Evento alerta servidores sobre assédio no ambiente de trabalho

Palestrantes destacaram o que pode ser feito judicialmente para combater a prática
Por: Pedro Vianna - estagiário de Jornalismo - 03/06/2019 às 13h56 - Atualizado em 07/06/2019 às 12h22
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Seminário sobre assédio laboral. Fotos: Renner Boldrino

Aconteceu na última sexta-feira (31) no auditório do Centro de Interesse Comunitário da Ufal (CIC), o seminário Ações e Práticas no combate ao assédio laboral - expressão ligado às questões de como ocorrem os assédios moral e sexual no ambiente de trabalho. A discussão foi promovida pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (Progep) com o intuito de alertar, principalmente os servidores da Universidade, sobre como identificar o assédio e quais possíveis meios de denúncia.

Para a discussão, a Progep convidou a professora e socióloga Ruth Vasconcelos, que é pesquisadora da temática na Ufal; a professora da Faculdade de Direito de Alagoas (FDA), Elaine Cristina Pimentel Costa e o juiz do Trabalho e  professor da FDA, Jasiel Ivo.

Os temas apresentados foram desde questões como Aspectos Sociojurídicos do Assédio Moral, em que a professora Elaine Pimentel explicou sobre o ponto de vista criminal, até tópicos que envolvem sofrimento psicológico devido a pressão do ambiente de trabalho com o tema Assédio Moral e Adoecimento no Trabalho.

“Acho que é importante porque a gente vê práticas de intimidação e controle das pessoas, tanto dos superiores como por pares ou até pelos alunos”, ressaltou Elaine, concluindo que ações de intimidação do tipo ocorrem de maneiras diversas e que precisam ser identificadas o quanto antes.

Para Maria Amélia Álvares de Azevedo Freitas, vice-coordenadora dos Recursos Humanos no Campus de Arapiraca e que já presenciou situações de assédio laboral, o aprendizado sobre a questão é essencial para o profissional que lida diretamente com pessoas. “É interessante principalmente para pessoas que trabalham com RH, ter noção do que é realmente um assédio sexual e moral e essa palestra não poderia ser melhor”, comentou.

As discussões seguiram ainda sobre como o ambiente de trabalho pode se tornar negativo para a saúde psicológica devido às questões relacionadas a competitividade e cumprimento de metas, refletindo na qualidade de vida do servidor.

“Nesse momento, nós estamos fazendo uma ação educativa para tanto aqueles que estão cometendo assédio, parem de cometer e aqueles que estão sofrendo assédio, se percebam enquanto assediados e possam denunciar”, explicou Valéria Coelho, coordenadora da Coordenação de Qualidade de Vida no Trabalho.

O seminário foi direcionado para servidores garantindo carga horária de quatro horas para os participantes. Além disso, marcou o início de uma série de eventos até o final do ano, com culminância na Bienal do Livro para garantir mais alerta das pessoas que não sabem se estão sofrendo assédio e, principalmente, para aquelas que não entendem os possíveis meios de denúncia.

Segundo a Cartilha de Combate ao Assédio Moral e Sexual desenvolvida pela Progep e pela Coordenação de Qualidade de Vida no Trabalho (CQVT) em parceria com a Assessoria de Comunicação da Ufal, o assediado deve seguir as seguintes dicas para denúncia:
Contar o ocorrido para amigos e familiares; relatar o que vem acontecendo à Progep/CQVT, Recursos humanos (RH) ou a direção de sua unidade; caso o assédio sexual esteja gerando danos a saúde, procurar a unidade de saúde mais próxima; reunir todas as provas possíveis, tais como, bilhetes, presentes e testemunhas.

O órgão interno de denúncia é a própria ouvidoria da Ufal e em caso de denúncias externas, sindicados ao qual é filiado, Delegacia da Mulher e qualquer entidade de defesa dos Direitos Humanos.