Estudantes com deficiência são acolhidos pela Ufal

Recém-chegados à Universidade, eles afirmam que encontraram um ambiente adaptado
Por: Pedro Ivon – estagiário de Jornalismo - 20/05/2019 às 15h53 - Atualizado em 20/05/2019 às 15h54
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Higor Abílio elogia acessibilidade encontrada entre os blocos no Campus A.C. Simões. Foto: Renner Boldrino

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) acolheu, no início deste mês, novos estudantes para o semestre 2019.1. Entre os calouros estão aqueles que possuem alguma deficiência, seja por conta de uma condição física ou enfermidade. Para receber essas pessoas, a Ufal tem adaptações em sua estrutura que permitem uma maior acessibilidade aos ambientes.

Calouro de Psicologia, Higor Abílio tem 23 anos e há cinco é cadeirante. Já com algum tempo nessa condição, ele afirma que já consegue lidar com a situação e falou sobre a acessibilidade encontrada no Campus A.C. Simões, dizendo que “em questão dos blocos a acessibilidade é ótima”. Vitória Marques, de 18 anos, chegou recentemente ao curso de Arquitetura e possui artrogripose congênita. A aluna declarou que “a Ufal é acolhedora”. E destaca: “Pensei que teria dificuldades, mas foi o contrário. Tem muitas rampas, o que ajuda muito na locomoção. Os banheiros também são adaptados”. E afirma: “A Ufal tem estrutura para me receber e receber qualquer outro aluno com necessidades especiais”.

Em termos de socialização, os novos estudantes afirmam que foram muito bem recebidos por todos os servidores e colegas de turma. Assim também é o caso do aluno do terceiro período de Psicologia, Carlos Eduardo, que foi diagnosticado com câncer, mas informou que recebe “todo o suporte” e que é “extremamente grato a cada pessoa”. Uma das preocupações do veterano foi continuar a graduação mesmo com a quimioterapia, que acarretaria em baixa imunidade e outros efeitos colaterais. “Nunca encontrei empecilho, pois todos e todas colaboram sempre que preciso”, diz.

Sugestões para uma Ufal melhor

Vitória Marques acredita que a Ufal pode melhorar a acessibilidade com o inclinamento de algumas rampas e portas mais largas para os cadeirantes. Além disso, a caloura de Arquitetura pensou em um grupo, com os deficientes formando uma espécie de conselho, discutindo propostas e melhorias para as próprias pessoas com deficiências dentro da Ufal. “Não tem como alguém sem deficiência alguma imaginar as nossas dificuldades, por mais que vivencie de perto”, explicou a caloura.