NAC desenvolve grupo de apoio para pessoas com deficiência na Ufal

Estudantes de quaisquer cursos do Campus A. C. Simões podem contribuir com a ação
Por Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo
10/07/2018 09h10 - Atualizado em 13/07/2018 às 09h08
context/imageCaption

Cadastro para ajudar no MobiUfal é feito online

Com o objetivo de auxiliar os estudantes que possuem algum tipo de deficiência, o Núcleo de Acessibilidade (NAC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está desenvolvendo um grupo de apoio solidário intitulado MobiUfal. O objetivo principal da ação é colaborar com a permanência e participação desses universitários em todos os ambientes institucionais.

“É preciso remover barreiras que impedem a participação das pessoas com deficiência na vida universitária e ao mesmo tempo desenvolver novos valores, como respeito às referentes e a solidariedade. Com o projeto, removemos algumas barreiras e incentivamos a comunidade universitária a se envolver nesse processo”, afirmou a coordenadora do NAC, Neiza Fumes.

Os colaboradores ajudarão os estudantes com deficiência a ir ou vir do ponto de ônibus, chegar à sala de aula, ir ao Restaurante Universitário (RU), se dirigir a algum setor no prédio da Reitoria e em quaisquer atividades acadêmicas que eles tenham dificuldades. Para o NAC, ao se juntar a essa rede solidária, o participante vivenciará novos valores, como solidariedade, respeito e valorização da diversidade e dignidade humana.

Os alunos interessados em participar podem preencher um formulário online com dados acadêmicos para se cadastrar no banco de vagas. Feito isso, o estudante receberá um e-mail e uma mensagem convocando-o para uma oficina sobre as informações gerais do grupo solidário com orientações sobre mobilidade. Os participantes receberão um certificado de 20 horas flexíveis por semestre.

“Estamos vivendo um momento histórico na Universidade com o ingresso de um número significativo de pessoas com deficiência. Apesar de este fato representar uma grande conquista, traz a necessidade de criarmos condições para a permanência e a participação desse alunado nos diferentes espaços institucionais, considerando que as barreiras físicas, arquitetônicas, comunicacionais, curriculares e atitudinais estão por toda parte”, enfatizou Fumes.

 De acordo com os idealizadores do projeto, a comunicação do grupo de apoio será feita exclusivamente por meio do aplicativo WhatsApp, uma vez que será necessário um agendamento prévio por parte do deficiente, que será auxiliado pelo colaborador que estiver mais próximo a ele.