Agricultores familiares confirmam com servidores interesse por produtos

Expectativa é iniciar vendas a partir do próximo mês de agosto
Por Thâmara Gonzaga – jornalista
20/07/2020 16h37 - Atualizado em 22/07/2020 às 15h58
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Alimentos livres de agrotóxicos comercializados por agricultores familiares

Com a suspensão da Feira Orgânica e Agroecológica no Campus A.C. Simões da Ufal, a Pró-reitoria de Extensão (Proex), em parceria com a Associação dos Docentes (Adufal), Sindicato dos Trabalhadores (Sintufal) e Movimentos Sociais do Campo, além de outras organizações ligadas à agricultura familiar, iniciou uma série de articulações para estimular a venda dos pequenos produtores. O objetivo é garantir o escoamento da produção e facilitar o acesso a alimentos livres de veneno e demais substâncias nocivas à saúde.

No final de maio, um questionário foi disponibilizado para que os servidores da Universidade e do Hospital Universitário informassem o interesse em adquirir os alimentos produzidos pelos agricultores familiares. “A pesquisa teve como objetivo fazer um levantamento do potencial de demanda que temos. Tivemos a resposta de 383 servidores, público que já nos dá uma ideia interessante do potencial dessa iniciativa”, destacou Cezar Nonato, coordenador de Extensão da Ufal.

Ele informa que, neste momento, representantes dos movimentos sociais do campo estão contactando os servidores que responderam ao questionário para confirmar o interesse. A expectativa, segundo Nonato, é iniciar a efetiva comercialização no mês de agosto.

“As vendas ainda não foram iniciadas porque, como se trata de diferentes assentamentos em diferentes municípios do Estado, estamos ajustando alguns aspectos da logística para o transporte dos produtos”, esclareceu. Nonato destaca que, em tempos de pandemia, essa é uma questão que se apresenta ainda mais complexa, tanto no que se refere à coleta dos produtos junto aos agricultores, como também em fazer chegar aos consumidores.

Em relação à entrega dos alimentos aos compradores, o coordenador explica que há possibilidade de duas modalidades. “A primeira, sem custo adicional ao consumidor, com a entrega da cesta com os produtos solicitados em um ponto de coleta. E a segunda com a entrega em casa, tendo, nesse caso, o acréscimo de uma taxa para esse serviço”, adiantou.

A melhor forma de pagamento, ainda de acordo com Nonato, também está sendo avaliada, uma vez que um grande percentual de consumidores indicaram a preferência de pagamento pelo cartão de crédito ou débito.