federal de Alagoas serão
coordenadas pela Pró-Reitoria de Extensão através de Programas, vinculados a cada uma das
Coordenadorias em consonância com as propostas apresentadas pelos Departamentos e/ou
representantes da Sociedade ao Comitê Assessor de Extensão.
§ Único. As Coordenadorias de que trata o "caput" deste artigo são as definidas pelo
Regimento Interno da Reitoria da UFAL, alterado pela Resolução n° 38/84 do Conselho
Universitário.
Art. 4 As atividades de Extensão implicam na necessidade de uma articulação
permanente entre as Pró-Reitorias de Extensão, de Graduação, de Pesquisa e Pós-Graduação e
de seus respectivos programas.
§ Único. Cabe aos Departamentos Acadêmicos, através de seu pessoal docente e
discente a execução das ações constantes das propostas apresentadas.
Art. 5 As atividades de Extensão na Universidade Federal de Alagoas serão
desenvolvidas através de:
. Núcleos Permanentes de Extensão
. Eventos de Extensão
. Cursos de Extensão
§ 1 Entende-se por Núcleo Permanente de Extensão as atividades exercidas pela
Comunidade Acadêmica de forma localizada e contínua, junto a diversos segmentos da
sociedade, com o objetivo de refletir e construir, conjuntamente, propostas de solução para as
questões advindas da realidade social, prioritariamente, dos segmentos mais carentes da
sociedade.
§ 2 Entende-se por Eventos de Extensão as atividades realizadas, no cumprimento
de programas específicos, oferecidos com o propósito de produzir, sistematizar e
divulgar conhecimentos, tecnologias e bens culturais, podendo desenvolver-se em nível
universitário ou não, de acordo com a finalidade visada e a aprovação do CEPE.
I. Os Eventos de Extensão compreendem:
a. Ciclos de Conferências
b. Seminários
c. Fóruns
d. Ciclos de Debates
e. Reuniões Técnicas
f. Concertos
g. Festivais
h. Manifestações Artísticas e Culturais
i. Espetáculos
j. Oficinas
k. Ateliês
1. Outros de natureza semelhante
II. O critério de freqüência mínima para cursos e eventos de extensão será
estabelecido em seus respectivos projetos, não podendo ser inferior a 75%
§ 3 Entende-se per Cursos de Extensão as atividades programadas pelos
Departamentos, colegiados de cursos, DCE c Centros Acadêmicos, visando socializar os
conhecimentos produzidos na Universidade, através da execução de calendário próprio e
conteúdo programático.
§ 4 Os Cursos de Extensão devem articular a Comunidade Acadêmica com as
necessidades concretas da sociedade, num confronto permanente entre a teoria e a prática,
como pré-requisito e conseqüência dos diversos programas de extensão.
§ 5 Os Cursos de Extensão serão ministrados, em tempo útil mínimo de 20 horas
Para obtenção de certificado os participantes estarão sujeitos à avaliação e exigência de
freqüência, conforme o que estabelece o inciso II deste artigo.
§ 6 As propostas para a implantação de Núcleos Permanentes e realização de Eventos
ou Cursos de Extensão devem ser apreciadas pelo Comitê Assessor de Extensão para
encaminhamento ao CEPE, devendo conter, no caso de Eventos e Cursos, obrigatoriamente,
os seguintes elementos:
a. denominação (Título do Projeto)
b. coordenador
c. objetivo
d. justificativa
e. temas a serem desenvolvidos (conteúdo programático)
f. professor / Unidade / Departamento
g. ministrantes não pertencentes aos quadros da UFAL
h. curriculum vitae resumido dos ministrantes
i. público a que se destina
j. carga horária
k. estimativa mínima e máxima de participantes
1. disponibilidade de infra-estrutura
m. orçamento, com discriminação de receita e despesa
n. taxas de participação
o. período, horário e local
p. critérios de admissão de candidatos
q. tipo de avaliação a ser empregado e de freqüência a ser exigida.
Art. 6 Os recursos para a implantação de Núcleos Permanentes e a realização de
eventos ou cursos de extensão poderão ser supridos pelo orçamento disponível da
PROEX pelo Departamento ou Unidade proponente, por Convênios, por outras Agências
Financiadoras ou pela conjunção delas.
§ Único Em casos excepcionais, os eventos ou cursos de extensão poderão ser
aprovados "ad referendum" pelo Pró-Reitor de Extensão e, posteriormente, submetidos ao
CEPE.
Capítulo III
DO COMITE ASSESSOR DE EXTENSÃO
Art. 7 O Comitê Assessor de Extensão tem por finalidade assessorar a Pró-Reitoria
de Extensão, articulando e fomentando ações de extensão no âmbito de cada Centro e
Departamento e nos grupos ligados à sociedade, bem como acompanhar e supervisionar a
Extensão Universitária, como Prática Acadêmica na UFAL.
§ 1 O Comitê Assessor de Extensão é constituído pelos seguintes titulares e seus
suplentes:
I. O Pró-Reitor de Extensão, como presidente nato
II. Os Coordenadores de Programas de Extensão
III. Um representante da PROGRAD
IV. Um representante da PROPEP
V. Um representante da PROEST
VI. Um professor representante de cada Centro
VII. Um aluno representante de cada área
VIII. Um representante do Corpo Técnico-Administrativo
IX. Dois representantes do Campus Vicinal
X. Um representante de Sindicatos de Trabalhadores
XI. Um representante de Empresas
XII. Um representante de Movimentos Sociais
XIII.Um representante de Políticas Públicas
§ 2 O representante de cada Cetro será indicado pelo respectivo Diretor, após
deliberação do Conselho de Centro.
§ 3 Os representantes do corpo discente e técnico-administrativo serão indicados por
suas entidades de classe e os representantes das Pró-Reitorias, pelos respectivos Pró-Reitores.
§ 4 Os demais representantes serão escolhidos em rodízio por indicação dos grupos
participantes em programas de Extensão ou, em sua falta, por suas representações.
§ 5 Excetuando os itens I,II,III,IV e V, os demais representantes terão um mandato
de dois anos, sendo permitida uma única recondução.
§ 6 O representante de Políticas Públicas de que trata o item XIII deste artigo, será
escolhido entre as entidades públicas.
§ 7 O Comitê Assessor de Extensão se reunirá ordinariamente uma vez em cada mês
e extraordinariamente por convocação do Pró-Reitor ou da maioria de seus membros.
Art. 8 São atribuições do Comitê Assessor de Extensão:
I. Definir as Diretrizes Políticas de Extensão na UFAL em consonância com as
propostas da Comunidade a Acadêmica em sua interação com a sociedade.
II. Analisar e provar projeto para a execução de atividades de extensão para
encaminhamento ao CEPE.
III. Avaliar relatórios de execução de projetos de atividades de extensão e
recomendar a expedição de certificados para fins de avaliação acadêmica.
IV. Avaliar relatórios das atividades de alunos envolvidos em programas de extensão
e recomendar a expedição de certificados para a devida consignação de créditos em
sua vida escolar.
Art. 9 Cabe aos membros do Comitê Assessor de Extensão:
I. Contribuir para o planejamento, incentivar, supervisionar, acompanhar e
encaminhar à Pró-Reitoria de Extensão as propostas de atividades de extensão da
unidade e/ou de sua representação.
II. Orientar, no âmbito de sua unidade elou representação, procedimentos a serem
observados no encaminhamento das propostas de atividades de extensão.
III. Articular-se junto ao Centro ou grupo representado, buscando o cumprimento do
calendário proposto pela Pró-Reitoria de Extensão, dada a necessidade de previsão
orçamentária semestral.
IV. Incentivar e articular, a nível de Centro e Departamento, a participação de
interessados nas atividades de extensão e participar de suas reuniões de planejamento
e avaliação.
V. Articular-se com os demais membros do Comitê Assessor de Extensão com vistas
a compatibilizar propostas interdepartamentais ou que envolvam outras unidades ou
grupos sociais.
VI. Fazer divulgar a programação das atividades de extensão, no âmbito dos Centros,
Departamentos, Núcleos Temáticos, DCE, Centros Acadêmicos e outras unidades
relacionadas com sua representação.
VII. Apresentar à Pró-Reitoria de Extensão, no final de cada semestre letivo,
relatório-síntese de extensão sob sua responsabilidade.
§ 1 Os membros do Comitê Assessor de Extensão serão designados por Ato do
Reitor, mediante indicação da respectiva unidade e/ou representação, encaminhada através da
Pró-Reitoria de Extensão.
§ 2 Os representantes de cada Centro encaminharão as propostas de extensão dos
Departamentos, através da Direção, após ciência do Conselho respectivo
Art.10 Perderá o mandato:
§ 1 o membro que for removido, transferido ou se afastar do setor que representa;
§ 2 a representação que faltar a três reuniões consecutivas ou a cinco alternadas;
§ 3 a critério do Comitê, o membro ou representação que descumprir esta Resolução.
Art. 11 Cabe ao Secretário Administrativo da PROEX, além das atribuições definidas
no Regimento Interno da Reitoria, secretariar o Comitê Assessor de Extensão e exercer outras
tarefas que lhe forem atribuídas por este Comitê.
Capítulo IV
DA PARTICIPACAO DISCENTE
Art. 12 As atividades de extensão, visando o aprimoramento do processo ensino
aprendizagem, na formação de cidadãos-artistas-intelectuais-técnicos, capazes de pensar e
agir criticamente frente às exigências coletivas, serão prioritariamente exercidas pelo corpo
discente, sob orientação e coordenação de seus professores.
Art.13 Para integralização dos currículos plenos de todos os cursos de graduação,
deverão constar créditos obtidos em atividades de extensão.
Art. 14 Ao corpo discente da UFAL é garantida a participação em programas e
projetos de extensão, nas atividades desenvolvidas nos:
a. Núcleos Permanentes de Extensão
b. Eventos de Extensão
c. Cursos de Extensão
Art. 15 O DCE e os Centros Acadêmicos poderão apresentar projetos de extensão
com a supervisão de professores, visando viabilizar a integração UFAL/SOCIEDADE e a
adequação de seus currículos com a formação profissional exigida pela realidade brasileira e
regional.
Art.16 A participação discente nas atividades de extensão se dará na forma de:
a. Estágio Curricular
b. Estágio Técnico-Vivencial
c. Aluno Participante
d. Aluno Bolsista
§ 1 Entende-se Estágio Curricular como o momento da prática profissional, ao
longo de cada curso, da consciência social e do compromisso político da atividade acadêmica,
possibilitando o confronto entre a teoria e a prática para a formação integral do cidadão.
§ 2 Os Departamentos Acadêmicos devem buscar nos Programas de Extensão o lugar
privilegiado para seus campos de estágio, priorizando atividades multidisciplinares, onde se
integrarão os diversos profissionais, gerando propostas alternativas para a sociedade.
§ 3 Entende-se por Estágio Técnico Vivencial, as atividades desenvolvidas pelos
alunos, não determinadas nos currículos mínimos e plenos dos cursos, porém, a eles
pertinentes.
§ 4 Entende-se por Aluno Participante aquele que, sem a obrigatoriedade de uma
das formas de estágio, se propõe a desenvolver programas de extensão juntamente com seus
professores.
§ 5 Entende-se por Aluno Bolsista aquele que foi selecionado pelo Comitê Assessor
de Extensão, mediante indicação de coordenador de projeto, em Núcleos Permanentes de
Extensão, para desenvolver atividades programadas na Pró-Reitoria de Extensão.
Capítulo V
DA AVALIAÇÃO E CERTIFICADOS
Art. 17 Os Coordenadores dos Projetos de Extensão deverão encaminhar, ao final
de cada período letivo, relatório circunstanciado das atividades desenvolvidas, no semestre,
destacando os seguintes itens:
1. Atividades desenvolvidas
2. Metas atingidas
3. Resultados alcançados pela comunidade
4. Atuação do Corpo Discente
5. Dificuldades encontradas
6. Proposta para solução de problemas
7. Conhecimentos gerados
Art. 18 Os alunos bolsistas deverão apresentar relatório de suas atividades até o dia
25 de cada mês ao coordenador do projeto de extensão, que o encaminhará à Pró-Reitoria de
Extensão para registro c confecção de folha de pagamento.
Art. 19 Os relatórios das atividades de extensão serão avaliados polo Comitê
Assessor de Extensão que recomendará a expedição de certificados para fins de avaliação
acadêmica.
Art. 20 As atividades de extensão realizadas de modo ininterrupto e continuado, em
Núcleos Permanentes de Extensão, por estudantes bolsistas ou participantes, serão atribuídas
notas de aproveitamento pelo coordenador do projeto, devendo serem consignados como
créditos na vida escolar do aluno, salvaguardadas as especificidades de cada curso.
Art. 21 Ao final das atividades de extensão serão expedidos certificados que, além de
identificação pessoal do participante, deverão constar:
1. Nome do Programa
2. Título do Projeto
3. Tipo de Participação
4. Conteúdo programático, quando for o casco
5. Período de execução ou carga horária
6. Menção de aproveitamento, quando houver verificação
7. Unidade executora da atividade (Centro, Departamento, etc.)
8. Nível acadêmico, quando for o caso
Art. 22 Os certificados devem ser assinados pelo Pró-Reitor de Extensão e anotados
em registro apropriado da Pró-Reitoria de Extensão.
§ Único Para fins de avaliação acadêmica do docente, os Departamentos devem levar
em consideração a natureza, a duração e a participação nas atividades, em Núcleos
Permanentes, Eventos ou Cursos dc Extensão.
Capítulo VI
DO FUNDO DE APOIO A EXTENSÃO
Art. 23 A UFAL criará um Fundo de Apoio à Extensão que tem por finalidade captar
recursos para o desenvolvimento de suas atividades de extensão.
Art. 24 Os recursos produzidos por qualquer dos Programas de Extensão, através da
prestação de serviços à comunidade, deverão ser orçamentados em rubricas próprias e
gerenciados pelo respectivo Coordenador com o visto do Pró-Reitor.
§ Único Dos recursos de que trata o "caput" deste artigo, 10% serão alocados no
Fundo de Apoio à Extensão.
Art. 25 Os recursos captados através de convênios, agências de financiamento,
doações e outros servirão para a implementação de projetos c bolsas de extensão.
Título II
DOS PROGRAMAS DE EXTENSÃO
Art. 26 A Pró-Reitoria de Extensão, através da proposta de execução dos
Departamentos Acadêmicos, desenvolverá os seguintes Programas:
a. Programa Periferia
b. Programa Cidadania
c. Programa Vida e Saúde
d. Programa Cultura e Later
§ 1 Os Programas de Extensão devem coordenar as atividades que abrangem
experiências político-pedagógicas que viabilizem a troca entre o conhecimento acadêmico e o
saber popular; a participação junto a diferentes segmentos da sociedade, integrando ações
articulando ensino, pesquisa e extensão e divulgando as experiências resultantes dessas ações
em benefício da comunidade, na realização do compromisso social da Universidade.
§ 2 Outros Programas poderão ser criados, a partir da leitura da realidade social pelos
Departamentos Acadêmicos, mediante proposição apresentada pelo Comitê Assessor de
Extensão ao CEPE.
Art. 27 As atividades dos Programas de Extensão serão executadas através de:
I. Programações conjuntas entre os Departamentos, Núcleos Temáticos,
Organizações Estudantis, docentes e técnico-administrativas, grupos e organizações
populares.
II. Convênios entre a UFAL c Instituições Públicas, Privadas e Organizações Sociais.
Capítulo I
DO PROGRAMA PERIFERIA
Art. 28 O Programa Periferia é vinculado à Coordenadoria de Extensão Comunitária,
através de seu Coordenador e Assessores.
Art. 29 O Programa Periferia compreende a atuação da Universidade em Núcleos
Permanentes de Extensão, tendo como ponto de partida o Campus Vicinal do Tabuleiro dos
Martins e definido conforme o $ 1° do Art. 5° desta Resolução.
Art. 30 o Programa Periferia dará ênfase à presença da UFAL no processo histórico,
através de sua participação permanente junto aos diversos Movimentos Sociais, nas
Associações de Moradores.
Art. 31 As atividades e projetos específicos do Programa Periferia deverão articular o
plano departamental de extensão de cada Centro com os grupos e Movimentos Sociais
existentes na Periferia da Cidade, integrando disciplinas, práticas de disciplinas, atividades de
módulos livres e estágios curriculares, garantida participação de professores supervisores.
Capítulo II
DO PROGRAMA CIDADANIA
Art. 32 O Programa Cidadania é vinculado à Coordenadoria de Cursos de Extensão,
através de seu Coordenador e Assessores.
Art. 33 O Programa Cidadania visa contribuir para o exercício da cidadania, através
de um processo educativo, envolvendo questões relativas à educação, ao trabalho e a
produção de tecnologias alternativas.
Art. 34 As atividades do Programa Cidadania serão executadas através de:
I. Eventos de Extensão, propiciando ao corpo social da UFAL discussões com
representantes dos Movimentos Sociais, dos Trabalhadores, Empresários, da
Sociedade Civil e Política, tendo em vista o exercício da cidadania.
II. Cursos de Extensão, visando a socialização do conhecimento produzido
comunidade acadêmica.
III. Articulação com o Programa Periferia, promovendo educação popular
alfabetização de adultos, num processo de conscientização comunitária para
cidadania.
IV. Integração da Comunidade Acadêmica com a Sociedade, visando desenvolver
experiências de tecnologias alternativas para a melhoria da qualidade de vida da
população e o desenvolvimento sócio-econômico da região.
V. Promoção de ações de experimentação pedagógica e metodológica na área da
educação à distância, nos segmentos formal e não formal, com a finalidade
democratizar o acesso ao conhecimento acadêmico, a conteúdos culturais
sistematizados e a tecnologias adaptadas ao desenvolvimento da nação.
Art. 35 A Coordenadoria do Programa Cidadania elaborará um calendário de eventos
e cursos de extensão do semestre, considerando os recursos disponíveis, as solicitações
encaminhadas e a programação de outros eventos na mesma área, promovidos pela UFAL.
Capítulo III
DO PROGRAMA VIDA E SAUDE
Art. 36 O Programa Vida e Saúde é vinculado à Coordenadoria de Esportes e Lazer,
através de seu coordenador e assessores.
Art. 37 O Programa Vida e Saúde visa promover a melhoria da qualidade de vida e
saúde da população do Estado, priorizando a área de responsabilidade da UFAL no SUS/AL,
desenvolvendo ações de saúde coletiva e tecnologias alternativas, como forma de
aprendizagem e produção de conhecimentos compatíveis com a realidade social.
Art. 38 As atividades do Programa Vida e Saúde serão executadas através de:
I. implementação do processo educativo com experiências vivenciadas nas
comunidades, no contato direto com a problemática sócio-econômica, cultural e de
saúde da população;
II. engajamento de docentes e estudantes nos Movimentos de Ação Comunitária
para que busquem soluções apropriadas às necessidades sentidas pela comunidade,
no campo da saúde;
III. inter-relação com as unidades do Sistema de Saúde do Estado de Alagoas,
através do Núcleo de Saúde Pública da UFAL;
IV. realização de cursos, na área de saúde, que respondam uma demanda sentida
pela comunidade;
V. realização de seminários, debates, fóruns e outros eventos sobre temas
relacionados com a saúde, que sejam do interesse da UFAL e da Sociedade;
VI. articulação com os Grupos representativos dos Movimentos Sociais, em torno da
defesa da vida e do meio ambiente;
VII. fomento às atividades de educação física e desportos, num processo de
integração da Comunidade Acadêmica com a Sociedade.
Capítulo IV
DO PROGRAMA CULTURA E LAZER
Art. 39 O Programa Cultura e Lazer é vinculado à Coordenadoria de Extensão
Cultural, através de seu coordenador e assessores.
Art. 40 O Programa Cultura e Lazer visa a preservação do patrimônio arquitetônico
artístico e cultural da Humanidade e da região, ressaltando a riqueza da Cultura Popular e
dando apoio e motivação para a produção e consumo de bens culturais não só da Comunidade
Acadêmica, como também em meio à população do Estado.
Art. 41 As atividades do Programa Cultura e Lazer serão executadas através de:
I. Grupo de Tradições Folclóricas Théo Brandão para valorização da Cultura
Popular, através de estudos antropológicos bem como manutenção dos grupos de
folguedos universitários e apoio às manifestações da Cultura Popular do Estado.
II. Incentivo à Cultura Erudita por meio de festivais, concertos e integração da
comunidade em audições de vídeo e áudio no Art-Studium do Espaço Cultural
Universitário.
III. Preservação da memória cultural de Alagoas, através de documentação sobre os
artistas alagoanos, as manifestações regionais c o movimentos artísticos da terra.
IV. Promoção e intercâmbio cultural com países estrangeiros e difusão de suas
culturas e expressão lingüística, através do Fórum das Nações.
§ 1 As atividades do Fórum das Nações serão executadas, através das Casas de
Cultura Estrangeira.
§ 2 O Fórum das Nações terá um Coordenador e seu substituto, designados por ato
do Reitor, mediante indicação do Pró-Reitor de Extensão.
§ 3 Além de outras que possam vir a ser criadas, o Fórum das Nações se constitui
por:
a. Casa de Cultura Britânica
b. Casa de Cultura e Expressão Francesa
c. Casa de Cultura e Expressão Alemã
d. Casa de Cultura Latino Americana
e. Casa de Cultura Luso-Brasileira
f. Casa de Cultura Oriental
§ 4 Além das promoções culturais, as Casas de Cultura poderão prestar serviços à
comunidade, através de cursos regulares de línguas estrangeiras.
§ 5 Cada Casa de Cultura terá um Coordenador e um substituto designados por ato
do Reitor, mediante indicação do Conselho de Centro do CHLA e homologação do Comitê
Assessor de Extensão.
§ 6 O Grupo de Tradições folclóricas Théo Brandão terá um Coordenador e seu
substituto, designados por ato do Reitor, mediante indicação do Pró-Reitor de Extensão.
Art. 42 O Programa Cultura c Lazer implantará progressivamente, no antigo edifício
da Reitoria, situado na Praça Sinimbú, o Espaço Cultural Universitário, que será utilizado
para as manifestações culturais da UFAL.
Art. 43 O Programa Cultura e Lazer promoverá atividades de Lazer não só para a
Comunidade Acadêmica, como também para outros segmentos da sociedade, visando o
aprimoramento do espírito, através do exercício lúdico.
Art. 44 As atividades de extensão terão espaço móvel e aberto à comunidade, através
do Circo de Extensão Universitária (CEU) para desenvolvimento de seus programas de
Cultura, Educação, Saúde e Cidadania.
§ Único O Circo de Extensão Universitária terá um Coordenador e seu substituto,
designados por ato do Reitor, mediante indicação do Pró-Reitor de Extensão.
Título I
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 45 Os casos omissos serão tratados em primeira instância no Comitê Assessor de
Extensão e em grau de normatização pela Câmara de Extensão, que apresentará parecer ao
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) para aprovação.
Art. 46 Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em
contrário.
Maceió, Sala dos Conselhos Superiores da UFAL, 19/09/1989
Profª Delza Leite Goes Gitai
- Presidenta
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CONSELHO UNIVERSITARIO
Resolução n° 42/91 de 04 de setembro de 1991
DETERMINA LOCAL PARA EXECUÇAO DE
ATIVIDADES DE AÇÃO CULTURAL NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS.
O CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, tendo em vista o que consta do
Processo nº 0136/90-91 e de acordo com a deliberação tomada em sessão realizada, no dia 04
de setembro de 1991;
CONSIDERANDO o parecer de sua Câmara de Assuntos Administrativos e
Financeiros, aprovado em reunião realizada no dia 02.05.90;
CONSIDERANDO ser a Universidade o lugar privilegiado onde se dá o
encontro dos diversos segmentos da sociedade para a construção do processo civilizatório da
nação;
CONSIDERANDO ser a arte e a cultura bens primordiais de nosso povo para a
consolidação de sua identidade nacional;
CONSIDERANDO ser a ciência e a tecnologia apenas uma face do ser
homem;
CONSIDERANDO ser o homem integral a manifestação da racionalidade e
das emoções estéticas;
CONSIDERANDO ser a arte e a cultura construtoras do homem integral
CONSIDERANDO o Art. 42 da Resolução no 012/89 do Conselho de Ensino
Pesquisa e Extensão,
RESOLVE:
Art. 1° - As atividades de ação cultural da Universidade Federal de Alagoas serão
executadas pela PROEX, no Espaço Cultural Universitário, conforme Resolução n 012/89CEPTE, Art. 42
Art. 2º O Espaço Cultural Universitário tem por objetivo a preservação do
patrimônio arquitetônico, artístico e cultural da humanidade e da região, ressaltando a riqueza
da Cultura Popular e dando apoio e motivação para a produção, circulação e consumo de bens
artístico-culturais não só da comunidade acadêmica, como também da população do Estado.
Art. 3° - A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), através de seu Programa Cultura e
Lazer (Resolução CEPE, 12/89), coordenará as atividades culturais, artísticas e de tempo
livre, bem como administrará as necessidades do Espaço Cultural Universitário.
Art. 4º - Aprovar o Regimento Interno do Espaço Cultural Universitário em anexo,
recomendando sua imediata execução.
Art. 5º - Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em
contrário.
Sala das Sessões dos Conselhos Superiores da UFAL, em 04 de Setembro de 1991.
Prof. Rogério Moura Pinheiro
Presidente
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CONSELHO UNIVERSITÁRIO
REGIMENTO INTERNO DO
ESPAÇO CULTURAL UNIVERSITÁRIO
Capítulo I
DOS PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS
Art.1° As atividades de produção, circulação, consumo e preservação de culturais da
Universidade Federal de Alagoas, serão prioritariamente programadas no Espaço Cultural
Universitário, sob a coordenação do Programa de Cultura e lazer da Pró-Reitoria de Extensão.
Art.2° Para efeito deste Regimento, considera-se extensão cultural toda forma de
manifestações da vida cultural e artística, articulando o ensino e a pesquisa numa relação
permanente entre a Universidade e a Sociedade.
§ Único - Dentro desta concepção considera-se que a extensão cultural:
I. - Representa o esforço da Universidade para consolidar uma política cultura o
Estado, articulando os diversos órgãos responsáveis pela preservação c
desenvolvimento das artes e cultura.
II. - Constitui um veículo de comunicação permanente com outros setores da
sociedade no sentido do desenvolvimento artístico-cultural de nosso povo.
III. - É um meio para formar o cidadão integral não só capacitado pela ciência
técnica, mas também portador da sensibilidade estética necessária para o
desempenho de suas funções profissionais e sociais.
IV. - É um meio alternativo de produção artística e cultural, de aprendizado mútuo de
realização de uma política cultural para o Estado, integrando a Universidade e a
Sociedade.
V. - Estimula a vivência sócio-cultural e artística dos professores, alunos e
funcionários, através de uma ação interdepartamental e interinstitucional, solidária e coparticipada entre a Universidade e a população.
Art. 3º - O Espaço Cultural Universitário será regido pelos seguintes objetivos:
I. - Estimular a criatividade de professores, alunos, técnico-administrativos da
UFAL, bem como da população do Estado.
II. - Abrir campo às atividades de arte e cultura em suas mais diversas manifestações.
III.- Manter dependências e serviços a fim de possibilitar o aperfeiçoamento técnico
da produção artística e cultural da comunidade universitária e de outros segmentos da
população do Estado.
IV. - Promover eventos, visando incentivar o gosto pelas artes e a cultura tais como:
festivais, encontros, seminários, espetáculos, oficinas, exposições, etc.
V. - Incentivar o associativismo dos elementos de produção cultural para que se
legitimem a nível de sociedade política e civil.
VI. - Registrar, estudar e divulgar o fazer cultural das diversas regiões do Estado e da
Nação.
VII. - Implantar a atividades cultural como ação permanente da Universidade Federal
de Alagoas.
VIII. - Celebrar convênios, através da Reitoria da UFAL, c acordos operacionais com
outras entidades públicas ou privadas, no país ou exterior, visando a consecução
destes objetivos.
Capítulo II
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Art.4 - A estrutura organizacional do Espaço Cultural Universitário é constituída dos
seguintes órgãos:
I. - Conselho Consultivo
II. - Direção Geral
III.- Secretaria Administrativa
V. - Departamento de Relações Públicas
V. - Biblioteca Setorial
VI. - Administração Geral do Prédio
VII. - Grupo de Amigos e Patrocinadores de Cultura Alagoana
Art.5º - O Espaço Cultural Universitário será dirigido pelo Coordenador do Programa
Cultura e Lazer da PROEX ou seu substituto imediato.
Art.6º - O Conselho Consultivo será composto pelos seguintes membros:
I. Diretor Geral do Espaço Cultural
II. Diretores de Centros Acadêmicos
III. Um representante dos servidores técnico-administrativos
IV. Um representante do Diretório Central dos Estudantes
V. - Um representante dos servidores aposentados
§ 1° - O Conselho Consultivo será presidido pelo Diretor Geral do Espaço Cultural.
§ 2° - Os representantes de que trata os itens II e IV serão indicados pelas suas
entidades de classe.
§ 3º - O representante de que trata o item V será indicado pelo Departamento do
Saber Acumulado.
Art.7° Compete ao Conselho Consultivo:
I. Apreciar a Programação do Espaço Cultural:
II. Proceder a articulação entre a Direção do Espaço Cultural, os Centros e
Departamento Acadêmicos, os discentes e servidores aposentados.
§ Único - O Conselho Consultivo reunir-se-á ordinariamente pelo menos duas vezes
por ano, no início dos períodos letivos.
Art.8° - Compete ao Diretor Geral do Espaço Cultural:
I. - Dirigir, orientar e supervisionar todas as atividades em execução no Espaço
Cultural Universitário.
II. - Zelar pela manutenção da ordem e administração do Espaço Cultural, não só no
aspecto físico como também programático.
III. - Administrar e controlar as planilhas de orçamento e outros recursos advindos de
convênios, prestação de serviços e doações para atividades culturais.
IV. - Representar a Pró-Reitoria de Extensão junto aos órgãos de Cultura da
Sociedade Política e Civil.
Art.9 Cabe ao Secretário Administrativo:
I. Coordenar todas as atividades de apoio técnico-administrativo, no ámbito do
Espaço Cultural.
II. - Secretariar as reuniões da Coordenadoria de Extensão Cultural.
III.- Expedir, receber e protocolar a correspondência e documentos referentes às
atividades do Espaço Cultural.
IV. - Manter em ordem as planilhas de orçamentação, empenhos e ordenação de
despesas não só oriundas dos recursos próprios do Espaço Cultural, como também
dos convênios celebrados com outros órgãos de políticas públicas ou da sociedade
civil.
V. - Receber, protocolar e registrar em livro próprio c providenciar fichário de
acompanhamento de cada projeto cultural em execução no Espaço Cultural
Universitário.
VI. - Receber processos, relatórios c documentação referentes aos diversos
programas e atividades de Extensão Cultural, para encaminhamento à Coordenadoria
de Extensão Cultural da PROEX.
VII.- Exercer outras tarefas que lhe forem atribuídas pelo Diretor Geral do Espaço
Cultural Universitário.
Art.10 - Compete ao Coordenador de Relações Públicas do Espaço Cultural:
I.- Organizar e viabilizar o sistema de marketing do Espaço Cultural, criando as
condições necessárias, diante de empresários, órgãos financiadores e sociedade
política e civil para o desenvolvimento de ações culturais e artísticas no Estado.
II. Estruturar o sistema de captação de recursos, através de banco de dados de
possíveis financiadores, agilizando a comunicação entre programadores de cultura e
as fontes de recursos e de patrocinadores para cada área da produção artística e
cultural.
III. - Elaborar projetos para viabilizar as condições necessárias para a venda de bens
culturais produzidos no Espaço Cultural.
IV. - Coordenar, orientar e supervisionar o cerimonial de eventos promovidos no
Espaço Cultural.
V. - Divulgar os eventos culturais a serem realizados no Espaço Cultural
Universitário, através dos meios de comunicação locais e confecção de cartazes,
faixas e memorandos dirigidos à comunidade acadêmica.
VI - Organizar a Hemeroteca do Espaço Cultural para preservação da Memória
Cultural da Universidade.
VII.- Agilizar a comunicação entre os diversos órgãos produtores de cultura não só
âmbito do Espaço Cultural, como também no Estado.
VIII. Agilizar a comunicação entre os diversos órgãos da Universidade, preparando
relatórios e prestando informações rápidas, quando requeridas por outros órgãos da
administração universitária.
Art.11 - O Espaço Cultural Universitário disporá de uma Biblioteca Setorial, que
guardará todo o acervo dos Programas Culturais, servindo como espaço de pesquisas,
consultas e produção científica.
§ 1° - A Biblioteca Setorial do Espaço Cultural, vinculada técnica e
administrativamente ao Sistema de Bibliotecas da UFAL (SIBI/UFAL), terá um Bibliotecário
e seu substituto a quem compete:
I. - Organizar tecnicamente todo o acervo bibliográfico
II. - Manter em ordem as instalações da Biblioteca
III.- Ordenar o serviço de consultas e pesquisas
§ 2° - A Biblioteca Setorial do Espaço Cultural fará intercâmbio com Embaixadas,
órgãos estatais e outras Bibliotecas do País e do Exterior, visando aumentar seu acervo.
Art. 12 - Compete ao Administrador Geral do Prédio:
I. - Coordenar as atividades da Portaria do Espaço Cultural
II. - Zelar pela manutenção de todos os equipamentos existentes no Espaço
Cultural, bem como pelo bom funcionamento das instalações físicas do prédio.
III.- Coordenar as atividades de vigilância e guarda do patrimônio do Espaço
Cultural Universitário.
Capítulo III
DOS PROGRAMAS DE EXTENSÃO CULTURAL
Art.13 - A extensão cultural universitária desenvolverá programas para fomentar o
processo educativo, cultural e artístico da comunidade acadêmica, articulando o ensino e a
pesquisa de forma indissociável e viabilizando a relação transformadora entre a Universidade
e a Sociedade.
§ 1° - Os Programas de: Extensão Cultural visam a preservação do patrimônio
arquitetônico, artístico e cultural da humanidade e da região, ressaltando a riqueza da Cultura
Popular e dando apoio e motivação para a produção e consumo de bens culturais não só da
comunidade acadêmica, come também em meio à população do Estado.
§ 2° - Cada Programa terá um Coordenador e seu substituto, designados por Portaria
do Reitor.
Art.14 - O Espaço Cultural Universitário abrigará, entre outros que poderão ser
implementados, os seguintes programas:
I. - Programa de Imagem e Som
II. - Programa de Cultura Popular
II.- Programa de Culturas Estrangeiras
IV. - Programa de Cultura Negra
V. - Programa de Oficinas de Arte
VI. - Programa de Integração da Terceira Idade
Art. 15 - O Programa de Imagem e Som visa a preservação do patrimônio artístico
e cultural da humanidade, viabilizando o registro e conservação eletrônica do que foi
produzido, ao longo da História, no campo das artes, da ciência e tecnologia.
§ 1° - O Programa de Imagem e Som coordenará as atividades do Studium-Art com
apresentações permanentes para a comunidade de seu acervo de óperas, orquestras, balés,
eruditas e populares, bem como documentários científicos c tecnológicos.
§ 2° - O Programa de Imagem e Som facilitará o processo de ensino-aprendizagem,
através de apresentações para a comunidade acadêmica e escolas da comunidade.
Art.16 O Programa de Imagem e Som coordenará o Centro de Preservação da
Memória Cultural do Estado, visando o acervo artístico e sua perpetuação, através de
documentação audiovisual e escrita sobre artistas alagoanos, as manifestações regionais e o
movimento artístico da terra.
§ Único - A Memória Cultural do Estado será consolidada através da criação de:
. Arquivos
. Hemeroteca
. Museu de Luz e Som
Art. 17 - O Programa de Cultura Popular visa a valorização da Cultura Popular,
através de estudos antropológicos e registros áudio-visuais, além da manutenção de grupo
para-folclóricos formados por membros da comunidade acadêmica.
§ 1° - O Programa de Cultura Popular manterá, entre outros:
I. - Grupo de Tradições Folclóricas Théo Brandão
II. - Grupo de Capoeira “Dança e Luta pela Liberdade”
III. - Oficina de Artesanato
IV. - Oficina de Artes e Teatro Popular
V. - Núcleo de Estudos de Cultura Popular
§ 2° - As atividades do Programa de Cultura Popular serão regidas peço que dispõe a
resolução nº 12/89-CEPE nos artigos 40 e 41 § 6º.
Art.18 - O Programa de Culturas Estrangeiras visa a promoção do intercâmbio
cultural com países estrangeiros e a difusão de suas culturas e expressão lingüísticas.
Art.19 - O Programa de Culturas Estrangeiras será coordenado pelo Fórum das
Nações, conforme disposição da Resolução nº 12/89 do CEPE no art. §§ 1º a 5º.
Art.20 - Além de outras que possuem vir a ser criadas, o Fórum das Nações se
constitui por:
I. - Casa de Cultura Britânica
II. - Cada de Cultura e Expressão Francesa
III.- Casa de Cultura e Expressão Alemã
IV. - Casa de Cultura Latino-Americana
V. - Casa de Cultura Luso-Brasileira
VI. - Casa de Cultura Oriental
VII.- Núcleo de Esparanto
Art.21 - As Casas de Cultura desenvolverão seminários, cursos regulares e eventuais
de línguas estrangeiras para a comunidade, implantando laboratórios de língua e prestação de
serviços de tradução de intérpretes.
Art.22 - As Casas de Culturas Estrangeiras realizarão eventos para a difusão da
cultura de outros países, num esforço de integração entre os povos.
Art.23 - O Programa de Cultura de Negra visa a preservação do patrimônio artístico e
cultura da raça negra em suas diversas manifestações no seio da nacionalidade.
§ 1° - O Programa de Cultura de Negra terá um Coordenador e seu substituto que
fará a articulação, no Espaço Cultual, com o NEAB e o os diversos grupos negros de Alagoas.
§ 2° - O Programa de Cultura de Negra desenvolverá as seguintes atividades em
articulação com as Oficinas de Artes:
I. - Grupos de Capoeira “Dança e Luta pela Liberdade”
II. - Grupo de Dança Afro-Brasileira
III - Grupo de Culinária Afro-Brasileira
IV. - Grupo de Música Afro-Brasileira
Art.24 - O Programa de Oficinas de Artes visa estimular o desenvolvimento da
sensibilidade artística entre alunos e na comunidade alagoana, através de cursos, galerias e
outras promoções para o despertar da criatividade no campo das artes.
Art.25 - O Programa de Oficinas de Artes terá um Coordenador Geral e
Coordenadores para cada área do saber artístico, aos quais compete viabilizar a produção das
artes e integrar os diversos programas do Espaço Cultural Universitário.
Art.26 - Entre outras que poderão vir a ser criadas, o Espaço Cultural Universitário
terá as seguintes Oficinas de Artes:
I. - Oficina de Artes
II. - Oficina de Teatro
III.- Oficina de Artes Plásticas
IV.- Oficina de Poesia e Literatura
Art.27 - As Oficinas de Artes desenvolverão as seguintes atividades;
I. - Cursos Permanentes de Artes
II. - Eventos Artísticos para a Comunidade
III. - Concursos, Exposições, Galerias, etc.
IV. - Manutenção de Grupos Artísticos
§ Único - As Oficinas de Artes terão recursos próprios, provenientes de cursos,
eventos artísticos, convênios e doações, que serão orçamentados, em rubrica própria, no
Fundo de Apoio à Cultura.
Art.28 - O Programa de Apoio à Terceira Idade visa integrar os servidores
aposentados da UFAL, participantes do Departamento do Saber Acumulado, e da
comunidade, numa ação de aproveitamento do tempo livre em atividades culturais e artísticas.
Art. 29 - O Programa de Apoio à Terceira Idade oferecerá oportunidades de
integração, nos programas de extensão, para os servidores aposentados da UFAL,
viabilizando sua participação na vida acadêmica.
Art.30 - O Programa Vida e Tempo Livre desenvolverá atividades recreativa
ressaltando a importância do exercício mental para o bom aproveitamento do tempo livre à
comunidade.
Art.31 - O Programa Vida e Lazer desenvolverá, entre outras, as seguintes
atividades:
I. - Clube de Xadrez
II. - Clube de Damas
III.- Clube de Charadistas
IV. - Clube Filatélico
V. - Clube de Astronomia
Art.32 Os Órgãos Suplementares da Reitoria, vinculados à produção de cultura e
artes, desempenharão suas atividades no Espaço Cultural Universitário e serão normatizados
por Regimentos próprios.
Capítulo IV
DA PARTICIPAÇÃO DISCENTE
Art.33 - As atividades de extensão cultural, visando o aprimoramento do processos
ensino-aprendizagem, na formação integral do cidadão, profissional e artista, serão
prioritariamente exercidas pelo corpo discente, sob orientação e coordenação de seus
professores.
Art.34 - O Diretório Central dos Estudantes da UFAL disporá de local apropriado no
Espaço Cultural Universitário para o exercício de suas atividades artístico-culturais.
§ 1° - A Coordenação Geral do DCE será responsável por toda programação e
execução de projetos que visem a integração do corpo discente no movimento artístico
Universidade.
§ 2° - Cabe à Coordenação do DCE, através da Direção do Espaço Cultural
Universitário, explorar a área livre do antigo estacionamento para ponto de encontro artísticocultural da comunidade estudantil.
Capítulo V
DO PATROCÍNIO E APOIO A CULTURA
Art.35 O Espaço Cultural Universitário sedeará o Grupo de Amigos e Patrocinadores
da Cultura Alagoana.
Art.36 - O Grupo de Amigos e Patrocinadores da Cultura Alagoana será constituído
por aqueles que, sensibilizados pela Cultura e as Artes, se comprometerem na luta pelo
desenvolvimento das expressões artísticas em Alagoas, não só financiando projetos e eventos,
como também promovendo as condições necessárias para o bom desempenho dos artísticas da
região.
Art.37 - Mediante indicação do Comitê Assessor de Extensão, o Conselho
Universitário conferirá anualmente Medalha do Mérito Cultural àquele que tiver contribuído
para o desenvolvimento das Artes em Alagoas.
Art.38 A UFAL criará um Fundo de Apoio à Cultura que tem por finalidade captar
recursos para o desenvolvimento de suas atividades de extensão cultural.
Art.39 Os recursos produzidos por qualquer dos programas de extensão cultural,
através da prestação de serviços à comunidade, deverão ser orçamentados em rubricas
próprias e gerenciados pelo respectivo coordenador com o visto do Diretor do Espaço Cultural
Universitário.
§ 1° - Dos recursos de que trata o caput deste artigo, 10% serão alocados no Fundo
de Apoio à Cultura e serão orçamentados em rubrica própria para fazer face às
despesas gerais do Espaço Cultural Universitário.
§ 2º - Os recursos captados através de convênios, agências de financiamento, doações
e outros servirão para a implementação de projetos e bolsas de extensão.
Capítulo VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art.40 - Os casos omissos serão tratados em primeira instância no Comitê Assessor
Extensão (Res. CEPE 12/89) e em grau de normatização pela Câmara de Extensão,
apresentará parecer ao Conselho de Ensino, Pesquisa c Extensão (CEPE) para aprovação
Art.41 - Este Regimento entra em vigor, nesta data, revogadas as disposições
contrário.
Maceió, Sala dos Conselhos Superiores da UFAL,4/09/1991
Prof. Rogério Moura Pinheiro
Presidente
UNVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
Resolução CEPE n° 33/90 de 21 de novembro de 1990
CRIA O DEPARTAMENTO DO SABER ACUMULADO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS.
O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, no uso de suas atribuições legais e
estatutárias, tendo em vista o que consta do Processo n° 1246/90-24 e de acordo com a
deliberação tomada em sessão realizada no dia 21 de novembro de 1990,
CONSIDERANDO o patrimônio de saber e experiência acumulados ao longo
de anos por professores e servidores técnico-administrativos;
CONSIDERANDO a importância da participação daqueles que já se
aposentaram na vida acadêmica, nas atividades de ensino, pesquisa e extensão;
CONSIDERANDO a necessidade de integração das gerações no campo da
produção, transmissão e socialização do saber;
CONSIDERANDO o compromisso social da Universidade para viabilizar a
comunicação e integração dos inativos de outros setores da sociedade civil e política,
RESOLVE:
Art. 1° Criar o Departamento do Saber Acumulado da UFAL, como programa
vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, com o objetivo de articular as atividades de
professores, servidores técnico-administrativos e outros inativos da sociedade civil e política.
Art. 20 - O Departamento do Saber Acumulado promoverá meios para que,
sem ônus para a Universidade, os aposentados, portadores de títulos universitários, possam
participar da vida acadêmica, nas atividades de pesquisa e extensão e, eventualmente, em
seminários e outras modalidades de ensino.
Art. 3º - Compete ao Departamento do Saber Acumulado incentivar os antivos
da sociedade civil e política e os aposentados da Universidade para participarem dos Núcleos
Temáticos Programas de Pesquisa e Extensão e outras atividades acadêmicas.
Art. 4º - O Departamento do Saber Acumulado terá um Chefe e seu substituto
designados através de Portaria do Reitor.
Art. 5º - Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em
contrário.
Sala das Sessões dos Colegiados Superiores da UFAL, em 21 de novembro de
1990
Prof. Rogério Moura Pinheiro
Presidente
CAMPUS VICINAL
UMA EXPERIÊNCIA PILOTO
DE
EXTENSÃO NA UFAL
CAMPUS VICINAL
UMA EXPERIÊNCIA PILOTO DE EXTENSÃO
Por determinação do Conselho Universitário foi escolhido o Bairro do Tabuleiro do
Martins como Campus Vicinal da Universidade Federal de Alagoas. A Pró-Reitoria de
Extensão começou a delimitar os limites do Campus e ao mesmo tempo entrar em contato
com os seus moradores, através de suas Associações. De início oram definidas as metas
prioritárias que, com persistência, foram implementadas.
Levantamento Sócio- Econômico, Político e Cultural do Bairro
Criação do Fórum Política e Cidadania
Tentativa de Implantação de Campos de Estágio
Implementação de Projetos Prioritários
UMA APROXIMAÇÃO DA REALIDADE DO CAMPUS VICINAL
LEVANTAMENTO SÓCIO-ECONOMICO-CULTURAL DO
TABULEIRO DO MARTINS CAMPUS VICINAL
A pesquisa foi realizada no período compreendido entre março de 1988 a agosto de
1990, com o objetivo de delimitar uma área na circunvizinhança do Campus, denominada
Campus Vicinal da UFAL, para a qual a Universidade direcionou seus programas de
extensão.
O trabalho se constituiu em situar geográfica e historicamente o Tabuleiro do
Martins, arrolar os domicílios, identificar as Associações e Grupos Sociais, estudar o Parque
Industrial e o Campus Vicinal, além de caracterizar a sua população e documentar
fotograficamente o bairro.
Os estudos histórico e geográfico realizados demonstram que a expressão bairro do
Tabuleiro uma redefinição; a expressão é utilizada para referir-se à área delimitada como
Campus Vicinal e também entendida como o espaço menor, correspondente ao Tabuleiro
Velho. Por sua vez, o crescimento demográfico do Tabuleiro ocasionou o surgimento de
núcleos habitacionais e sua divisão em bairros: Tabuleiro Velho, Tabuleiro Novo, Tabuleiro
do Pinto, Clima Bom I e Clima Bom II, entre outros, aos quais cabe também, pela população,
a designação de Tabuleiro dos Martins.
Foram arrolados 14.888 domicílios, incluído nesse número, a existência de
domicílios que associam as funções de moradia e estabelecimentos de prestação de serviços,
comércio ou pequenas fábricas.
Sendo a média populacional de 4,74 habitantes por domicílio, estima-se em 70.569 o
total de habitantes dos domicílios arrolados no Campus Vicinal, em 1989, quando os dados
foram coletados.
Essa população deve ter sido ampliada em conseqüência do processo de expansão já
verificado por ocasião da pesquisa, que registrou um número de 235 construções em
andamento; a esta observação deve-se acrescentar a menção do grande número de fivelas em
proliferação na área.
Foi realizado o levantamento das Associações de Moradores e dos Grupos Sociais
existentes na localidade c foram identificadas e arroladas as instituições situadas no Tabuleiro
do Martins.
Durante a pesquisa, ficou constatado que em apenas 2% dos domicílios abordados
registrava se a presença de trabalhadores do Parque Industrial, verificando-se com isso que, ao
contrário do que se pensava, a população não se compõe, cm sua maioria, de trabalhadores do
Distrito Industrial Gov. Luis Cavalcante.
O bairro é caracterizado como residencial, com a tendência ao desenvolvimento de
atividades de comércio, prestação de serviços e indústrias caseiras.
Como consequência dos estudos o Distrito Industrial Gov.Luiz Cavalcante DILC e
sobre a unidades constitutivas do Parque Industrial do Campus Vicinal, dois fatos merecem
especial atenção: o número de unidades industriais desativadas no DILC e a deficiente infraestrutura disponível para as demais unidades em atividade no Tabuleiro.
Das informações sobre as condições de educação, saúde c habitação da população,
conseguida diretamente da abordagem nos domicílios, chega-se às seguinte conclusões: há
uma situação de carência em relação à educação, tendo em vista o alto índice de
analfabetismo, o baixo grau de instrução e o número de pessoas que não freqüentam a escola;
a população não é satisfatoriamente atendida em questão de saúde, tendo ficado evidenciado
durante a pesquisa, a utilização de medicamentos caseiros c a procura do atendimento de
farmácias para suprir às necessidades do atendimento médico; um quadro favorável registrase no que se refere às condições de habitação da população, entretanto, a proliferação de
favelas na área, provoca a alteração qualitativa das condições registradas naquele quadro.
PERSPECTIVAS
O trabalho realizado permitiu vislumbrar possibilidades de desenvolvimento de
atividade projetos pelos diversos Departamentos da Universidade.
Tratando-se, especificamente, das expectativas das Associações de Moradores e dos
Grupos Sociais existentes no Campus Vicinal quanto à atuação da Universidade, pode-se
sugerir o desenvolvimento de trabalhos no sentido de: incentivo aos grupos folclóricos, apoio
busca de solução para os problemas de saneamento básico; realização de reuniões e palestras
para a população em geral e não apenas para os representantes das Associações; apoio à
construção e recuperação de praças realização de palestras sobre saneamento e políticas
publicas.
Considerando-se os gerais do levantamento é possível evidenciar outras alternativas
de atuação da Universidade isoladamente ou em articulação com as Entidades Representativas
das Indústrias, como as que a seguir se registram.
A partir da pesquisa realizada no Tabuleiro do Martins (Campus Vicinal), estender a
experiência vivenciada por alunos e professores do Departamento de Geografia e
Meteorologia a outras localidades de Maceió, contribuindo para a revisão dos limites dos
bairros da cidade, alteradas pela expansão demográfica registrada nas últimas décadas.
Aprofundar o estudo sobre a evolução histórica do Tabuleiro do Martins e estender a
experiência a outros bairros, criando novas alternativas de pesquisa para o Departamento de
História.
Aprofundar estudos para fins de desenvolvimento de projetos em planejamento
urbano, estudo de tráfego, ordenação do crescimento dos bairros, saneamento básico,
drenagem e escoamento de águas e outros, todos referentes às atividades próprias do Centro
de Tecnologia da Universidade (CTEC).
Realizar cursos que contribuam para superar as dificuldades enfrentadas pelas
indústrias quanto à não qualificação de mão-de-obra disponível no Campus Vicinal.
Confrontar os dados do levantamento realizado com as informações oficiais a
respeito da saúde e da educação, para fins de definição de linhas de ação que venham a
atender às necessidades e expectativas da população, registradas no corpo deste documento.
Realizar cursos que possibilitem aos pequenos empresários, noções de contabilidade,
economia, administração e direito, incentivando e fortalecendo suas iniciativas.
Imprimir continuidade às atividades de assessoria e apoio às As Associações de
Moradores e Grupos Sociais do Campus Vicinal, visando fortalecê-las como elementos para
reivindicações populares.
Desenvolver atividades que estimulem a prática de esporte e recreação.
Em suma, tendo em vista o novo conceito de Extensão Universitária, abrem-se
inúmeras possibilidades de desenvolvimento de trabalhos que poderão estar no âmbito das
atividades próprias de cada um ou de todos os Departamentos da UFAL, independentemente
ou em articulação com entidades externas, sempre com o envolvimento da população.
FÓRUM POLITICA E CIDADANIA
Um Encontro com a Sociedade Civil Organizada
A Extensão concebida como um processo de educação permanente põe a
possibilidade de se constituir num vínculo de integração das atividades acadêmicas com a
realidade. Dentro desta ótica e, por entender que o compromisso social da Universidade
implica na realização de um trabalho efetivo e sistemático com as formas de expressão da
sociedade - os Movimentos Sociais - os Programas Cidadania e Periferia da PROEX, a partir
de 1989, desenvolveram com os Movimentos Sociais do Campus Vicinal da UFAL, o Fórum
Política e Cidadania.
Esse encontro Universidade x Movimentos Sociais configurou-se numa perspectiva
de exercício da cidadania, entendida como movimento visa a incorporação de novos grupos
ao gozo dos direitos sociais. Propiciou um espaço coletivo para reflexão e análise do contexto
de realidade e a busca de alternativas sobre as questões dos direitos sociais.
Nas reuniões realizadas, sistematicamente, foram discutidos problemas referentes à
cidadania através de um processo educativo, envolvendo questões relativas às políticas
públicas: saúde, educação, trabalho, saneamento e outros, identificando-se as demandas
efetivas e articulando-as com as diferentes áreas acadêmicas da UFAL, dentro da divisão
social do conhecimento.
O Fórum proporcionou a professores e alunos o contato direto com as organizações
populares e a transposição dos muros da Universidade, permitindo o exercício profissional
numa relação direta com a realidade e a troca de saberes acadêmicos x popular. A dinâmica
do processo produziu tópicos que foram objeto de estudo científico, exercendo um papel
renovador na esfera acadêmica.
Por outro lado, possibilitou aos Movimentos Sociais do Campus Vicinal o acesso à
Universidade, na medida em que foi estabelecido um canal nas relações da sociedade com a
UFAL.
Em 1991, o Fórum Política e Cidadania, extrapolou os limites do Campus Vicinal e
teve rebatimento a nível Estadual. A PROEX foi procurada pelo Movimento de Articulação
Comunitária de Alagoas - MACAL - para prestar assessoramento científico-metodológico no
planejamento, divulgação e realização do Iº Congresso Estadual das Associações
Comunitárias de Alagoas - Iº CEDAC.Al1.
O evento visava a mobilização das Associações de Moradores do Estado e a criação
de uma Federação Estadual, vinculada à Confederação Nacional das Associações de
Moradores - CONAM. A equipe técnica da PROEX, a partir das demandas apresentadas pela
MACAL, mobilizou professores e alunos de diversos segmentos acadêmicos e articulou-se no
sentido de consolidar o referido assessoramento.
A programação do Congresso foi coletivamente construída (MACAL e
Universidade) e estruturada em três instâncias: Análise da conjuntura Nacional e Local;
Análise das Políticas Públicas Setoriais e a criação da Federação Estadual de Associações de
Moradores.
O evento constituiu-se num espaço privilegiado, onde os debates e discussões foram
estabelecidos a partir do cotidiano dos participantes, buscando ultrapassá-lo. Resultou na pro______________________
1
Vide Anais do Iº Congresso Estadual das Associações comunitárias de
Alagoas. Iº CEDAC/Al., PROEX/UFAL, 1991
dução de alternativas de enfrentamento quanto às questões trabalhadas pelos grupos na esfera
das Políticas Públicas Setoriais e consolidadas em Plenária e culminou com a criação da
Federação Estadual das Associações de Moradores do Estado de Alagoas - FAMEAL.
O trabalho efetivado no Fórum Política e Cidadania e a própria ultrapassagem dos
limites do Campus Vicinal, indo até os Movimentos Sociais do Estado, representou
principalmente um salto qualitativo dentro das próprias diretrizes políticas da extensão
universitária. Significou também a efetivação do compromisso consubstanciado e solidificado
na trajetória do trabalho e que representa hoje, um patamar para a continuidade do
atendimento às demandas postas pelos Moviment0s Sociais e oficializadas pela FAMEAL
junto ao Conselho Universitário em 14/11/91.
ESTÁGIO CURRICULAR NO CAMPUS VICINAL
"A equipe da PROEX elaborou em 1989 uma Proposta de Extensão2, visando a
implementação do Campus Vicinal da UFAL, tendo como eixo, a questão do Estágio
Supervisionado, enquanto momento privilegiado da prática acadêmica, numa tentativa de
possibilitar a formação dos Núcleos Permanentes de Extensão da UFAL. Para tanto
apresentamos a seguir tópicos do projeto, bem como pontoamos os objetivos alcançados e as
propostas de sugestões para a possível continuidade do trabalho:
A Universidade Brasileira vem repensando a sua dimensão política e a sua presença
no processo histórico, devendo constituir-se num espaço de ampliação do patrimônio do saber
que sendo constituído pela humanidade e que deve ser colocando a serviço da população,
fornecendo elementos para interpretação e transformação da realidade; assim como para
formação de profissionais críticos e comprometidos com a realidade social. Suas ações devem
ser dirigidas para as questões sociais e basear-se nas demandas da sociedade-necessidades,
interesses e anseios.
As suas dimensões ensino, pesquisa e extensão devem ser vistas de forma
indissociável, possibilitando assim a formação de cidadãos intelectuais técnicos que possam
pensar e agir criticamente frente às exigências coletivas. Para atender a essa exigência mister
se faz a renovação do conceito de sala de aula, sendo atualmente entendido numa dimensão
crítica, espaço em que os professores, alunos e população são sujeitos no ato de aprender e
produzir conhecimentos e formar recursos humanos. Engloba todos os espaços dentro e fora
da Universidade em que se realiza processo histórico-social e alicerça-se na relação
teoria/prática, consciência e auto-consciência.
_____________________
2
Delineamento de uma proposta de Extensão no Campus vicinal da
UPAL. PROEX, 1990: Ara Maria Ávila de Mendonça, Maria Cristina
Rodrigues Nolasco de Araujo e Zilta da Silva Nogueira.
Dentro desse contexto a extensão está sendo concebida como um "...processo
educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e
viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade”3, consequentemente
ocorrendo o processo de retroalimentação. A troca de saberes sistematizado-acadêmico e
popular resultaria na produção do conhecimento decorrente do confronto com a realidade
brasileira e regional, a democratização do conhecimento acadêmico e participação efetiva da
comunidade na atuação da Universidade.
A extensão, além de intrumentalizadora disse processo dialético de teoria/prática, é
também um processo interdisciplinar e transdisciplinar que favorece a visão de totalidade do
social, além de ter em vista o exercício da cidadania como valor norteador da práxis
universitária.
A relação com a pesquisa ocorre a partir do papel que essa passa a desempenhar
enquanto criadora do conhecimento, podendo assim contribuir para a transformação da
sociedade. O núcleo central da pesquisa implica em saber-se o que pesquisar c para que fins e
interesses se buscam os novos conhecimentos. Essa busca manifesta o compromisso social da
Universidade. A materialização desse compromisso, por parte da comunidade acadêmica,
requer uma mudança estrutural do comportamento acadêmico, não só nas bases-docente,
discente e técnico-administrativa, mas um nova visão de integração das Pró-Reitorias,
colegiados e administração superior da Universidade.
A integração do Ensino e da Pesquisa, através da Extensão, requer que essa
indissociabilidade no âmbito da Universidade, seja discutida de forma global, definindo linhas
de ensino e pesquisa, tendo como parâmetro a realidade social, numa discussão coletiva com a
comunidade acadêmica, onde o estágio curricular através da extensão poderá viabilizar a
interação do ensino teórico/prático no contexto da formação dos alunos.
Segundo a resolução CAPE n° 054/87 o cstágio curricular define-se como o
...conjunto de atividades de aprendizagem social, profissional, política e cultural,
proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e de trabalho de seu
meio, realizada sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino. (Lei n 6494, de
07/12/77 - Decreto nº 87.497, que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimento de
ensino superior e de 2° grau regular e supletivo, nos limites que especifica e dá outras
providências.
O artigo 2° ainda considera o estágio curricular sendo realizado na comunidade em
geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e
coordenação de instituições de ensino. Assim sendo o estágio deve ter as características de
ensino, pesquisa e extensão na perspectiva de integração das funções da Universidade.
A Universidade Federal de Alagoas, a partir de 1988, considerando a nova dimensão dada à
Extensão no âmbito do Sistema Universitário Brasileiro, primeiramente elegeu o Bairro do
Tabuleiro dos Martins como Campus Vicinal da Universidade, conforme Resolução n° 09/88
do Conselho Universitário.
_____________________
3
Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas
Brasileiras. Brasília, 1987. Participação de 33 Universidades.
A referida deliberação pauta-se na necessidade de delimitação de uma área
específica, concentradora e integradora das diversas ações de extensão da universidade,
evitando a dispersão de recursos humanos e financeiros e possibilitando realização de uma
experiência piloto que permita a posterior expansão das atividades a outras áreas periféricas
de Maceió e do Estado.
Elegeu-se o referido bairro em decorrência da análise dos seguintes indicadores: a
1ocalização do Campus A.C.Simões e do Hospital Universitário, unidade de referência do III
Distrito Sanitário do SUS/Al; a grande expansão demográfica da área; a concentração de
população de baixa renda e a incidência de populações marginais; a organização políticosocial dos moradores, evidenciada pela existência de 22 associações de bairro; e a localização
na área do Distrito Industrial Governador Luíz Cavalcante.
A Pró-Reitoria de Extensão procurou articular a proposta de extensão em três
instâncias consideradas fundamentais: mobilização do corpo social da universidade, da
sociedade civil e política e iniciou um processo de captação de recursos, culminando com a
realização do I° Fórum de Extensão, em agosto de 88, que teve como ponto de norteador a
Política Nacional de Extensão, a fim de provocar um debate coletivo com a comunidade
acadêmica, representantes da população do Tabuleiro do Martins e representantes da
sociedade política.
A partir da nova perspectiva de Extensão, tendo como parâmetro o Saber e o
Compromisso Social, foram implementados vários projetos dos departamentos articulados por
essa Pró-Reitoria4, envolvendo docentes e discentes e, principalmente, elaborados a partir das
primeiras apreensões das demandas sociais da população.
Os referidos projetos contaram com recursos próprios, de entidades privadas e
estatais e agências financiadoras a nível estadual, nacional e internacional, dando início à
política de captação de recursos proposta por essa Pró-Reitoria. É importante ressaltar que os
projetos em pauta encontram-se em diversas fases, ou seja: alguns já concluídos, outros em
operacionalização ou em vias de financiamento.
Apesar do processo ter sido iniciado, consubstanciando a nova proposta de extensão,
como demonstra a trajetória descrita, cabe ressaltar a necessidade de intensificação e
sistematização da prática acadêmica no Campus Vicinal. Além das vias referidas, ou seja, dos
projetos iniciados que se considera um marco fundamental, enquanto momento inicial de um
processo. Entretanto, sentiu-se a necessidade de algo mais permanente, dando um respaldo
para ampliar um processo sistemático e continuado de integração UFAL/Sociedade.
Portanto, foi pensado para ser debatida coletivamente a possibilidade de implementar
os Estágios Supervisionados - o momento da relação teoria/prática, constituindo Núcleos
Permanentes de Extensão, das diversas áreas do conhecimento, considerando e articulando as
potencialidades da UFAL e as demandas e potencialidades do Campas, no sentido de uma
_____________________
4
Para conhecimento dos projetos com as referidas agências,
consultar o documento elaborado pela PROEX: "Saber e Compromisso
Social".
ampliação do Compromisso Social da Universidade.
IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS PRIORITÁRIOS
Durante a gestão 88/91, a Pró-Reitoria de Extensão procurou mobilizar a
comunidade departamental da UFAL para responder os anseios de demandas da população do
Campus Vicinal. A participação dos Departamentos foi de grande relevância para que os
projetos fossem executados. Entre os principais projetos poderemos apresentar os seguintes:
ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS
Projeto Experimental, desenvolvido na Vila São Francisco - Campus Vicinal - após
análise de relatórios" elaborados durante o Estágio Supervisionado de Serviço Social e
incursões na própria Vila. estabelecendo contato direto com a população e dirigentes
comunitários, onde detectou-se a necessidade e interesse da população por Cursos de
Alfabetização de jovens e adultos.
O processo de alfabetização teve como ponto de partida o cotidiano da vida e de
trabalho da população e o universo do aluno. Partindo de temas e palavras geradoras,
inseridas num contexto e outras foram criadas de acordo com interesses e necessidades
ligadas à realidade local e nacional. Os conteúdos foram organizados de forma que
atendessem à realidade da população e do aluno, partindo do mais simples para o mais
complexo, considerando a gradação, a continuidade e a sequência.
O projeto ampliou o Campo de Estágio para universitários de vários cursos, junto às
classes populares e possibilitou o confronto entre os saberes acadêmico e popular.
EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
"Promocíón Social y Educacíon Popular"
Curso financiado pelo CELATS - Centro Latino Americano de Trabajos Sociales, no
período de abril 90 a abril de 91. Os objetivos do Curso foram apoiar os processos clC
reflexão e análise da prática profissional com os grupos organizados e situar a renexão no
interior da relação: prática social x prática profissional; bem como contribuir com a
compreensão da Educação Popular, enquanto prática educativa.
Os alunos foram professores da UFAL, técnicos de várias Secretarias de Estado e
Profissionais que trabalham com Movimentos Sociais. Com relação à metodologia, o curso
constou de 04 módulos:
Tema I - Vida Cotidiana. Relacion Indivíduo y Sociedad
Tema II - Paricipacion y Democracia en la Sociedad Civil y el Estado
Tema III - Organizacion, Protagonistas y Movimientos Populares
Tema IV - Processo de Promocion Social orientados por la Educacion Popular.
MULHER E CIDADANIA
A partir do Curso de Extensão: "Dominação de Gênero na Sociedade", se constituiu
na PROEX um Grupo de Trabalho sobre a questão feminina, articulando professores e alunos
e representantes da sociedade civil:
. Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher
. Secretaria de Saúde e Serviço Social
. Secretaria de Cultura
. Secretaria de Educação
O Programa possibilitou a existência de espaço favorável para trabalhar questões
relacionadas com a discriminação da mulher na sociedade, saúde, educação, trabalho,
qualidade de vida e outras, bem como implementar o processo de luta - Trabalho com
Mulheres da Periferia - tendo como sustentação política e cidadania e metodologia o gênero e
os procedimentos com efeitos multiplicadores.
Principais projetos
Mulher e Cidadania. Assessoria à Mulher Popular
Mulher e Relação de Gênero
Cursos de Extensão: Mulher e Educação Popular
Cursos de Capacitação de Liderança de Mulheres Populares
Atendimento de Saúde à Mulher no Ciclo Grávido-Puerperal
Dominação de Gênero na Sociedade
COMUNICAÇÃO POPULAR
O Projeto parte de uma demanda da comunidade do Eustáquio Gomes - Campus
Vicinal – na área de produção de um Jornal, enquanto vínculo de integração comunitária e
agente disseminador da informação e consequentemente na viabilização de um processo
alternativo na área da Comunicação Popular.
O trabalho teve início com a discussão com a população-alvo, a respeito do caráter
do jornal, bem como a análise e redação dos materiais produzidos, a busca de fontes
financiadoras na própria comunidade, com a Assessoria do Depar ementa de Comunicação da
UFAL. A parte fundamental do projeto foi a articulação e a capacitação de representantes da
comunidade na área da comunicação alternativa.
PROJETO INTEGRADO DE APOIO À TERCEIRA IDADE
Projeto desenvolvido no Campus Vicinal junto à Associação de Romeiros do Estado
de Alagoas - Núcleo Permanente de Extensão do Clima Bom I, no penado 89/91, com
recursos do Projeto Conviver - CBA.
O trabalho surgiu a partir de uma demanda específica de um grupo de idosos, tendo
em vista proporcionar condições para uma efetiva integração de idosos na comunidade,
mediante atividade ocupacionais, recreativas, sociais e do desenvolvimento de uma proposta
educativa na área da saúde do idoso. Participaram do projeto professores e alunos da UFAL,
construindo um espaço da inserção da UFAL na realidade social, na instância da problemática
da Terceira Idade.
SAÚDE NO CAMPUS VICINAL
Vale ressaltar a participação da efetiva do CSAU juntamente com o Programa Vida e
Saúde na condução de grande número de projetos no Núcleo Permanente do Clima Bom II,
bem como junto aos vários movimentos organizados de Associações de Moradores do
Campus Vicinal. Os projetos contaram com recursos oriundos de convênios entre UFAL/LBA
e UFAL/FUNDEPES/FCBIA. A participação de todos os departamentos do CSAU em
programas junto às diversas categorias de idades no Campus Vicinal.
É digno de destaque, o trabalho de extensão estabelecido entre o Programa Vida e
Saúde da PROEX e o CSAU, tem resultado em significativa contribuição na promoção da
qualidade de vida e saúde da população da Capital, priorizando a área de responsabilidade da
UFAL/HU no SUS/Al. (Campus Vicinal), desenvolvendo ações de "saúde coletiva, como
forma de aprendizagem e produção de conhecimentos compatíveis com a realidade social, por
intermédio do engajamento de docentes e estudantes nos Movimentos de Ação Comunitária,
buscando soluções apropriadas que respondam às necessidades sentidas pela comunidade, no
campo da saúde. A realização de seminários debates, cursos, fóruns e eventos relacionados
com a saúde é uma demonstração nítida do quanto a PROEX em articulação com o CSAU e
outros departamentos tem exercido os princípios conceituais da extensão. No Banco de Dados
da PROEX estão registrados ate o momento uri total de 47 projetos de extensão
desenvolvidos pelos Departamentos do Centro de Ciência da Saúde. Isto representa um
avanço considerável de gerência participativa, viabilizando a relação, transformadora entre a
Universidade e Sociedade.
ESCRITÓRIO JURÍDICO
O Departamento de Direito do CCSA também marcou presença atuante junto à
comunidade do Campus Vicinal. A iniciativa dos professores e alunos de Direito foi uma
resposta às necessidades sentidas pela população. Através de convenio com a OAB e
Assistência Judiciária, a população do Campus Vicinal teve oportunidade de conhecer seus
direitos e lutar por sua cidadania. Várias causas foram encaminhadas ao Fórum da Capital,
tendo sido colhidos resultados significativos.
RESPOSTA AO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFAL
Ao iniciar a Gestão 87/91, a Pró-Reitoria de Extensão encaminhou ao Egrégio
Conselho Universitário uma proposta para se eleger o Bairro do Tabuleiro do Martins com
Campus Vicinal da UFAL. A proposta foi aprovado com a Resolução do CONSU 09/E8 de
março de 88.
Ao término do mandato da atual gestão, em sessão realizada no dia 14 de novembro
de 1991, o Presidente da Federação das Associações de Moradores do Estado de Alagoas,
acompanhado de várias lideranças do Campus Vicinal, pediu a palavra durante a sessão do
Conselho Universitário para agradecer à Magnífica Reitera Delza Leite Góes Gitai pelo
trabalho realizado pela PROEX no Campus Vicinal com ramificações em vários Municípios
alagoanos. Um apelo emocionante foi feito pela presidente da União das Mulheres Sertanejas
para que a Universidade jamais esqueça o seu Compromisso Social. As palavras da Mulher
Sertaneja tocou de tal forma os Conselheiros que, após o seu falar, foi ela aplaudida de pé por
todos os presentes.
ESPAÇO CULTURAL
UNIVERSITÁRIO
“A ARTE EM CAMPO FÉRTIL”
ESPAÇO CULTURAI. UNTVERSITÁRIO
''A Arte em campo fértil"
A ausência quase que completa do Poder Público no incentivo à Cultura, à má
aplicação de uma política de benefícios fiscais inspirada na Inglaterra e na dos Estados
Unidos, a falta de visão empresarial do produto artístico/cultural do país embaralharam a
criatividade e, no caso de Alagoas, o esforço coletivo ponto acrescentou à existência nesses
último anos.
O artista, o pesquisador, o folclorista que, no Governo Militar tinha sua expressão
cerceada, mas obtinha dinheiro público com facilidade, ao vislumbrar a "Nova República" foi
logo encarando a Lei n° 5.505 onde o Presidente Sarney passava para a iniciativa privada o
patrocínio das artes e com isso o poder de, também traçar a Política Cultural da Nação.
O Estado não deu tempo ao poeta, ao músico, ao ator de assimilar o marketing, o
timing do restrito mercado das artes. Os amadores, de um momento para outro, substituíam
grosseiramente os livros de outro por books e story-boards. De repente humilde artesão
transformava-se em pessoa jurídica para obter cadastro no MINC e concorrer em igualdade a
Rodin. A pesquisa da Toledo & Associados detectou em 88/89 que dos 150 milhões de
cruzados investidos, doados e/ou patrocinados pelos empresários, apenas 2.004% coube ao
Nordeste e 82,43% desses cruzados ficaram entre o Rio e São Paulo.
A brusca transição do sair da total dependência de recursos públicos para se tornar
mercadoria aos olhos da iniciativa privada fez com que, em Alagoas, o artista, o produtor
cultural se rendesse ao marasmo. O que não veio mais da Funarte, da Fundacen, do PróMemória e de tantas outras, deixou-o isolado diante da necessidade emergente de
profissionalismo.
O fato, porém, é que até precisamente setembro de 89 não havia em Maceió local
onde sequer o artista pudesse se encontrar e coletivamente partilhar o caminho sem prumo da
produção teatral, musical e magética, entendendo-se como o conjunto das artes plásticas,
cinema, vídeo, fotografia.
A Universidade Federal de alagoas dispondo, no entanto, de um edifício onde no
passado funcionou a estação de bondes e até há pouco sua Reitoria, resolveu destiná-lo às
Artes e à Cultura. Na Resolução n° 12/89 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão
(CEPE) foi instalada até sua Coordenadoria de Ação Cultural com o intuito de implantar o
Espaço Cultural Universitário para dar continuidade aos programas voltados à Cultura
Popular, Cultura Negra, Culturas Estrangeiras, às Artes e ao Tempo Livre. Naqueles 8.000m2 a
UFAL também instalou o Departamento de Artes com cursos de Canto e de Interpretação
Teatral. No estacionamento daquele espaço, implantou-se um Centro de vivência onde um
circo divide os 1.200"*2 com a sede do DCE, o Sindicato dos Servidores e uma Oficina de
Arte Primitiva.
Os Espaço Cultural Universitário aconteceu assim que foram tornados público seus 2
pavimentos de 46 ambientes, 2 jardins, auditório. Produzir ali dentro sem fadiga, com o
mínimo de luz e de ventilação necessárias depende agora de desfazer o labirinto de eucatex
que os anos de reitoria compuseram, com divisórias. A meta foi alcançada, quando, depois de
reforma autorizada pela Magnífica Reitera, se conseguiu enfim um Espaço para a Cultura com
a inauguração da Espaço Cultural Universitário, no dia consagrado à consciência negra - 20
de novembro de 1991, com a presença do Secretário Nacional de Cultura o Prof. Paulo Sérgio
Rouanet.
OBJETIVOS DO ESPAÇO CULTURAL UNIVERSITÁRIO
Estimular a criatividade através da Arte, da Cultura e das formas alternativas de
melhoria de qualidade de vida.
Promover a indissociabilidade entre as Artes, as Ciências e as Tecnologias
Promover o fortalecimento da identidade cultural e da cidadania
Manter dependências e serviços que promovam o aperfeiçoamento técnico da
produção artística e cultural de Alagoas.
Promover tudo que incentive o trato com as artes, sejam feitas, oficinas, cursos,
festivais, exposições, bem como campanhas de proteção à natureza, campanhas
cívicas.
Incentivar o associativismo dos promotores culturais, artistas, folcloristas, para que
legitimem em sociedades civis.
Celebrar convênios e acordos operacionais, através do Gabinete do Reitor, com
Entidades Públicas e Privadas, nacionais e internacionais, para garantir a
consecução de seus propósitos.
PROGRAMAS:
CULTURA POPULAR
Museu de Antropologia e Folclore Théo Brandão
Biblioteca de Antropologia e Folclore
Grupo de Tradições Folclóricas Prof. Théo Brandão
Casa do Artesão
FÓRUM DAS NAÇÕES (Casas de Cultura Estrangeira)
Casa de. Cultura Britânica
Casa de Cultura c Expressão Alemã
Casa de Cultura e Expressão Francesa
Casa de Cultura Latino Americana
Casa de Cultura Luso-Brasileira
Casa de Cultura Oriental
Núcleo de Esperanto
OFICINAS DE ARTES
Música
Teatro
Cinema
Vídeo
Artes Plásticas (Pinacoteca Universitária)
GRADUAÇÃO
Canto
Formação de Ator
CULTURA NEGRA
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros
Escola de Capoeira "Dança e Luta pela Liberdade"
IMAGEM E SOM
Art-Studiu (Vídeo concertos, documentários)
Memória Cultural de Alagoas
VIDA E TEMPO LIVRE
Circo Cultural
Clube de Damas
Clubes de Terceira Idade
Clube de Xadrez
Depto do Saber Acumulado
ESPAÇO CULTURAL EM MOVIMENTO
TEATRO:
PROMOÇÕES: - "A Lição"
- "Paris, Versailes"
- "Feira das Ilusões"
- "Festa nas Alagoas"
Casa de Cultura Francesa
"
"
"
Curso de Formação de Ator
"
"
"
PATROCÍNIO - "Quando se deu o eclipse"
- "Cariada inicial"
- "Duas crianças no trânsito"
CINEMA
PROMOÇÕES: - 2 Mostras de Cinema Alemão
- l Mostra de Cinema Francês
APOIO CULTURAL: - 3 Mostras de cinema brasileiro
- l Mostra "Tempo Glauber"
- l Mostra de Curta Metragem
- l Curso de Animação
VIDEO
PROMOÇÃO: - Vídeo France I
- Vídeo France II
Studiu Ari - Vídeo Operas
(Às quintas feiras para a comunidade)
- Vídeo Concertos
- Vídeo Ciência (Para turmas de alunos da UFAL e Comunidade)
- Memória Cultural de Alagoas: . Linda Mascarenhas
. Tércio Wanderley
DANÇA .
PROMOÇÃO: - Escola de Capoeira "Dança e Lula pela Liberdade"
APOIO CULTURAL: - Ekodidé de Dança Afro
- Grupo de Folclore Amentrel das Alagoas
- Bio Dança
EXPOSIÇÕES: 02 Selos
05 Fotografias
02 Serigrafia
03 Pintura
01 vernissage
03 Folclore
LITERATURA
PROMOÇÕES: - 02 Seminários
04 Conferências (02 IBM Brasil)
APOIO CULTURAL: 02 Concursos de Poesias
03 Seminários
07 Lançamentos de Livros
FOLCLORE
O Grupo de Tradições Folclóricas Prof. Théo Brandão. renovou totalmente seus participantes
. participou de 04 festivais
. realizou mais de 50 apresentações
. montou "Chegança" e "Taieira", além de renovar figurinos do
Pastoril, Guerreiro, Coco de Roda e Baianas.
ART-STUDIUM (Programação no período 10/89 a 11/91
APRESENTAÇÕES
TOTAL
Audio-Lazer
Bales
Oratórios
113
12
09
APRESNTAÇÕES
Concertos
Óperas
Vídeo-Aulas
TOTAL
7303
19
113
VÍDEO DOCUMENTÁRIOS
Arquitetura
14
Astronomia
05
Ecologia
44
Física
02
Geografia
07
Medicina
11
M.P.B.
10
Teatro
07
Programas na Rádio Educativa 33
Arqueologia
Biologia
Esporte
Folclore
História
Música Clássica
M.P.I.
Zoologia
............................................................
FÓRUM DAS NAÇÕES
A Cultura dos Povos e sua Expressão Linguística
O FÓRUM DAS NAÇÕES
promove o intercâmbio cultural entre países estrangeiros, a difusão
de suas culturas e expressão linguística, através das Casas de
Cultura.
CASA DE CULTURA BRITÂNICA
Cursos de Inglês - Participantes
Crianças ...............................
834
Adolescentes.........................
1698
Adultos...............................
2545
27 Seminários...........................
526
12 Seminários no Interior............
634
Shows com Art.Britânicos .........
07
Exposições .............................
04
Vis.do Conselho Britânico ...........
08
CASA DE CULTURA E EXPRESSÃO FRANCESA
09 Turmas ..........................
82
03 Mostras de Filmes Franceses
02 Teatros Franceses
CASA DE CULTURA E EXPRESSÃO ALEMÃ
05 Turmas ...........................
60
03 Mostras de Filmes Alemães
03 Recitais Cancioneiro Bras.x Lied Alemã
CASA DE CULTURA LATINO AMERICANA
05 Turmas ...........................
160
CASA DE CULTURA ORIENTAL
01 Turma (Curso de Japonês)........
20
05 Encontros de Cultura Oriental
NÚCLEO DE ESPERANTO
01 Turma ................................
20
"A INTEGRAÇÃO DAS CULTURAS
"CRIARÁ NOVOS LAÇOS DE FRATERNIDADE
ENTRE TODOS OS POVOS"
BANCO DE DADOS
DA PROEX
INFORMAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE EXTENSÃO
BANCO DE DADOS DA PROEX
Subsídios para a Elaboração de Projetos de Extensão
A partir de 1988, a Universidade Federal de Alagoas redimensionou a Extensão no
âmbito do sistema universitário brasileiro, momento em que foi eleito o bairro do Tabuleiro
do Martins como CAMPUS VICINAL da UFAL, conforme Resolução 09/88 do Conselho
Universitário. Esta deliberação fundamentou-se na necessidade de delimitação de uma área
específica, polarizadora e integradora das diversas ações de extensão, concentrando recursos
humanos, materiais e financeiros. Pensou-se ainda na possibilidade de realização de uma
experiência piloto que permitisse a posterior expansão das atividades a outras áreas da
periferia urbana de Maceió.
Apesar da existência de vários projetos já em execução, evidencia-se a necessidade
de intensificar e sistematizar a prática acadêmica no Campus Vicinal, possibilitando a
integração UFAL/Sociedade. Refletiu-se então sobre a necessidade de implementar e
intensificar Núcleos Permanentes de Extensão, onde seriam desenvolvidos os estágios
supervisionados, ocasião em que se daria a relação teoria/prática das diversas áreas do
conhecimento e consequentemente a sua retroalimentação. Esses Núcleos (levem levar em
consideração as potencialidades da comunidade acadêmica e as potencialidades do Campus
Vicinal, no propósito de viabilizar o Compromisso Social da Universidade.
Para tanto, a Pró-Reitoria de Extensão procedeu levantamento das potencialidades da
Campus Vicinal, uma vez que inexistia tal produção acerca das organizações populares, das
unidades de saúde e das unidades de ensino, informatizando os dados obtidos, no sentido de
subsidiar a comunidade acadêmica interessada na execução de projetos nessa área.
A pesquisa junto às organizações populares e os serviços públicos de saúde e
educação, realizada "no período de outubro a dezembro de 1989, caracterizou-se pelo
mapeamento desses recursos localizando a sua distribuição na área, sua estrutura e seu
funcionamento da ótica do dirigente e suas articulações, permitindo em parte o delineamento
de uma perfil dessas potencialidades.
BANCO DE DADOS pretende ainda socializar as informações junto às organizações
populares e a população do Campus, ajudando possíveis debates sobre prática cotidiana dos
movimentos de bairro, como também junto à comunidade acadêmica e às Secretarias de
Estado que prestam serviços públicos à população da área, subsidiando reflexões e novos
planejamentos.
No Banco de Dados da PROEX estão também cadastrados todos os Projetos de
Extensão dos diversos departamentos da UFAL, aprovados pelo Comitê Assessor e postos em
execução.
Este cadastro serve como Memória de Extensão na UFAL e avaliação de
participação de todos os que acreditaram no compromisso social da universidade.
BANCO DE DADOS DA PROEX
Cadastro de Projetos Apresentados pelos Departamentos ao
COMTTE ASSESSOR DE EXTENSÃO DÁ UFAL/PROEX
ÁREA I
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS
DEPTO. PROFESSOR
CEM
CEM
CEM
CEM
CEM
PROJETO
José Rildo de O. Moura
Mariza de C. Souza
Jovesi de A. Costa
José Goes
Paulo R. C. Araújo
Proj. Xingó. Estuto do Impactos Ambientais. Uso e Ocup.do Solo
Aperf. em Geografia para Doe. de lº e 2º Gr. da Rede Oficia;
Os Métodos Científicos em Geografia (Curso de Extensão)
Casa de Cultura Oriental (Coordenação)
Curso de Atualização em Cartografia p/Técnicos de nível médio
GET Perilo Rostan Wanderley
GET Luiz A. R. Saldanha
Inst., Operação e Manut. de Poços Tubulares p/captaçâo de água
Const. de Poços Tubulares p/captação de água subterrânea
MAP Elia A.S. Pontes
MAP Elia A.S. Pontes
MAP Elia A.S. Pontes
MAP Fernando B. Oliveira
MAP M ª Elizabeth BTMP de Almeida
MAP M ª Elizabeth BTMP de Almeida
MAP M ª Elizabeth BTMP de Almeida
Maracatu na Periferia (Oficina)
Pastoril na Periferia (Oficina)
Guerreiro na Periferia (Oficina)
Formação em Rec. Humanos em Informática aplicada à Educação
Intr. à Informática na Educação Especial
Curso de Introdução à Programação cm Linguagem LOGO
Clube do LOGO. Informática p/Crianças.
CENTRO DE TECNOLOGIAS
DEPTO PROFESSOR
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
ARQ
PROJETO
Lúcia Leimbeck
Lúcia Leimbeck
Lúcia Leimbeck
Lúcia Leimbeck
Josemary O.O. Ferrare
Bianor M. Lima
Alias J.R. Gomes
Pedro C. de Oliveira
Patrícia M. Bentes
Leonardo Bittencourt
CCT Marcio B. Callado
CCT Marcio B. Callado
EEM Leonardo Bittencourt
Curso de Acústica nas Construções
Reforma e Ampliação da Unidade de Hospitalização do H.G.S.R.
Levantamento Físico do Hospital Geral S.Ribeiro
Escritório de Arquitetura no Hospital Geral S.Ribeiro
Escritório de Memória Cultural e Arquitetônica de Alagoas
Cidade Verde. Criação de Hábitos de Defesa do Meio Ambiente
Proj. Arquitetônico de um Centro Comunitário no Campus Vicinal
Plantão de Assessoria às Prefeituras de Alagoas
Creche Escola Padrão
Proj.Arquitetônico para Implantação de Escola no Campus Vicinal
Abastecimento de Água em Pequenas Comunidades (Tec.Altern.)
Pesq. de Soluções Alternativas p/Saneamento de Peq. Comunidades
Prog.de Apoio ao Ensino de 2°Grau nas Esc.Públicas do Estado
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
DEPTO PROFESSOR
AGR Alice Calheiros Espíndola
AGR Alice Calheiros Espíndola
AGR Eliezio de Amorim Costa
AGR Eliezio de Amorim Costa
AGR Eliezio de Amorim Costa
AGR Guilhermo M. Vajas Hernandez
AGR José Marinho Almeida
PROJETO
Tutoria para Produção de Hortaliças e Criação de Peq.Animais
Proj. de Atividade Ocupacional (Horta) p/Pacientes do HU
Horta Institucional para Menores do Lar S. Domingos
Horta Institucional para Idosos do Lar S. Domingos
Horta Institucional p/ Pacientes do Hosp.Gen.S.da Fonseca
Edição de Textos em Sistemas de Microcomputação
Assentamento de Famílias e Ass.Técnica na Fazenda S.Luís
ÁREA II
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DEPTO PROFESSOR
PROJETO
BOT Ma Rosa A. de Mendonça
BOT Marcia Silva Sardeiro
Uma Ecologia Vivenciada para Decentes de I°grau (Metodologia)
Coex vai à Comunidade
PAT Gilberto Fontes
PAT Ib Fabrício Coelho
Pesquisa de Microfilarias de Wucherer Bancroft em Esc.de Maceió
Pat vai à Comunidade
FSO Paulo Sardeiro/Leda L. Melo
FSO Nadja M.Resende M.de Souza
Fso e Pat vão à comunidade
Fso vai à comunidade
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPTO PROFESSOR
PROJETO
EDF Judith Feitoza de Carvalho
EDF Lisanel Cândido da Silva
EDF Madalena Santana
EDF Madalena Santana
EDF João Luís Silva Farias
EDF Carlos Alberto de B.Lima
EDF Luiz José de Carvalho
A Educação Física como vetar de Educação
Roda de Capoeira (Oficina de Capoeira)
A Motricidade e a Ludicidade numa abordagem psico-pedagógica
A Motricidade no Desenvolvimento da Criança
Atividade Saúde e Lazer (p/crianças do Campus Vicinal)
Difundindo o Mini-Basquetebol
Prog.de Natação para Crianças do Clima Bom I (Campus Vicinal)
EDF Marilene de Oliveira Monte
EDF Ma Neide Santos da Silva
EDF Ma Neide Santos da Silva
EDF Rosa Ma Silva Medeiros
EDF Ma Cristina S. Figueiredo
EDF Judith Feitoza de Carvalho
Educação na Recuperação-da Clientela da Clinica Médica do HU
Noções Básicas de Primeiros Socorros (Com.do Campus Vicinal)
Curso de Preparação de Agonies Comunitários (Campus Vicinal)
Apoio à Terceira Idade. Integração de Idosos na Comunidade
Atendimento de Saúde à Mulher no Ciclo Grávido-Puerperal
Saúde Comunitária no Campus Vicinal. Distrito SUS/III
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
ENF
Judith Feitoza de Carvalho
Estudante e Comunidade num dia de Lazer e Educação p/Saúde
Ma Adelina de Barros
Creche-Escola N.ra.Aparecida. (Clima Bom II)
Francisco Brandão
Educação e Saúde. Ação Integrada UFAL/SSSS/SED
Francisco Brandão
Intensificação da Vacinação de Rotina I
Francisco Brandão
Intensificação da Vacinação de Rotina II
Francisco Brandão
Curso sobre Técnicas Básicas de Enfermagem
Fátima Fontan Silva
A Saúde da Mulher na Primeira Gestação
Vera Garcia Neumann Monteiro Estruturação do Serviço de Enfermagem na Sta.C.de Misericórdia
Glória Maria Barros de Souza
Estruturação do Serviço de Enfermagem do HDT
Angela Ma Marques de Gusmão Campanha de vacinação contra o tétano entre escolares do C.Vicinal
NUT Margarida Maria Freire
NUT Sandra Mary V.M.de Castro
Apoio Nutricional de Ações Básicas de Saúde ao Gr.Mater-Infantil
Comunidade do Alto do Cruzeiro. Ações de Saúde
MSO Fernando Fontan (CPDEM)
MSO Isaura Ma de Oliveira (“)
MSO Divanise Suruagy de Moura
MSO Divanise Suruagy de Moura
MSO Divanise Suruagy de Moura
MSO Divanise Suruagy de Moura
MSO Antônio Piranema Pedrosa
MSO Antônio Piranema Pedrosa
MSO José Jerônimo Neto
MSO Gerson Odilon Pereira
Prevenção e Tratamento precoce da Deficiência Mental
A Estimulação precoce com prevenção de saúde mental
Prática da Disc. De Saúde Coletiva no Clima Bom I (Cam. Vicinal)
Prática da Disc. De Saúde Coletiva na Esc.N.Pinto (Cam. Vicinal)
Dengue, Diagnóstico e Tratamento
Cólera. Aspectos epidemológicos e preventivos
Cuidados Básicos de Saúde Materno-Infantil p/Gestantes (sta.Lúcia)
Cuidados Básicos de Saúde Materno-Infantil II. Gest.do sta.Lúcia.
Ações Básicas de Saúde do Escolar. Inspeção Biomédica
Aspectos Éticos e Legais do Atendimento de Emergência
TOG Ma José de Lima Costa
TOG Nadieje Calaça Cavalcanti
TOG Elizabeth Ma de Souza
TOG Ricardo Nogueira
Iº Curso de Planejamento Familiar
Ass. À Mulher no Ciclo Grav.-Puerperal e Aleitamento Materno
Medicina Alternativa Integrada ao Saber Popular
Iº Curso de Atualização em Pediatria
CLC George Cuido Breda
CLC João Carlos F. de G. Lyra
Avaliação auditiva em escolares 1º e 2º Gr.do Campus Vicinal
Oftalmologia Sanitária escolar
ODO Márcia Teima T.L.Guimarães
ODO Hildeberto Cordeiro Lins
Proj.Assistencial Odont. Na Comunidade do Campus Vicinal
Prog.Preventivo-Assistencial p/Escolares do Campus Vicinal
ÁREA III
CENTRO CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPTO PROFESSOR
ART
ART
ART
ART
ART
ART
ART
Abel dos Anjos
Washington d'Anunciação
Washington d'Anunciação
Washington d'Anunciação
Washington d'Anunciação
Washington d'Anunciação
Reginaldo da Silva Orico
PROJETO
Oficina de Magote de Instrumentos Musicais
Projeto Sonoartezâo (Oficina de Canto Coral)
Educação Artística na Periferia (Oficina de Artes)
Oficina de Criação em Teatro (Oficina de Teatro)
Oficina de Bonecos e Fabricação de Espetáculos
Oficina de Técnica Circense
Recitais de Violão acústico em Escolas de I°e 2° graus
COS Antônio R. de Freitas
COS Almir Guilhermino
COS Antônio de Freitas
Capacitação à Distância em Com. Popular Impressa
VideoTeca
Implantação de Jornal Comunitário no Conj.INOCOP
CSO
CSO
CSO
CSO
Nadia Regina L.B.Lima
Nadia Regina L.B.Lima
Nadia Regina L.B.Lima
Nadia Regina L.B.Lima
Fórum Mulher e Cidadania
Educação Popular para os Direito da Mulher
Mulher e Educação Popular: Um Delineamento Teórico
Assessoria à Mulher Popular: Mulher e Relações de Gênero
FIL
FIL
FIL
FIL
FIL
FIL
FIL
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Cleonice F. dos Santos
Dia Internacional da Mulher. Educação para a Cidadania
Filosofia e Educação. Curso p/Técnicos da Fund.Educar
Contribuição Histórica das Ciências Humanas em M.de Foucault
Filosofia na Periferia. (Assessoria às Ass.Mor.Campus Vicinal)
A Mulher e as Relações de Poder na Sociedade
Teoria Crítica da Vida Cotidiana (Curso de Extensão)
A Teoria das Relações Sociais de Gênero (Curso de Extensão)
HIS
HIS
HIS
HIS
HIS
Ivone dos Santos
Moacir M.de Santana
Reny Dalva Gomide
Reny Dalva Gomide
Reny Dalva Gomide
Coord.Casa de Cultura Latino Americana
Ident. da Documentação Cartorial do Arq.Público de Alagoas
Seminário: "A Família Hoje"
Iº Seminário: "Mulher e Ciência'
II° Seminário: "Mulher e Ciência'
LCV Estevão da R.Lima
LCV Eneida M.de Oliveira
O Latim no Direito. Curso de Extensão para Advogados
Iº ENAPEL. Encontro Alagoano de Prof. e Est. de Letras
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
LEM
Irene Mª Dietschi
Irene Mª Dietschi
Irene Mª Dietschi
Irene Mª Dietschi
Irene Mª Dietschi
Aurea Mª Lima Fiuza
Aurea Mª Lima Fiuza
Aurea Mª Lima Fiuza
Hilda Laffite
Hilda Laffite
Hilda Laffite
Vinicius F. Meira
Vinicius F. Meira
Vinicius F. Meira
Vinicius F. Meira
Vinicius F. Meira
Curso Básico de Língua Alemã. (Casa de Cultura Alemã)
Curso de Língua Alemã I (CCEA)
Curso de Língua Alemã II (CCEA)
Curso de Língua Alemã III (CCEA)
Curso de Língua Alemã IV (CCEA)
Orientação Pedagógica p/Bolsistas da Casa de Cult.Britânica
Coord. do Fórum das Nações (PROEX)
Divulgação e Ensino da Língua Esperanto
Curso de Extensão em Língua Inglesa (Crianças) 10 Turmas
Curso de Extensão em Língua Inglesa (Adolescentes) 10 Turmas
Curso de Extensão em Língua Inglesa (Adultos) 10 Turmas
Curso de Extensão em Expressão Francesa I
Curso de Extensão em Expressão Francesa II
Curso de Extensão em Expressão Francesa III
Curso de Extensão em Expressão Francesa IV
Curso de Extensão em Expressão Francesa V
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICCADAS
DEPTO PROFESSOR
PROJETO
DIR
DIR
DIR
Marilma T.de Oliveira
Solange B.Jurema
Marlene Falcão Wanderley
Escritório Jurídico (Ass.Jurídica a Moradores do Campus Vicinal)
Fórum de Direito do Trabalho (Seminário)
O Consumidor e seus Direitos (Seminário)
ECO
ECO
ECO
ECO
ECO
Arnóbio Cavalcante
Arnóbio Cavalcante
Arnóbio Cavalcante
Arnóbio Cavalcante
Arnóbio Cavalcante
Matemática Financeira. Utilização da Máquina HP-12C
Elementos de Matemática (Curso de Nivelamento)
Matemática Financeira Aplicada (Curso de Extensão)
Introdução ao uso do Microcomputador
Edição de Textos em Microcomputador (WordStar)
SSO
SSO
SSO
SSO
SSO
SSO
SSO
SSO
SSO
Claudia Viana M.Malta
Margarida S. Santos
Cristina Nolasco
Cristina Nolasco
Cristina Nolasco
Ana Mª Ávila Mendonça
Ana Mª Ávila Mendonça
Ana Mª Ávila Mendonça
Mª Claudete R. de Melo
Proj. "Que Fazer". Ações Sociais com Meninos de Vila
Pesquisa Exploratória do Campus Vicinal
Delineamento Teórico-Metodológico da Pesquisa/Ação
Extensão e Estágio Curricular. Possibilidades da Prát.Acadêmica
Curso de Extensão em Política Social
Curso de Ext.sobre Relação de Dominação de Gênero na Sociedade
Educação Popular à Distância
Oficina de Trabalho para Jovens do Campus Vicinal
Perspectivas Teórico-Metodológicas do Serviço Social
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DEPTO PROFESSOR
PROJETO
APE
APE
APE
Terezinha A. Gama
Marluce Singer Freire
Mª Auxiliadora Silva Freitas
Assessoramento Técnico Pedagógico a Municípios Alagoanos
Relação Teoria/Prática no cotidiano do Trabalho Acadêmico
Ass. Téc.Pedagógico à Escola Creche N.S.Aparecida Clima Bom
MTE
MTE
MTE
MTE
TFE
Hildebrando V.Guimarães
Mª do Socorro Cavalcante
Rogério Henrique G.Ferreira
Mª Amélia J.C Pessoa
Cícera Justino M.Farias
Assossoria ao Dep.de Educação da Pref.de S.Miguel dos Campos
Curso de Atual em Métodos Alternativos p/Ensino de Iº e IIºgr.
Tecnologia Alternativa de Geração de Renda p/Mulheres da Periferia
Projeto “Escola Construção”
Núcleo de Educação e Organização Comunitária (V. São Francisco)
OUTRAS CATEGORIAS
DEPTO PROFESSOR
PROJETO
TEC.
TEC.
TEC.
Givaldo Lopes Machado
Gedalva Santos Malcus
Agildinice Carlos Araujo
Máscara e Adereços Carnavalescos e Folclóricos
Memória Cultural de Alagoas
Objetos Antigos com Sucata (Cursos de Artes)
H.U.
H.U.
H.U.
H.U.
H.U.
H.U.
Terezinha Barbosa da Silva
Ruth França C.da Trindade
Rosineide Siqueira
Rosineide Siqueira
Rosineide Siqueira
Rosineide Siqueira
Aleitamento Materno
Implementação da Vacina Anti-Sarampo na Fav. Fives Lille
Estrelas do Cotidiano na Periferia.Educ.Pop.p/os Direitos da Mulher
28 de maio. Dia Internacional da luta contra a Mortalidade Materna
Saúde para Mulheres do Campus Vicinal
Avaliação de rotina de curativos em pacientes cesariados
CPD. Isaura Maria de Oliveira
A estimulação Precoce com prevenção de saúde mental
VIS. Severina Soares da Silva
Curso de Alimentação Alternativa
SED. Theny Mary Fireman de Araujo Curso sobre a Sexualidade Feminina
BANCO DE DADOS DA PROEX
CAMPUS VICINAL
FÓRUM POLÍTICA E CIDADANIA
CADASTRO DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES
LOCALIZAÇÃO
ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA
NºSOC.
Clima Bom I
Clima Bom I
Clima Bom I
Clima Bom I
Clima Bom I
Ass.dos Amigos do Clima Bom I
Ass. de Moradores do Clima Bom I
Ass. Comunitária do Clima Bom I
Ass. Comunitária da Concretal
Ass. dos Romeiros do Padre Cícero
600
250
210
585
60
Clima Bom II
Ass. dos Moradores e Amigos do Clima Bom II
350
Benedito Bentes
Benedito Bentes
Benedito Bentes
Benedito Bentes
Benedito Bentes
Benedito Bentes
Ass. Beneficente do Parque Benedito Bentes I
Ass. União da Mulheres
Ass. do Bem Estar Social do Moradores
Núcleo do Clube de Mãe
Ass. dos Moradores do Benedito Bentes I
Ass. dos Moradores do Parque Benedito Bentes I
150
150
350
450
200
250
Colina dos Eucalíptos
Ass. dos Moradores do Conj. Colina dos Eucalíptos
450
Conj. Dubeaux Leão
Ass. dos Moradores do Dubeaux Leão
Conj. Estáquio G. de Melo Ass. dos Moradores do Conj. Eustáquio G.de Melo
Conj. Hamilton C.Moraes
Ass. dos Moradores do Conj. Hamilton C.Moraes
Conj. Henrique Equelman
Ass. Comunitária Henrique Equelman
Conj. Inocoop
Ass. dos Moradores do Conjunto Inocoop
Conj. Jardim do Planalto
Ass. dos Moradores do Jardim do Planalto
Conj. Morada do Bosque
Ass. dos Moradores do Conj. Morada do Bosque
Conj. Morada dos Palmares Ass. dos Moradores do Conj. Morada dos Palmares
Conj. Village Campestre
Ass. dos Moradores do Conj. Village Campestre
Conj. Parque Universitário Ass. dos Moradores do Parque Universitário
Conj. Salvador Lira
Ass. dos Moradores do Salvador Lira
Conj. José Mª de Melo
Ass. dos Moradores do Conj. José de Melo
Conj. Jardim Glória
Ass. dos Moradores do Conj. Jardim Glória
250
242
620
195
100
250
64
20
240
120
600
200
589
LOCALIZAÇÃO
ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA
NºSOC.
Loteamento Forene
Loteamento Nuporanga
Loteamento Santa Amélia
Loteamento Santa Lúcia
Loteamento Santa Lúcia
Loteamento Santa Lúcia
Ass. dos Moradores da Forene
Ass. das Mulheres de Nuporanga
Ass. dos Moradores do Lot. Santa Amélia
Ass. do Desenvolvimento Comunitário
Comunidade Santa Lúcia/Nuporanga
Ass. Comunitária do Lot. Santos Dumont
100
100
520
600
320
1500
Tabuleiro Novo
Tabuleiro Novo
ACOMATAN Ass. de Moradores e Amigos do T.Novo
Casa da Amizade das Senhoras Rotarianas
32
360
Tabuleiro Velho
Tabuleiro Velho
Tabuleiro Velho
Tabuleiro Velho
Tabuleiro Velho
Tabuleiro Velho
AMONTAM. Ass. dos Moradores do Tab.do Martins
Sociedade Santo Antônio
Sociedade Esportiva 7 de Setembro
Centro Social Pio XII
Ass. das Mulheres do Tabuleiro do Martins
Ass. Menino Jesus
450
200
380
80
200
200
Vila São Francisco
Ass. dos Moradores da Vila São Francisco
75
CADASTRO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Unidades de Ensino
LOCALIZAÇÃO
Benedito Bentes I
Benedito Bentes I
Benedito Bentes I
Benedito Bentes I
Col.dos Eucalíptos
INOCOP
Village Campestre
Dubeaux Leão
Henrique Equelman
Salvador Lira
Santa Lúcia
Santa Lúcia
Santa Lúcia
UNIDADE DE ENSINO
Esc. De 1º e 2º Gr.Eunice de Lemos Campos
Esc. Dom Otávio Aguiar
Esc. de 1º Gr.Pastor José Tavares de Souza
Esc. de 1º Jornalista Lafaette
Esc. de 1º Gr. Cleto Marques Luz
Esc. de 1º Gr. Prof. Corinho da Paz
Esc. de 1º Graciliano Ramos
Esc. Profª Irene Garrido
Esc. de 1º Manoel de Araújo Dórea
Esc. de Ensino Fund. Dr José Haroldo da Costa
Esc. de Ensino Fund; Donizzeti Calheiros
Esc. de Ensino Fund. Profª Maria de Lourdes Vieira
Esc. de 1º Gr. Jayme de Altavila
Nº Alunos
903
709
750
988
601
290
141
966
346
1124
300
50
298
LOCALIZAÇÃO
Clima Bom I
Clima Bom I
Santos Dumont
Eustáquio Gomes
Tabuleiro Novo
Tabuleiro Novo
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
Tabuleiro do Martins
UNIDADE DE ENSINO
Esc. de 1º Gr. Deputado Nenoi Pinto
Esc. de 1º Gr. Prof. Reni Lima
Esc. Comunitária Profª Onélia Campelo
Esc. de 1º e 2º Gr. Alfredo Gaspar de Mendonça
Esc. Rotary
Esc. Romeu de Avelar
Esc. União Beneficente N.Sra das Graças
Esc. de 1º Gr. Prof. José Ferreira de Macedo
Esc. Ovídio Edgar de Albuquerque
Esc. de Ensino Fund. Pedro Suruagy
Esc. Coronel Francisco Alves Mata
Esc. de Ensino Fund. Suzel Dantas
Esc. de Ensino Fund. Dom Antônio Brandão
Esc. Integrada de 1º e 2º Gr. Margarez Lacet
CADASTRO DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Unidades de Saúde
LOCALIZAÇÃO
Cidade Universitária
Conj. Eustáquio Gomes
Conj. Benedito Bentes
Clima Bom I
Conj. Salvador Lira
Tabuleiro do Martins
UNIDADE DE SAÚDE
Hospital Universitário
Centro de Saúde Teresa Barbosa
Centro de Saúde Hamilton Falcão
Centro de Saúde Djalma Loureiro
Centro de Saúde José Pimental Amorim
Centro de Saúde Assis Chateaubriand
Nº Alunos
307
193
234
1242
855
1556
282
290
675
210
256
245
1195
2840
BANCO DE DADOS DA PROEX
PROJETOS DE EXTENSÃO
Representação Gráfica
BANCO DE DADOS DA PROEX
PROJETOS DE EXTENSÃO
Representação Gráfica
CAMPUS VICINAL
BANCO DE DADOS
Pesquisa realizada por alunos e Tec.Adm.da PROEX
COMITÊ ASSESSOR
DE EXTENSÃO
COMO FAZER EXTENSÃO NA UFAL
COMITÊ ASSESSOR DE EXTENSÃO
Como fazer Extensão na UFAL
O Comitê Assessor de Extensão foi criado pela Resolução CEPE 12/89 com a
finalidade de assessorar a Pró-Reitoria de Extensão, no sentido da plena institucionalização do
processo extensionista na UFAL. O Comitê Assessor de Extensão tem desempenhado com
eficiência sua função ao articular e fomentar ações de extensão no âmbito de cada Centro e
Departamento, como também nos grupos ligados à sociedade civil, acompanhando e
supervisionando a extensão universitária, como prática acadêmica.
Por Portaria da Magnífica Reitera da UFAL foi constituído o primeiro Comitê
Assessor de Extensão com os seguintes:
MEMBROS DO COMITÉ ASSESSOR DE EXTENSÃO DA UFAL
Prof. Salomão Almeida de Barros Lima - Pró-Reitor
Profª Ana Maria Ávila de Mendonça. Prog. Cidadania
Supl. Profª Eliane Agreda
Profª Judith Feitoza de Carvalho . Prog. Vida e Saúde
Supl. Tec.Ad. Elizel dos Anjos
Profª Cristina Rodrigues Nolasco . Progr. Periferia
Supl. Profª Zilta Nogueira
Prof. Almir Guilhermino. Prog. Cultura e Lazer
Profª Ivonne Bechtinger Simon. Repr. PROPEP
Supl. Tec.Ad. Ana Mª Santos Tenório
Profª Mª José Menezes Messias. Repr. PROEST
Supl. Tec.Ad. Arlene da Silva Santos
Profª Emília Freitas de Lima. Repr. PROGRAD
Supl. Profª Elida Silva de Almeida
Profª Elia Araujo S. Pontes . Repr. CCEN
Supl. Profª Jovesi de Almeida Costa
Profª Lúcia Costa Leimbeck. Repr. CTEC
Supl. Prof. Josilton de Omena Passos.
Profª Lucia Pereira. Repr. CECA
Supl. Prof. Marcelo José Melo
Profª Marcia Silva Sardeiro. Repr. CCBI
Supl. Profª Gilda Accioli da Silva
Profª Lucia Maria Leite. Repr. CSAU
Supl. Prof. Antonio Amorim de Araujo
Profª Mª Aparecida Batista de Oliveira. Repr. CHLA
Profª Edilma Acioli Bomfim
Profª Mª Rejane de Cerqueira. Repr. CCSA
Supl. Prof. Jader Macedo Marques
Profª Mª Amélia Gama de Câmara Pessoa. Repr. CEDU
Profª Margarida Mª Silva dos Santos. Repr. NEDER
REPRESENTANTES DO CORPO DISCENTE
Milton Moreira da Silva . DCE área I
Sérgio Vicente da Silva . suplente
José Sinval Clemente da Silva. DCE área ii
Wilza Monteiro da Anunciação, suplente
William Alves Dantas. DCE área III
António Pereira Filho, suplente
REPRESENTANTES DO CORPO TÉC.ADMINISTRATIVO
Izabel de Barras Branco
Supl. Ma Edilza de Oliveira Sarmento
REPRESENTANTES DA COMUNIDADE
Ivanise Nascimento de Oliveira. AMOTAM
José Jerônimo Neto. ACOMATAN
Supl.: João Correia de Amorim. Clima Bom II
Josefa da Conceição Sobral. Sta Lúcia
Ma Lygia R.Toledo de Lima. CEDIM
Profa Cleonice Ferreira. CEDIM
O PROCESSO DA PRÁTICA EXTENSIONISTA NA UFAL
O Comitê Assessor de Extensão
desempenhou papel histórico na UFAL,
fazendo com que a comunidade acadêmica
tomasse consciência das normas que regem a
extensão e fazendo cumprir os passos
necessários paia a execução de projetos,
desde sua formulação até a avaliação final.
Assim, hoje, a comunidade universitária
dispõe de roteiro claro de
COMO FAZER EXTENSÃO:
(Percurso do Processo)
I.
No Departamento
"Cada Departamento aprovará o seu Plano Departamental até 60
(sessenta) dias antes de iniciado o ano civil a que este se referir,
definindo o seu Projeto de Ensino; Pesquisa e Extensão, baseado em
diretrizes aprovadas no órgão colegiado competente, segundo as
propostas apresentadas por seus docentes" (CHPE Res. 13/88 art.4°)
"Obedecendo ao preceito constitucional da "indissociabilidade entre o
ensino, pesquisa e extensão" os Departamentos elaborarão seus planos
de atividades de extensão(.,.)" (CEPE Res. 12/89 art.2° § 2°)
"Cabe aos Departamento acadêmicos, através de seu pessoal docente e
discente a execução das ações constantes das propostas apresentadas"
(CHPE Res. 12/89 art. 4° § Único)
No DCE (Centros Acadêmicos)
"As atividades de extensão, (...) serão prioritariamente exercidas pelo
corpo discente, sob a orientação e coordenação de seus professores".
(CEPE Res. 12/89 art. 12)
"O DCE e os Centros Acadêmicos poderão apresentar projetos de
extensão, com a supervisão de professores, visando viabilizar a
integração UFAL/Sociedade e a adequação de seus currículos com a
formação profissional exigida pela realidade" (CEPE Res. 12/89 art.
15)
II. Na Pró-Reitoria de Extensão
"As atividades de extensão na Universidade Federal de Alagoas serão
coordenadas pela Pró-Reitoria de Extensão através de Programas,
vinculados a cada uma das coordenadorias em consonância com as
propostas apresentadas pelos Departamento e/ou representantes da
Sociedade ao Comitê Assessor de Extensão" (CEPE Rés. 12/89 art.3°)
"Os Programas de Extensão devem coordenar as atividades que
abrangem experiências político-pedagógicas que viabilizem a troca
entre o conhecimento acadêmico e o saber popular; a participação
junto a diferentes segmentos da sociedade, integrando ações,
articulando ensino, pesquisa e extensão e divulgando as experiências
resultantes dessas ações em benefício da comunidade, na realização do
compromisso social da universidade". (CEPE Res. 12/89aft. 26 § 1°)
Comitê Assessor de Extensão
"São atribuições do Comitê Assessor de Extensão:(...). Analisar e
aprovar projetos para a execução de atividades de extensão para
encaminhamento ao CEPE" (CEPE Res. 12/89 art. 8° item II)
"As propostas para a implantação de Núcleos Permanentes e
realização de Eventos ou Cursos de Extensão devem ser apreciadas
pelo Comitê Assessor de Extensão para encaminhamento ao CEPE,
devendo conter, (...), os seguintes elementos" (CEPE Rés. 12/89 art.5°
§ 6°)
Elementos do Projeto / Veja Formulários em anexo
l. Projetos em Núcleos Permanentes
2. Projetos de Eventos e/ou Cursos de Extensão
III. No Extra Muros da UFAL
"As atividades de extensão na Universidade Federal de Alagoas serão
desenvolvidas através de:
. Núcleos Permanentes de Extensão
. Eventos de Extensão
. Cursos de Extensão" (CEPE Res. 12/89 art.5º)
"A Pró-Reitoria de Extensão, através da proposta de execução dos
departamentos acadêmicos, desenvolverá os seguintes programas:
. Programa Periferia
. Programa Cidadania
. Programa Vida e Saúde
. Programa Cultural e Lazer" (CEPE Res. 12/89 art.26)
''Outros programas poderão ser criados, a partir da leitura da realidade
social pelos departamentos acadêmicos, mediante proposição
apresentada pelo Comitê Assessor de Extensão ao CEPE" (CEPE Res.
12/89 art. 26 § 2)
As atividades e projetos específicos do Programa Periferia deverão
articular o Plano Departamental de Extensão de cada Centro com os
grupos e Movimentos Sociais existentes na periferia da cidade,
integrando disciplinas, práticas de disciplinas, atividades de módulos
livres e estágios curriculares, garantida a participação de professores
supervisores" (CEPE Res. 12/89 art. 31)
Nos Campos de Estágio
"O Estágio Curricular, na medida em que é momento da prática
profissional, da consciência social e do compromisso político, é
também um dos mais adequados instrumentos para viabilizar a
extensão universitária". (Fórum de Pró-Reitores de Extensão.
Encontro de Belo Horizonte)
"Entende-se estágio curricular como o momento da prática
profissional, ao longo de cada curso, da consciência social e do
compromisso político da atividade acadêmica, possibilitando o
confronto entre a teoria e a prática para a formação integral do
cidadão" (CEPE Rés. 12/89 art. 16 § 1°)
"Os Departamentos Acadêmicos devem buscar nos programas de
extensão o lugar privilegiado para seus campos de estágio, priorizando
atividades multidisciplinares, onde se integrarão os diversos
profissionais, gerando propostas alternativas para a sociedade". (CEPE
Rés. 12/89 art. 16 § 2°)
IV. AVALIAÇÃO E RESULTADOS
"Os coordenadores de projetos de extensão deverão encaminhar, ao
final de cada período letivo, relatório circunstanciado das atividades
desenvolvidas, no semestre (...)" (CEPE Res. 12/89 art.17)
(Em anexo - Formulário de Relatório)
"Os relatórios das atividades de extensão serão avaliados pelo Comitê
Assessor de Extensão que recomendará a expedição de certificados
para fins de avaliação acadêmica" (CEPE Res. 12/89 art. 19)
"Ao final das atividades de extensão serão expedidos certificados (...)''
"Os certificados devem ser assinados pelo Pró-Reitor de Extensão e
anotados em registro apropriado da Pró-Reitoria de Extensão" (CEPE
Res. 12/89 arts. 21 e 22)
Progressão Funcional
"O docente, em condições de progressão funcional, de um para outro
nível dentro da mesma classe, será avaliado segundo o seu
desempenho acadêmico em função específica que lhe for atribuída
durante o período de dois anos, observadas as seguintes atividades
acadêmicas: I. as pertinentes à pesquisa, ensino e extensão que,
indissociáveis, visem a aprendizagem, a produção do conhecimento, a
ampliação e transmissão do saber e da cultura;" (CEPE Res. 13/88
art.3°)
"A avaliação docente definida nos artigos 3°, 6° e 8° incidirá sobre as
atividades diretamente relacionadas ao exercício ou emprego do
Magistério, ponderados, entre outros falares, a assiduidade,
responsabilidade e qualidade do trabalho e onde serão considerados o
desempenho didático, a produção científica, (...) os trabalhos de
extensão..." (CEPE Res. 13/88 art.9°)
"Para fins de avaliação das atividades docentes, serão consideradas as
seguintes pontuações: (...)" I."...avaliados, no mínimo, em dois níveis
de atividades (ensino, pesquisa, extensão, administração) com notas
variando de zero a dez, tendo como resultado final a média aritmética
destas atividades" (CEPE Res. 13/88 art. 10).
"Para fins de avaliação acadêmica do docente, os Departamentos
devem levar em consideração a natureza, a duração c a participação
nas atividades, em Núcleos Permanentes, Eventos ou Cursos de
Extensão". (CEPE Res. 12/89 art.22 § Único)
Créditos de Extensão
"Para integralização dos currículos plenos de todos os cursos de
graduação deverão constar créditos obtidos em atividades de
extensão" (CEPE Res. 12/89 art.l3)
"São atribuições do Comitê Assessor de Extensão: (...) IV. Avaliar
relatórios das atividades de alunos envolvidos em programas de
extensão e recomendar a expedição de certificados para a devida
consignação de créditos em sua vida escolar" (CEPE Rés. 12/89 art.8°
item IV)
(Em anexo - Formulário de Relatório do aluno)
"Às atividades de extensão realizadas de modo ininterrupto e
continuado, em Núcleos Permanentes de Extensão, por estudantes
bolsistas ou participantes, serão atribuídas notas de aproveitamento
pelo coordenador do projeto, devendo serem consignados como
créditos na vida escolar do aluno, salvaguardadas as especificidades
de cada curso". (CEPE Res. 12/89 art.20)
III. PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
Ufal e Comunidade na caminhada do amanhã
A análise do trabalho desenvolvido pela PROEX, no período 1988/91, permite
identificar a busca e a conquista de uma nova definição política para a Extensão Universitária
na UFAL, em consonância com o movimento articulado a nível nacional. Os programas e
projetos implementados, as atividades e procedimentos efetuados em diferentes instâncias, a
interligação comunidade acadêmica e contexto social, as pesquisas realizadas e outros,
representam um marco fundamental, enquanto momento inicial de um processo que visa.
colocar a Extensão como a outra dimensão do Ensino e da Pesquisa Universitária.
Entretanto, a sistematização da Extensão na vida acadêmica requer a efetiva inserção
da Universidade no contexto de realidade social, implicando na presença permanente da
UPAL no Campus Vicinal.
Esta perspectiva de anal: se aponta para o enfrentamento de duas instâncias
fundamentais para a consolidação da Extensão: a formação de Núcleos Permanentes de
Extensão, congregando as diversas áreas do conhecimento e articulando as demandas da
realidade às potencialidades da UFAL; e a inclusão de Estágios Curriculares Supervisionados
nos referidos Núcleos, possibilitando a presença contínua de docentes e alunos neste espaço
de relação teoria/prática.
Neste sentido, a PROEX realizou uma pesquisa dos recursos do Campus Vicinal nas
áreas de Educação, Saúde e Movimentos Sociais, visando identificar e conhecer o potencial
existente a nível institucional e na esfera não governamental e proceder a socialização das
informações junto à comunidade acadêmica, para subsidiar a formação dos Núcleos
Permanentes de Extensão (Cf. Banco de Dados da PROEX). Buscou também conhecer a
realidade dos estágios nos diversos cursos da UFAL, através de uma Pesquisa de Opinião
aplicada a professores e alunos representantes dos Centros Acadêmicos, cujos resultados
transcrevemos a seguir:
Pensando na necessidade de intensificar, sistematizar e institucionalizar a prática
acadêmica no Campus Vicinal, a PROEX identificou os Cursos que possuem estágio
curricular obrigatório, o número de créditos destinados à disciplina, o período em que ela é
ministrada, o acompanhamento ou não do professor ao alunado e as expectativas dos docentes
e discentes sobre o estágio em relação aos Cursos.
Foram pesquisados 07 Centros, atingindo 25 Cursos, através de entrevistas com
Professores dos Colegiados e alunos dos Centros Acadêmicos. Dos 25 Cursos investigados,
identificou-se 16 (64%) que têm estágio curricular obrigatório. Destes, 14 (87,5%) são
acompanhados por professores supervisores. Varia de 02 a 52 o número de créditos atribuídos
à disciplina, incidindo o maior percentual de Cursos - 25% - com 10 créditos. O Estágio
ocorre, em sua maioria (75%), no último período dos Cursos. Constata-se que tanto os
professores quanto os alunos não têm clareza teórica em relação à importância do estágio,
nem da presença do supervisor no acompanhamento da prática acadêmica. A maioria dos
professores (50%) e dos alunos (52%) afirma que o estágio responde, apenas em parte, às
expectativas dos cursos e apenas 25% dos professores e 17, 6% dos alunos afirmaram que
correspondiam às expectativas. Os resultados desta pesquisa de opinião poderá ser consultada
no Banco de Dados da PROEX.
Finalizando, cabe ressaltar que a configuração da trajetória percorrida pela Extensão
pretendeu não somente resgatar os principais elementos do processo desenvolvido, mas
principalmente, apontar para os desafios que se colocam para a efetivação do processo: a
formação dos Núcleos Permanentes de Extensão e a inserção dos Estágios Curriculares
Supervisionados no processo extensionista. O trabalho desenvolvido permitiu a identificação
destas instâncias c ainda a caracterização das respectivas realidades. Desta forma, configurase o momento atual e se põe simultaneamente a possibilidade de garantir a continuidade do
processo: "o enlace ufal/sociedade".
"Enquanto isso, as tribos e os povos
rasgam a terra e dormem na mina,
pescam nos espinhos do inverno,
cravam os pregos em seus ataúdes,
edificam cidades que não habitam,
semeiam o pão que amanha não terão,
disputam-se a fome e o perigo"
Fábio Neruda
"Memorial da Ilha Negra"
"A ÚNICA FINALIDADE DA CIÊNCIA É ALIVIAR A MISÉRIA HUMANA"
(B.Brecht, "Galileu Galilei")