Expedição também terá testagem de covid-19 e ações de saúde bucal

Ações de saúde estão ampliadas nesta edição para atender as comunidades ribeirinhas
Por Lenilda Luna - jornalista
22/10/2021 15h36 - Atualizado em 22/10/2021 às 17h44
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Ação realizada durante a terceira edição da expedição, em 2020

A expedição ao Rio São Francisco, criada e coordenada pelo professor Emerson Soares, do Campus de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi motivada principalmente pela necessidade de acompanhar as alterações provocadas no leito do rio pela ação humana, como a transposição das águas, as atividades de hidrelétricas, o crescimento das cidades ribeirinhas sem cobertura para o tratamento de esgoto, entre outros fatores com consequência ambientais.

Mas, desde a primeira expedição, em 2018, a questão social também estava na pauta do programa científico. Na 4ª Expedição Científica do Baixo São Francisco, a relação com as comunidades ribeirinhas será ampliada, com várias ações de saúde. “A expedição demonstra a importância do rio para a sociedade em vários aspectos: biológicos, ambiental, sociocultural e para o desenvolvimento. A visibilidade que é dada ao Rio São Francisco nessa expedição nos alerta sobre a importância da sua conservação”, destacou a vice-reitora da Ufal, professora Eliane Cavalcanti.

Eliane Cavalcanti reitera que a gestão reconhece a importância da Expedição, por envolver cientistas e sociedade neste compromisso com o equilíbrio socioambiental, e parabeniza todos os pesquisadores envolvidos. Ela destaca também que o crescimento das ações de Saúde durante a expedição revela uma participação cada vez maior dos moradores das cidades que margeiam o rio, apresentando suas demandas. “Em relação à saúde dessa população, este ano teremos um diferencial. Vamos realizar coletas para o rastreamento de casos assintomáticos de covid-19”, informou a vice-reitora.

As ações de assistência à saúde da população, nos dez municípios por onde a Expedição vai passar, incluem, além da testagem de covid-19 e do diagnóstico e tratamento do câncer de pele, também a preocupação com a saúde bucal. Esta parceria com a Faculdade de Odontologia da Ufal (Foufal) foi iniciada na expedição anterior, mas nesta 4ª edição será ampliada com as presenças de uma docente e de uma acadêmica do curso de Odontologia, que vão atuar junto aos dentistas da rede de atenção à saúde municipal.

Será a primeira participação da professora Cristiane Castro (Foufal) nos dez dias de expedição. “O objetivo dessas ações será levar informações sobre a prevenção das doenças bucais e para o autocuidado em saúde bucal. Estou muito animada, pois não conheço a região e espero contribuir para a melhora das condições de saúde bucal da população ribeirinha por meio do desenvolvimento das ações com os escolares e com a capacitação dos dentistas que fazem parte das equipes locais”, destacou a professora Cristiane.

A professora da Faculdade de Odontologia da Ufal já vem realizando reuniões com as coordenações de saúde bucal dos municípios que vão receber a expedição, para o planejamento das ações de educação em saúde e de prevenção, como escovação dental supervisionada, distribuição de kits de escovação e aplicação tópica de flúor. “Também vamos realizar um levantamento epidemiológico a fim de contribuir e subsidiar o planejamento das ações das equipes de saúde bucal dos municípios. Irei realizar duas capacitações teóricas, nos dias 20 e 27 de outubro, para os dentistas da rede pública”, informou Cristiane Castro.