Servidores da Ufal debatem como construir relações de trabalho mais solidárias e saudáveis

1º Seminário de Prevenção e Combate ao Assédio Moral reuniu trabalhadores do campus A.C Simões e do Hospital Universitário
10/05/2016 às 15h09 - Atualizado em 23/05/2016 às 12h00
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Reitora Valéria Correia garante o apoio à prevenção do Assédio moral

Lenilda Luna - jornalista

O 1º Seminário de Prevenção e Combate ao Assédio Moral promovido pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), aconteceu na manhã desta terça-feira (10), no auditório do CIC, reunindo servidores do campus A.C. Simões, do Hospital Universitário e convidados de outras instituições públicas, interessados em iniciar essa discussão em seus locais de trabalho. 

A mesa de abertura foi coordenada pela reitora Valéria Correia e contou com a participação do vice-reitor José Vieira; de Carolina Gonçalves, pró-reitora de Gestão de Pessoas; Rosineide Duarte, coordenadora de Qualidade de Vida no Trabalho (CQVT); Samuel Correia, coordenador do seminário; Paulo Omena, representando a Associação dos Trabalhadores da Ufal (Atufal); e Reinaldo de Lima Oliveira Júnior, da coordenação jurídica do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal).

A reitora da Ufal, Valéria Correia, saudou aos participantes e destacou a importância de debater essa questão complexa que é o assédio moral no serviço público. "Poucos gestores assumem o desafio de enfrentar esse debate. Mas nossa gestão acredita que é preciso estabelecer relações de trabalho onde prevaleçam a solidariedade, o espírito de cooperação, o incentivo ao crescimento de todos, fortalecendo o princípio da autonomia do homem e da mulher", ressaltou a reitora.

As questões da precarização das relações de trabalho, que estão avançando no Serviço Público, com a ampliação da terceirização ou as mudanças de vínculo, não mais regidos pelo Regime Jurídico Único (RJU), que garante mais estabilidade, e sim pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), também foram abordados pela reitora. "Essa precarização, que atende aos interesses dos defensores do Estado Mínimo como solução para a crise do sistema capitalista, só aumenta a situação de conflitos e as perseguições no ambiente de trabalho. É um processo sútil e muitas vezes invisível", alertou a reitora.

Saudando aos servidores do Hospital Universitário, a reitora Valéria Correia ressaltou o compromisso de construir uma gestão participativa na instituição, buscando superar os conflitos gerados pela contratação de trabalhadores pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). "Com a chegada da superintendente Fátima Siliansky, vamos programar um seminário específico de combate e prevenção ao Assédio Moral no Hospital Universitário, buscando melhorar as relações entre os servidores do RJU e da Ebserh", garantiu a reitora.

O coordenador do Seminário, Samuel Correia, destacou a importância de criar esse momento para sensibilizar os servidores e gestores, fazendo com que todos reflitam sobre as relações no ambiente de trabalho, que devem ser prazerosas, saudáveis e produtivas. "Vamos trabalhar em conjunto com a comissão de Ética e os sindicatos para estabelecer o programa de Combate e Prevenção ao Assédio Moral. Para isso, precisamos debater as nuances jurídicas, psicológicas e de saúde, relacionadas à esse conflito", esclareceu Samuel.

Desfeita a mesa de abertura, iniciou-se a palestra "Assédio Moral e suas implicações legais", proferida por George Sarmento, doutor em Direito. Em seguida, foi realizada a mesa redonda com uma abordagem multidisciplinar sobre o tema, coordenada pelo psicólogo Flávio José Fernandes, com a participação de Gerson Odilon, professor da Faculdade de Medicina (Famed); Patrícia Vieira, psicóloga; e Maria Zélia Araújo, enfermeira.

A programação foi finalizada com a apresentação do Projeto de Prevenção e Combate ao Assédio Moral na Ufal, feita pela assistente social, Maria da Conceição Clarindo, que integra a Coordenação de Qualidade de Vida no Trabalho.