Servidor da Ufal integra pesquisa do Imperial College London

Adilson Sabino participa de estudo que busca desenvolver método para diagnóstico de câncer do trato gastrointestinal por meio da respiração
Por: Thamara Gonzaga - jornalista - 02/12/2019 às 07h10 - Atualizado em 29/11/2019 às 14h45
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Adilson Sabino durante pesquisa

O servidor do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) da Ufal, Adilson Sabino, está participando de um importante projeto de pesquisa da Faculdade de Medicina do Imperial College London, instituição londrina considerada uma das melhores universidades do mundo, segundo o QS World University Rankings de 2020. O estudo é sobre o “desenvolvimento de método para diagnóstico de câncer do trato gastrointestinal através da respiração”, explica o técnico-administrativo que é doutor em Química.

Ele voltou de Londres esta semana, após o período de capacitação de 90 dias, onde trabalhou no Hospital de St. Mary’s. “Eles me concederam a carta convite, pois não tive bolsa, e me mantive lá em troca do conhecimento e experiência, levando o nome da Ufal em pesquisas de ponta”, diz. A pesquisa, relata Sabino, é coordenada pelo Grupo Compostos Orgânicos Voláteis (COV), liderado pelo professor George B. Hanna, chefe do Departamento de Cirurgia e Câncer da Faculdade de Medicina do Imperial College London. “O laboratório é situado no campus do St Mary's Hospital e estou sendo supervisionado pelo pesquisador doutor Antonis Myridakis, membro do grupo COV”, informa.

O objetivo do estudo, argumenta o pesquisador, é “analisar compostos orgânicos voláteis, usando diferentes técnicas de espectrometria de massas, para descoberta de biomarcadores e entendimento dos fatores moleculares de sua produção, na tentativa de desenvolver teste respiratório não invasivo para diagnosticar câncer esofágico e gástrico, do trato gastrointestinal”.

Ele também destaca que o “objetivo final com o diagnóstico por meio da respiração é rastrear essas doenças em estágios iniciais com triagem de pacientes no nível de procedimento geral. A principal razão, obviamente, é a expectativa de vida dos pacientes, que é drasticamente maior com o diagnóstico precoce”.

Ao explicar como o diagnóstico poderá ser feito pela técnica proposta pela pesquisa, o servidor da Ufal esclarece que o “teste de respiração para a infecção por H. pylori já está na prática clínica há vários anos”. E ressalta que a “direção é para que o teste de respiração esteja disponível para o público em geral, identificando biomarcadores de diagnóstico robustos para desenvolver dispositivos baratos, precisos e fáceis de usar, a exemplo do bafômetro da polícia que mede o consumo de álcool”. Ainda de acordo com Sabino, “a ideia é desenvolver um teste de respiração que funcione como triagem para grande população, para que menos pacientes sejam submetidos a procedimentos clínicos invasivos para o diagnóstico de câncer”.

A parceria em pesquisas entre Adilson Sabino e pesquisadores da universidade de Londres começou em 2015, quando ele conseguiu uma vaga em doutorado sanduíche. Desse contato inicial, já surgiram outras pesquisas e publicações em revistas científicas.