Áreas Vicinais

Arquivo
Levantamento das áreas vicinais..pdf
Documento PDF (484.2KB)
                    1

Universidade Federal de Alagoas – UFAL
Pró-reitoria de Extensão - PROEX

LEVANTAMENTO INICIAL DE CAMPOS
EXTENSIONISTAS SITUADOS NO
CAMPUS VICINAL
UFAL – A.C. SIMÕES
MACEIÓ- AL
Reitora
Profa. Dra. Maria Valéria Correia
Vice-Reitor
Prof. Dr. José Vieira da Cruz
Pró-reitora de Extensão – PROEX
Profa. Dra. Joelma de Oliveira Albuquerque
Coordenador de Assuntos Culturais
Prof. Dr. Ivanildo Lubarino Piccoli dos Santos
Coordenadora de Projetos de Extensão
Profa. Ma. Maria Betânia Gomes da Silva Brito
Sistematizador e Organizador do Levantamento
Pedag. Luciano Henrique Silva Amorim

2016

2

Apresentação
Ao discorrer sobre a Extensão na UFAL, não é possível ignorar a dinâmica das
comunidades que habitam o entorno das unidades acadêmicas estejam elas localizadas
nos centros urbanos ou em áreas rurais, tendo em vista o olhar dos que estão no Campus
A. C. Simões e, igualmente dos que habitam o Agreste e o Semiárido alagoano.
Apesar de em alguns momentos da história a concepção centrada no
desenvolvimento de serviços, difusão da cultura e promoção de eventos tenha
predominado no cotidiano das universidades, ao ponto de resultar em uma denominação
de extensão eventista-inorgânica. Atualmente existe um movimento em que predomina
uma segunda concepção de extensão, denominada de processual, orgânica e voltada às
ações, com caráter de permanência, presentes no processo formativo (ensino) do
estudante, bem como na produção do conhecimento (pesquisa) da universidade.
Assim, percebe-se um potencial para alimentar e produzir o realinhamento do
planejamento participativo como elemento-chave para assegurar a execução das ações,
sabe-se que os princípios de uma gestão participativa devem atribuir a todos os sujeitos
envolvidos na dinâmica de planejar a responsabilidade por alcançar os objetivos
propostos pela comunidade de forma ampliada.
Nesse processo histórico, entende-se que muitos caminhos ainda deverão ser
percorridos na busca por superar a hierarquização nas relações sociais, que ainda
mantém em sua estrutura fortes laços com o passado forjado pelo poder senhorial
instituído em Alagoas. Porém, para se chegar a novos movimentos da história não se
pode apagar o que já foi vivido. Sabe-se que:
A educação é um processo inerente à vida dos seres humanos,
intrínseco à condição da espécie, uma vez que a reprodução dos
seus integrantes não envolve apenas a memória genética mas, com
igual intensidade, pressupõe uma memória cultural, em decorrência
do que cada novo membro do grupo precisa recuperá-la, inserindose no fluxo de sua cultura. (SEVERINO, 2006, p. 289).
Desse modo, é necessário refletir sobre os processos efetuados nesse contexto
histórico da convivência humana, fatos culturais e sociais que não podem estar

3

desprendidos da vivência dos sujeitos. Tomando a educação em seu significado político,
histórico e social.
Assim, organizar práticas extensionistas na universidade pública alagoana exige
considerar que a cultura se processa e é percebida nas interações da vida cotidiana. Na
busca de compreender os efeitos dela na formação do povo alagoano, ressalta-se a
importância de perceber os espaços em que se enraizaram os elementos residuais do
poder fundado no “familismo” e “coronelismo”, trazendo ao mundo contemporâneo as
amarras do passado. As interações culturais assumem nesse momento uma instância
desafiadora na compreensão do universo formativo ao desvincularem-se de seus
determinismos tradicionais.
A cultura instituída como participativa chegou à comunidade universitária alagoana
com uma nova proposta demandada pela política de extensão nacional, ou seja, uma
nova organização política que poderá colocar os sujeitos no centro do processo
democrático, indispensável à conquista de valores bastante renegados por aqueles que
sempre estiveram no comando da organização sociopolítica do Estado.
Desde Quilombo dos Palmares existe uma tentativa em romper com essa condição
das decisões ditas coletivas e que buscam fortalecer, apenas, uma minoria amplamente
favorecida, econômica e politicamente. E mesmo contando com as inúmeras contradições
presentes na organização de uma universidade dita democrática, participativa, crítica e
socialmente referenciada tem-se a possibilidade de construção das peças fundamentais
na garantia de espaços capazes de validar as decisões coletivas encaminhadas no
próprio espaço universitário, porém também é necessário considerar as limitações
impostas aos sujeitos históricos, tendo em vista que estes não são regidos por canais de
participação esporádica.
Enfim, observa-se que a educação deve configurar uma ação historicamente
situada, partindo de circunstâncias constituídas pelas organizações sociais, incidindo
sobre elas e transformando-as. Assim, a realidade precisa ser interpretada historicamente,
e vivenciada à luz das condições econômicas, políticas e culturais de existência. Os
resultados da análise dessa realidade serão o ponto de partida para continuar com as
novas propostas de ações extensionistas.

4

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas na concretização da gestão
democrática, tais como sucateamento dos espaços, desvalorização do profissional da
educação, controle tecnocrático, burocratização, entre outros aspectos, o compromisso da
comunidade acadêmica com a coletividade para a minimização da desigualdade social
não pode ser interrompido até se constituir na universidade o espaço favorável ao
enfrentamento da realidade, a partir de um projeto contra-hegemônico e transformador
das relações sociais vigentes.
Para além de compor o tripé do ideário de universidade, observemos que o
documento segue como intuito de um primeiro movimento de aproximação e observação
dos espaços em que a universidade não pode escantear, na promoção do diálogo e da
prática para além dos muros da mesma.
Os relatos históricos revelam que: na década de 1980 e início dos anos 1990,
Salomão Almeida de Barros Lima, Pró-Reitor de Extensão, aglutinou junto a sua equipe
um trabalho de levantamento e pesquisa sobre o entorno da universidade, com o objetivo
de, agrupar os sujeitos profissionais, trabalhadores e agentes sociais da sociedade civil
na construção de um processo permanente de diálogo.
Sendo assim, participando ativamente dos processos nacionais de construção da
identidade da extensão universitária no Brasil, a UFAL sempre foi uma participante ativa
nos espaços de discussão políticas, teóricas e organizacionais deste segmento. Portanto,
a caminhada em defesa de uma educação que tenha o respaldo no que o mundo da vida
nos exibe cotidianamente é essencial. A extensão não pode nem deve ser considerada
como um apêndice, mas, como algo intrínseco a formação profissional na academia.
Resgatar a nossa memória é preciso.
A educação é um processo constante, árduo e complexo, a qual está enraizada no
mundo lá fora. Eduquemos nossos olhares e deixemos que a realidade seja a didática
vital.
De posse deste entendimento, pontua-se que mais importante que os prédios e os
planos de ações instituídas, é a construção sócio histórica da humanidade, através da
aquisição de saberes, valores, princípios e concepções, favorecendo o fortalecimento de
uma proposta que se constitua em tarefa de todos, por intermédio de profundas

5

transformações sociais, a partir da qual uma ampla maioria de sujeitos possa contribuir de
forma consistente na consolidação de um processo contínuo de emancipação e
valorização humana.

Maceió, 25 de Julho de 2016.
Professora Joelma Albuquerque dos Santos
Pró-reitora de extensão UFAL
Pro-reitoria de Extensão - PROEX

6

2016: NOVOS DESAFIOS PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM
ALAGOAS
Primeiro passo: (RE) organizar a casa
O ano de 2016 adveio com uma conjuntura política, econômica e social
que escancara os extremos societários. Conjuntura esta que, reflete em todas
as ações acadêmicas, principalmente no tocante ao campo financeiro.
A Universidade Federal de Alagoas – UFAL, através da Pró- Reitoria de
Extensão – PROEX, revisitou seus documentos de atividades extensionistas
afim de se situar. Encontramos assim, percursos, trajetórias e muito trabalho
desenvolvido por parte de algumas atrizes e atores sociais desta instituição.
A necessidade de desenvolver um olhar interno foi e está sendo essencial.
Compreender a dinâmica e as ações desenvolvidas por tal pró-reitoria nos
convida a recriação e as possibilidades do novo. Verificar as lacunas e
pendências dos últimos 10 anos é entrar em um universo pouco difundido, para
que assim possamos alicerçar nossos anseios de objetivos.
Segundo passo: educando o olhar para o entorno
Romper os muros da universidade é preciso. Porém, entre as vontades de
termos a comunidade do entorno aqui presente e as questões objetivas,
compreendemos também que a universidade deve estar lá. Para isso, fizemos
um levantamento inicial do entorno do CAMPUS A.C. SIMÕES, dos espaços
sociais e coletivos que possivelmente acolham as propostas universitárias de
extensão.
Este levantamento prévio contou com busca virtual, visitas, contatos pessoais
e parcerias preestabelecidas sobre os espaços sociais e ambientes em que são
desenvolvidos processos educativos e sociais nas seguintes comunidades do
entorno da UFAL:

7

Bairros e comunidades circunvizinhas
 - Gama Lins
 - Graciliano Ramos
 - Village Campestre
 - Acauã
 - Cidade Universitária
 - Eustáquio Gomes
 - Santos Dummont
 - Clima Bom

8

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO – PROEX
LEVANTAMENTO DAS ESCOLAS, ASSOCIAÇÕES COMUNITÁRIAS, POSTOS DE
SAÚDE E PROJETOS SOCIAIS DO ENTORNO DO CAMPUS A.C. Simões
13ª GRE-

ESCOLAS ESTADUAIS

ALFREDO GASPAR DE MENDONÇA –
Indicação Conj. Eustáquio Gomes de Melo – Tabuleiro
3322-3324
CEL. FRANCISCO ALVES MATA –
Indicação (com extensão /presídio) Cidade de Menores, Av.Durval de Góes Monteiro
– Tabuleiro do Martins
3354-2396
GERALDO MELO DOS SANTOS
Conj.Graciliano Ramos – Tabuleiro do Martins
3334-9272
MARIA IVONE SANTOS DE OLIVEIRA
Conj. Eustáquio Gomes de elo – Tabuleiro do Martins
PROFª MARIA LÚCIA LINS DE FREITAS
R. 26, s/n – Conj. Graciliiano Ramos – Tabuleiro do Martins
3334-9228
ONÉLIA CAMPELO
R. Boa Esperança, s/n – Tabuleiro do Martins
3371-0385
ROMEU DE AVELAR
Rua Rações Carb, s/n – Tabuleiro do Martins
3324-5978

ESCOLAS MUNICIPAIS
ESCOLA MUNICIPAL TOBIAS GRANJA (Educação Infantil ) R. São José, 888 Tabuleiro Dos Martins,Maceió - AL,57080-000

LAR SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Lourival Melo Mata, ao lado do MR Marrone Retífica,BR-104, 13632 - Cidade
Universitária,Maceió - AL,57072-000
CAIC – ESCOLAMUNICIPAL PROFª MARIA CARMELITA GAMA
Endereço – BR 104, nº 1099, Maceió/AL

9

ESCOLA MUNICIPAL MANOEL PEDRO
Bairro Santos Dummont (nos fundos do Lar Sagrado Coração de Jesus)
CENTRO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL FÚLVIA ROSEMBERG
Bairro do Village Campestre (situada ente a Vila Olímpica e o Terminal de ônibus do
Village)
ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL GRACILIANO RAMOS
Bairro do Village Campestre (situada na Avenida Principal do Village)

POSTOS DE SAÚDE
UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA TEREZA BARBOSA DE LIMA
CONJ EUSTÁQUIO GOMES
DE MELO I, RUA “C”, 31TABULEIRO DOS MARTINS

Contato: 3315-5476

CONJ. GRACILIANO RAMOS
CRECHE 01 S/N – TABULEIRO
DOS MARTINS

UNIDADE DE SAÚDE
GRACILIANO RAMOS
PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA
UNIDADE DE SAÚDE CAIC JORGE
DE LIMA

CIDADE
UNIVERSITÁRIA

33155441

3315-5474

UNIDADE DE SAÚDE VILLAGE
CAMPESTRE I

CONJ VILLAGE CAMPESTRE I
QD N N.º 15

33155448

UNIDADE DE SAÚDE VILLAGE
CAMPESTRE II

RUA PADRE CICERO 50
VILLAGE CAMPESTRE II

33155275

UNIDADE DE SAÚDE DA
FAMÍLIA DENISSON MENEZES

CONJUNTO DENISSON
MENEZES QD A TABULEIRO

33153501

UNIDADE DE SAÚDE IVETE
HOLANDA

CONJ HORIZONTE S/N SANTOS
DUMONT

33153507

UNIDADE DE SAÚDE
JOÃO MACÁRIO

AV. CORINTHO CAMPELLO DA
PAZ S/N, SANTOS DUMONT

CENTRO DE SAÚDE DJALMA LOUREIRO

33154653/5474

10

Av. Muniz Falcão, s/n, Clima Bom, Maceió

ASSOCIAÇÕES DE MORADORES (AS)
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO VILLAGE CAMPESTRE
Rua 12 Cj Village Campestre I, s/n qd H.Cidade Universitária.Maceió/ AL. 3334- 3685
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO CONJUNTO GRACILIANO RAMOS - Av. A
S/N - Telefone: 3324-7889
Presidente: Edvaldo Aurélio dos Santos (98898-6756)
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO CONJUNTO ACAUÃ
Presidente: Luciano Marinho (8828-0678)
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO CONJUNTO SANTOS DUMMONT
Bairro : Santos Dummont, Rua A

PROJETOS SOCIAIS
Village Campestre:
PROJETO SOLARA
PROJETO INAÊ – Responsável – Ialorixá Mãe Neide
Santos Dummont:
LAR SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Graciliano Ramos:
ATELIÊ EMANAR
INSTITUIÇÕES DE GERÊNCIA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Cidade Universitária:
SEDE DO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO – DETRAN
POLO MULTISETORIAL GOVERNADOR LUIZ CAVALCANTE
GERÊNCIA DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL EM ALAGOAS - PRF
Clima Bom
DEPARTAMENTO DE ESTRADAS E RODAGENS – DER
AGRUPAMENTO DE BOMBEIROS MILITARES
Eustáquio Gomes de Melo:
SISTEMA PRISIONAL DE ALAGOAS - SGAP
                
Logo do chatbot Mundaú