Professor do Campus Arapiraca recebe convite para congresso em Moçambique

Evento, a se realizar em outubro, reunirá pesquisadores de países de língua portuguesa nas áreas de Ciências do Desporto e de Educação Física
Por Diana Monteiro - jornalista
13/03/2020 08h35 - Atualizado em 16/03/2020 às 11h11
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Professor Leonardo Gomes de Oliveira Luz, do curso de Educação Física do Campus Arapiraca (Foto: Renner Boldrino)

Os avançados estudos científicos em Ciências do Desporto e de Educação Física promovidos pelo Campus Arapiraca têm alcançado destaque internacional e proporcionado a troca de experiência e de conhecimento em relevantes eventos nas respectivas áreas. O próximo congresso transcorrerá de 5 a 8 de outubro deste ano em Maputo, capital de Moçambique, país localizado no sudeste do Continente Africano. A cada edição o renomado evento reúne cerca de 500 pesquisadores de países de língua portuguesa.

Promovido pela Universidade Pedagógica de Moçambique e Faculdade de Educação Física e Desporto da citada instituição de ensino superior, o 18º Congresso de Ciências e Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa (CCDEFPLP), tem entre os objetivos: advertir para desvios e perigos da mentalidade fabricadora e utilitária e de uma racionalidade científica, sem abertura para inquietudes éticas; e acordar a necessidade de renovar o olhar antropológico, cultural, filosófico e pedagógico sobre Desporto, a Educação e a Educação Física.

O professor Leonardo Gomes de Oliveira Luz, do curso de Educação Física do Campus Arapiraca é um dos convidados para o congresso e ao destacar a positividade do convite recebido, que projeta a Universidade Federal de Alagoas no cenário internacional em áreas específicas, enfatiza a oportunidade de parcerias e intercâmbios científicos: “O evento além de abrir portas para que a comunidade científica lusófona, que tem a língua portuguesa como língua materna, para área de educação física, conheça as ações do Laboratório Lacaps, facilitará também a ampliação de uma rede de trabalho com investigadores de outros países com a possibilidade de desenvolvimento de futuras pesquisas em parceria”, reforçou.

Atualmente em andamento no Lacaps (Laboratório de Cieantropometria, Atividade Física e Promoção da Saúde (Lacaps), o projeto de pesquisa intitulado de Preditores da competência motora e do nível habitual de atividade física de escolares de ambos os sexos na cidade de Arapiraca. Leonardo Luz também é coordenador do Programa de Extensão Esporte na Ufal, cujo edital é da Pró-reitoria Estudantil, e em conexão com as atividades acadêmicas desempenhadas nas áreas de ensino, extensão e pesquisa, entre as disciplinas que ministra, estão: Fisiologia do Exercício, Energia, Nutrição e Desempenho Humano, Educação Física na Promoção da Saúde, Metodologia do Treinamento Físico para não-atletas e Atividades curriculares de extensão.

Leonardo considera a participação mais uma vez no congresso, a primeira foi em 2018, em Fortaleza, como um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela equipe do Laboratório que conta com outros pesquisadores. “Nos últimos dois anos, foram mais de dez artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais com fator de impacto boa/excelente classificação Qualis. Para este ano já há um estudo aceito para publicação neste ano na Revista Brasileira de Ciências do Esporte”.

Sobre o curso

A graduação em Educação Física do Campus Arapiraca teve início em 2007, oferta 50 vagas por ano é dotada de uma carga horária total de 3.360 horas e funciona no horário matutino na sede. A duração mínima para integralização do curso é de oito semestres e máxima de 12. O egresso deverá ser formado para esclarecer e intervir, profissional e academicamente no contexto específico e histórico-cultural, a partir de conhecimentos de natureza técnica, científica e cultural da área que tem como objeto de estudo e de aplicação o movimento humano, com foco nas diferentes formas e modalidades do exercício físico, da ginástica, do jogo, do esporte, das lutas/arte marcial, da dança. A finalidade é possibilitar a escolares o acesso a este acervo cultural, compreendido como direito inalienável de todo cidadão e toda cidadã e como importante patrimônio histórico da humanidade e do processo de construção da individualidade humana.